ARS MUSICA 2U releva do conceito de que a arte dos sons é parte essencial da vida, sendo esta considerada como arte total. Por isso se revê no projecto ARS INTEGRATA e é parte integrante do mesmo.
ARS MUSICA 2U procura estar em sintonia com todos os que partilham do nosso modo aberto de conceber e fruir a arte dos sons.
Por isso é também ARS MUSICA 2U (leia-se, "to you", i.e. a arte da música para si). Somos fiéis ao lema "Trás outro amigo também". Colabore.
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E-mail: arsmusica2u@gmail.com

Convidamo-l(a)(o) ainda a ver e ouvir os vídeos que seleccionámos (basta clicar com o rato no símbolo colocado sobre as imagens "you tube"), os quais se encontram no fim desta página.

Sugerimos também a navegação pelos links elencados na coluna esquerda (clicando sobre os nomes ou designações disponibilizados), e em especial a visita à página do ARS INTEGRATA ENSEMBLE - em http://arsintegrataensemble.blogspot.com/ -, onde pode desfrutar de vários vídeos com elementos do grupo.


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Tuesday, January 5, 2010

ARS MUSICA (81): CRAMOL canta As Janeiras do Ano Novo 2010



Ars Musica 2U saúda a entrada em 2010, estendendo um duplo convite do CRAMOL - coro feminino de polifonias tradicionais portuguesas, para assistirmos ao seu Concerto de Ano Novo, e simultaneamente de encerramento das Comemorações do seu 30.º aniversário, que terá lugar na próxima 6.ª feira, dia 8 de Janeiro, pelas 21h30 na Igreja Matriz de Oeiras (com entrada gratuita), e após o qual este emocionante coro cujo prestígio ultrapassa fronteiras, nos desafia para partirmos em conjunto num cortejo de cânticos pela vila fora, num percurso previamente delineado, em que se prevêm momentos de surpresas e petiscos, cumprindo um ritual ancestral de celebração: «Cantar as Janeiras»!
É pois um acontecimento a não perder!


Note-se que este agrupamento vocal feminino de polifonias tradicionais portuguesas, tendo apenas dois discos gravados em seu nome - "Cramol" e o duplo CD "Vozes de nós" (recomendamos vivamente a compra deste último) - tem colaborado em espectáculos e gravações com muitos outros grandes nomes da música portuguesa assim como ensaiado experiências com artistas e grupos de diferentes países e géneros musicais,

O maestro e etno-musicólogo Domingos Morais, assinalando o 30.º aniversário do CRAMOL escreveu a propósito da sua importância o seguinte texto, que transcrevemos com a devida autorização do autor.


CRAMOL, uma Universidade sem Diplomas

“Se não tens uma aldeia..., tens de ir em busca dela!”
João dos Santos[1]


Quem dá voz a este CLAMOR (ou CRAMOL) que se ouve há três décadas na Vila de Oeiras? E porque persistem estas mulheres em aprender e partilhar saberes que não pertencem ao seu universo urbano numa Associação, a Biblioteca Operária Oeirense, criada em 1933 por operários que tinham por lema “depois do pão, a instrução”?

Ou será que pertencem, embora transfigurados e descontextualizados mas ainda apelando ao que de mais essencial as mobiliza?

Talvez o segredo esteja no processo. Nos ensaios em que a voz e o corpo se soltam e revelam novos sentidos. São assim capazes de embalar sem ter de adormecer, chamar como se estivessem no alto de um monte, invocar trabalhos que já não existem - do linho, das mondas, da apanha da azeitona. E amam e sofrem sem objecto visível, inventam romarias e festas, lançam preces, esconjuros e maldições, fazem encomendações, rezas e promessas cantadas a Divindades que quase deixaram de as acompanhar.

A Terra e os seus frutos são temas constantes, marcando talvez a mais sólida ligação com o seu Tempo, no respeito e gratidão de quem dela depende, agora e sempre. E a Palavra que nasce e se organiza em textos cantados de uma poética deslumbrante.

Quem passa por este processo como que renasce ao estabelecer os elos que permitem compreender o que é ser Mulher. As lições recebidas nessa nova liturgia do Canto terão talvez transformado as suas vidas, dando-lhes instrumentos únicos para ler o Mundo. E premiou-as, pela sua dedicação e persistência, com o mais vasto repertório de canto no feminino de todas as regiões de Portugal, alguma vez conhecido por um único grupo.

Mesmo sabendo que a Tradição, “JÁ NÃO ERA O QUE É, NEM SERÁ O QUE FOI e NUNCA FOI O QUE PENSÁVAMOS QUE ERA” Cada geração inventa, recria, adapta, adopta e copia, sem culpa nem pecado.

Será que este CLAMOR chegará a outras mulheres (e homens)?

Domingos Morais
Março de 2009

[1] Ensaios sobre educação II: 103-104. Ed Livros Horizonte, 1990.
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Monday, December 21, 2009

ARS MUSICA (80): Joy to the World!

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ARS MUSICA 2U formula a todos os seus leitores votos de BOAS FESTAS e um FELIZ ANO NOVO com a qualidade musical - a ARTE DOS SONS, linguagem universal por excelência, como veículo da PAZ espiritual e temporal. Saibamos pois escutar, fruindo o vasto património musical da humanidade e abrindo-nos a novos e trancendentes horizontes. JOY TO THE WORLD!

«Anima Musicalis, Oecumenicus Natalis philosophorum», David Zink fecit MMIX


JOY TO THE WORLD!

A propósito da conhecida melodia natalícia “Joy to the world”, coligimos alguns elementos acerca da sua recorrente mas incorrecta atribuição a Georg Friedrich Händel (1685-1759), seja enquanto suposto criador absoluto como em co-autoria (neste a caso a título de precedência, chamada na gíria arquivística de “antecedente bibliográfico”).

Importa perceber que o registo bibliográfico da Biblioteca do Congresso elaborado a este propósito, apesar de frequentemente citado em abono desta tese, tem escassa relevância musicológica, pois refere-se unicamente à componente textual da obra, tentando explicar a origem do título, e posto que na colectânea Voce di Melodia (1830? ou c. 1834), de William Holford (fl. séc. XIX), maestro de coro na cidade inglesa de Manchester, este atribuiu a obra a Händel, seja por nele se ter inspirado como por razões comerciais e/ou de facilitação da sua divulgação, denominando-a “Comfort”.

Na verdade, esta atribuição é espúria e não tem fundamento musical significativo, embora tenha sido posteriormente repetida, entre outros pelo arranjador e decisivo impulsionador da melodia, Lowell Mason (1792-1872), o qual foi também o adjutor da letra (lírica) de Isaac Watts (1674-1748), um contemporâneo de Händel, para acentuar a ideia da atribuição a este último e a rebaptizou como “Antioch” na sua colectânea Occasional Psalm and hymn tunes (1836).

Não obstante, reconhecemos que Holford e Mason, recorreram ao uso de mínimas e semínimas, tal como Händel já o fizera antes dele nas suas obras!!!

Bem, mais a sério, parece que há uma vaga inspiração no fraseado musical de um ou outro verso do Messias (trechos n.ºs 17 e 33: corais “Glory to God” e “Lift up your heads”)… mas isso continua a não ser suficiente para uma atribuição rigorosa). Quanto muito, podemos admitir que o ponto de partida de “Joy to the world” é um pastiche de Händel, nunca um arranjo de uma obra sua, pese embora a procurada (pelo "verdadeiro" compositor) analogia do título inicial (“Comfort”) com o dos versos iniciais da mais célebre oratória do referido compositor alemão (“Comfort ye, Comfort ye my people”, no trecho n.º 2 do Messias). Ora, neste sentido, poder-se-á também dizer que os Beatles se inspiraram em Händel para criar o estilo “yé-yé”, no âmbito do “twist”!!! (ver o refrão “She loves you, yeah, yeah, yeah” na canção “She loves you”).

Em contrapartida, já no que respeita à “letra” (lírica) de Watts, verifica-se que ela é baseada no Salmo bíblico n.º 98, muito embora este não tenha tido a pretenção de atribuir os seus versos ao Rei Salomão ou a outro autor do Livro dos Salmos (Antigo Testamento)…

Note-se que, entre os sécs. XVIII e XIX, era vulgar os editores atribuírem a autoria de obras musicais a compositores mais conhecidos, sendo que no caso de Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736) este nem sequer teve tempo de vida suficiente para ter podido compor todas as obras que lhe foram atribuídas pela Europa fora. Aliás, mesmo em pleno século XX, o célebre violinista virtuoso e compositor Fritz Kreisler (1875-1962) atribuía obras suas a imaginários compositores do passado que ele dizia ter descoberto.

Por último, importa também reparar que a edição fonográfica desta obra pela Hyperion (a principal editora inglesa de música erudita), acolheu a intervenção de outro arranjandor, o britânico William Llewellyn (n. 1925), que porventura será (embora não o conseguíssemos confirmar) o responsável pela forma actualmente consagrada e que consideramos tradicional, já com o título baseado no primeiro verso de Watts – JOY TO THE WORLD!

Mas, se vários arranjos houve desta melodia, muitos outros hão-de surgir, pois a obra está aberta à intervenção de outros criadores. Convém é dar a César o que é de César e não mais do que isso. A obra hoje incontornável quando celebramos o Natal não precisa da chancela de Händel para ser apreciada, nem este compositor necessita desta obra para ser reconhecido como um dos compositores mais importantes da História da Música. Posto isto, ouçamos os Take 6 e cantemos com eles JOY TO THE WORLD!

Enfim aqui ficam estas notas para meditação e convite à investigação.

David Zink
Jan. 2010


"Joy to the world" / by Take 6


JOY TO THE WORLD!

I

Joy to the world! the Lord is [sic] come;
Let earth receive her King;
Let every heart prepare him room,
And heaven and nature sing,
And heaven and nature sing,
And heaven, and heaven, and nature sing.

II

Joy to the Earth! the Saviour reigns;
Let men their songs employ;
While fields and floods, rocks, hills, and plains
Repeat the sounding joy,
Repeat the sounding joy,
Repeat, repeat the sounding joy.

III

No more let sins and sorrows grow,
Nor thorns infest the ground;
He comes to make His blessings flow
Far as the curse is found,
Far as the curse is found,
Far as, far as, the curse is found.

IV

He rules the world with truth and grace,
And makes the nations prove
The glories of His righteousness,
And wonders of His love,
And wonders of His love,
And wonders, wonders, of His love.


BIBLIOGRAFIA:

- Christmas : celebrating the Christian History of american symbols, songs and stories / Angie Mosteller. - Celebrating Holidays Publishing Inc. , 2008

- The new Grove dictionary of music and musicians / edited by Stanley Sadie ; executive editor John Tyrrell. – 2nd. Ed. – London : Macmillan Publishers ; New York : [distr.] Grove’s Dictionaries inc., 2001, reprinted with minor corrections 2002, © 2001, 2002

- “Did Handel compose Christmas carols?”, in: http://gfhandel.org/faqs.htm

- “Joy to the world”, in: http://www.sibeliusmusic.com/cgi-bin/show_score.pl?scoreid=132078#details

- "William Llewellyn Wilson", in: http://en.wikipedia.org/wiki/William_Llewellyn_Wilson

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Tuesday, December 15, 2009

ARS MUSICA (79): A História do Fado segundo Rui Vieira Nery

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COMO SE FAZ A HISTÓRIA DO FADO?
Bibliografia, fontes documentais e arquivos sonoros


Hoje, dia 15 de Dezembro, pelas 18h, no Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal (Campo Grande, 83 - Lisboa), realiza-se uma importante conferência a cargo do Prof. Rui Vieira Nery, que abordará o estado da questão em matéria da historiografia do Fado, a qual será complementada por uma mostra documental e uma actuação dos Músicos do Tejo.

Nesta conferência dedicada não apenas a musicólogos mas também a todos aqueles que se interessam pelo Fado - seja enquanto amantes do género ou interessados em conhecer melhor a sua génese, percurso histórico e repercussões sociais e musicais -, o conhecido musicólogo (ele próprio filho de um grande guitarrista de Fado: Raul Nery) apresentará uma panorâmica da História do Fado e da sua problemática.

«Depois dos estudos pioneiros de Pinto de Carvalho e Alberto Pimentel, nos primeiros anos do século XX, e do enorme esforço de recolha informativa levada a cabo por Luís Moita e A. Vítor Machado na década de 1930, pode dizer-se que o arranque da investigação sobre este tema se dá com a exposição Fado: Vozes e Sombras, comissariada por Joaquim Pais de Brito e integrada no programa de Lisboa 94 – Capital Europeia da Cultura.

O estudo do Fado exige a construção de um modelo teórico que o integre no contexto mais geral da História Cultural portuguesa desde os finais do Antigo Regime e o inter-relacione com os desenvolvimentos paralelos da Economia, da Sociedade, das Ideias, da Literatura e das Artes em Portugal no mesmo período.

Mas exige também, como base indispensável, um trabalho intenso de recolha e estudo de fontes de todos os tipos: por um lado, as fontes documentais primárias tradicionais (documentação oficial, periódicos, edições poéticas e musicais, iconografia); por outro, a bibliografia secundária (estudos, ensaios, artigos de jornal). Algumas destas fontes eram tradicionalmente consideradas “menores”, pela própria condição pobre e facilmente perecível dos seus suportes materiais e por preconceito ideológico relativamente a uma Cultura Popular urbana considerada inferior face aos modelos eruditos e “impura” face às tradições culturais rurais.

Mas igualmente importante é o estudo de outras fontes como os instrumentos musicais (guitarras portuguesas e violas, mas também bandolins, por exemplo), e sobretudo como os registos fonográficos, que só nos últimos anos começaram a ser objecto de levantamento e análise. Nesta sessão, Rui Vieira Nery pretende apresentar, de algum modo, o “estado da arte” teórico e prático desta questão.

A sessão, durante a qual estará exposta uma selecção de bibliografia e partituras de interesse para a história do fado, encerrará com a actuação dos Músicos do Tejo.»

Os Músicos do Tejo são um trio – constituído por Ana Quintans (voz), Ricardo Rocha (guitarra portuguesa) e Marcos Magalhães (cravo e direcção) –, que procura inovar o panorama musical actual a partir das suas influências mais remotas do fado.

Entrada livre.
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Sunday, November 1, 2009

ARS MUSICA (77): Miguel Zink plays Max Bruch at Fronteira Palace (Lisbon)

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MIGUEL ZINK EM RECITAL NO
PALÁCIO DOS MARQUESES DE FRONTEIRA


Sábado, dia 7 de Novembro, pelas 16 horas

MIGUEL ZINK, de 14 anos de idade, 1.º prémio de violino no seu nível etário, no último Concurso de Santa Cecília (Porto), depois do recente sucesso alcançado no recital do Palácio Foz (Lisboa), no passado dia 18 de Outubro, volta a apresentar-se a solo brindando o público da capital onde nasceu, desta vez no Palácio dos Marqueses de Fonteira (v. http://www.fronteira-alorna.pt/index.htm), com um dos mais brilhantes concertos do reportório violinístico, que tem tanto de belo como de grande exigência virtuosística: o Concerto nº1 em Sol menor, Op. 26, de Max Bruch (1838-1920). Note-se que este jovem intérprete tem vindo a actuar, a solo ou em colectivo, nas melhores salas de concertos em Portugal e efectuou já digressões por diversos países europeus e nos Estados Unidos.

A não perder!

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Thursday, October 29, 2009

ARS MUSICA (76): OSJ plays Mozart's "Grosse Messe"


W. A. MOZART NA IGREJA DE S. ROQUE


Concerto Coral-Sinfónico
Igreja de S. Roque
Sábado, 7 de Novembro às 21h30


Programa

MOZART, Wolfgang Amadeus (1756 - 1791) - Missa em dó menor, K. 427 ("Grosse Messe")

Kyrie
Gloria
Credo
Sanctus
Benedictus

Sandra Medeiros – soprano
Laryssa Savechenko – soprano
João Cipriano Martins – tenor
Armando Possante - barítono

ORQUESTRA SINFÓNICA JUVENIL
Coro do Instituto Gregoriano
Direcção - Christopher Bochmann

Monday, October 12, 2009

ARS MUSICA (75): Gala d'Os Violinhos no Palácio Foz



Concerto de Gala da Academia de Música de Lisboa


Com a prestigiada orquestra de cordas juvenil OS VIOLINHOS, a qual tem vindo a grangear vastos aplausos nas melhores salas de espectáculos em Portugal (Casa da Música, CCB, Culturgest, Fundação C. Gulbenkian, Palácio Nacional da Ajuda, Palácio Nacional de Queluz, e claro está o Palácio Foz, entre muitos outras), e bem assim nas suas digressões ao estrangeiro (Áustria, Dinamarca, Espanha, Itália, Noruega, República Checa, Suécia, e Estados Unidos da América)

Neste concerto, além do já famoso tutti, actuarão também como solistas membros da Academia premiados em diversos concursos, que apesar da sua juventude se afiguram como promissores talentos da arte do violino. Nomeadamente, por ordem de entrada: Manuel Abecassis, Miguel Zink e Marta Melo.


Domingo, dia 18 de Outubro, pelas 16 horas

Local: Palácio Foz (na Praça dos Restauradores, em Lisboa, entre a Loja do Cidadão – edifício do antigo cinema Éden – e o elevador da Glória)
Entrada Livre (limitada à lotação da sala)

Direcção Musical: Prof. Rui Fernandes
Direcção artística: Profs. Rui Fernandes e Filipa Poejo
Apoio técnico de: Prof. António Anjos (ex-solista da Orquestra Gulbenkian, e actualmente, 1.º violino do Quarteto Capela)



PROGRAMA


MENDELSSOHN, Félix (1809-1847)
Concerto para violino em Mi menor, Op. 64 (1.º andamento: Allegro molto appassionato)
Manuel Abecassis, solista

A. THOMAS (1811-1896)
Gavotte da Ópera «Mignon»

WEBER, Carl Maria von (1786-1826)
Coro dos Caçadores (da ópera Der Freischütz)

SCHUMANN, Robert (1810-1846)
Os Dois Granadeiros

HÄNDEL, Georg Friedrich (1685-1759)
Bourrée (da Water music, Suite n.º 2 em Sol Maior)

BRUCH, Max (1838-1920)
Concerto nº1 em Sol menor, Op. 26 (I. Vorspiel: Allegro moderato)
Miguel Zink, solista

INTERVALO

LALO, Edouard (1823-1892)
Sinfonia Espanhola, Op. 21 (1.º andamento: Allegro non troppo)
Marta Melo, solista

SEVERN, Edmund (1862-1942)
Polish Dance

BACH, Johann Sebastien (1685-1750)
Concerto para dois Violinos em Ré menor, BWV 1043 (1.º andamento: Vivace)

BOCCHERINI, Luigi (1743-1805)
Minueto Célebre

ARLEN, Harold (1905-1986)
Over the Rainbow (da banda sonora do filme O Feiticeiro de OZ, com Judy Garland)

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Monday, September 28, 2009

ARS MUSICA (74): "Viola ou Guitarra? That's the question!", por Manuel Morais (Segréis de Lisboa)

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Exposição e Conferência:
Viola ou guitarra? That's the question!
Métodos para cordofones portugueses, séculos XIX-XX


No próximo dia 1 de Outubro, realiza-se na Biblioteca Nacional de Portugal uma importante conferência, resultado de uma criteriosa investigação em importantes arquivos nacionais, subordinada ao tema em epígrafe. Em paralelo, poderá ser vista uma mostra documental que incluirá, a par de manuais e partituras pertencentes ao acervo da BNP, também alguns instrumentos gentilmente cedidos pelo reputado musicólogo e docente da Universidade de Évora, Manuel Morais, bem conhecido do grande público como director do afamado grupo de música antiga (e não só) Segréis de Lisboa, últimamente dedicado à recuperação do reportório musical do século XIX.

Segundo o próprio Manuel Morais, «na Biblioteca Nacional de Portugal guarda-se a maior colecção musical dedicada aos cordofones de mão, nomeadamente violas, guitarras e bandolins. Deste riquíssimo e diversificado repertório, que se inicia no séc. XVI e vai até ao XX, escolhemos para tema da nossa apresentação o cordofone de mão de caixa em forma de oito, e intitulámo-la Viola ou guitarra? That’s the question!»

Note-se que algumas das obras que irão estar em exposição, podem ser consultadas on-line, como é o caso dos seguintes métodos:

- Methodo pratico de conhecer e formar os tons, ou acordes na viola / por S.M.M.P. - Coimbra : Real Imprensa da Universidade, 1826

- Estudo de guitarra, em que se expoem o meio mais facil para aprender a tocar este instrumento... / por Antonio da Silva Leite... - Porto : Na officina typografica de Antonio Alvarez Ribeiro, 1796


Biblioteca Nacional de Portugal
Campo Grande, 83 - 1749-081 Lisboa
(Metro: Entre Campos)

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Thursday, September 10, 2009

ARS MUSICA (73): Sons do olhar na Casa-Museu Anastácio Gonçalves

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MATRIZES DO OLHAR
As imagens e os sons do olhar.
Paisagens do atelier Malhoa. Afagadas pelos sons . Cantados, sussurrados, ditos. Paisagem sonora com matizes próprias. Mat(r)izes de outro(s) olhar(es).
Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves Lisboa
30 de Setembro de 2009, às 19.00 horas

Assinalando a sua rentrée, o Corelis irá apresentar-se em concerto na Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, a qual encerra um dos mais significativos repositórios da pintura dita "naturalista" em Portugal, além do valioso recheio de cerâmica chinesa das dinastias Ming a Qing e do mobiliário dos séculos XVII a XIX.

O programa foi naturalmente pensado em função das impressões suscitadas pelo lugar, pelo que se tratará, como tantas vezes sucede em arte, de um acto único e irrepetível. A não perder!


Programa:


Bacche bene venies (Carmina Burana) / Anónimo (c. 1200)
Moli-hua / Cântico tradicional – China
Stella Splendens / Llibre Vermell de Montserrat (sec. XIII-XIV)
Il bianco e dolce cygno (madrigal) / Jacob Arcadelt (c. 1550-1568)
La morenica (villancico) / Anónimo (sec.XVI)
Come Again / John Dowland (1563-1626)
Impressões (cacofonia musical) / Filomena Lima - V. R. Amaro (sécs. XX-XXI)
O Vos “Omnis” : canto da Verónica / Tradicional (Redondo - Alentejo)
Fui à Beira do mar / Tradicional - José Afonso (1929-1987)
Trai-Trai / Tradicional – Manuel Faria (1916-1983)- Minho
La Justa (ensallada) /Mateo Fletxa (c.1480-1553)
Convidando esta la noche (villancico) / J. Garcia Zespedes (1619-1678)
Ande pues nuestro appelido (ensallada) / Mateo Fletxa (c. 1480-1553)

CORELIS - Coro da Relação de Lisboa
Victor Roque Amaro, maestro


Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
Av. 5 de Outubro, 6-8 - 1050-055 Lisboa (em frente à Maternidade Alfredo da Costa)
Tel. 21 354 08 23 / Fax. 213 548 754

Transportes:
- Metro: Picoas
- Autocarros – 21, 36, 44, 49, 83, 90, 720, 727
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Wednesday, September 2, 2009

ARS MUSICA (72): Mor Karbasi encerra Festival Sete Sóis, Sete luas

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Mor Karbasi (Israel)
(foto: cortesia da org. do Festival)

Termina na próxima 6.ª feira, na Fábrica da Pólvora (em Barcarena, no concelho de Oeiras) o Festival Sete Sóis, Sete Luas. A presente edição terá sido, no cômputo geral, porventura a mais fraca a que assistimos (Oh, Crisis!!! ...What crisis?). Ainda assim, houve dois grandes momentos (sem considerar aqueles a que não assistimos, como os concertos da transnacional 7Luas Orkestra e do grupo francês Vaguement la Jungle), os quais importa destacar: as actuações de Korrontzi (País Basco) e de Ana Gonzalez y su gente (Andaluzía). É, por isso, grande a expectativa para o concerto de encerramento de Mor Karbasi (Israel), depois de no mês anterior ter passado pelo mesmo palco o grupo Esta seu conterrâneo, que, apesar de um desempenho que agradou, não chegou a deslumbrar como sucedera no ano transacto com o excelente Eyal Sela e o seu “Call of the Mountain”, a provar que a música popular não tem que ser primária para conseguir a adesão do público. Assim, às 22 horas, lá estaremos para fruir a voz sedutora de Mor e ajuizar da qualidade dos músicos que trouxer na sua bagagem, tendo em conta que no seu currículo se inclui uma passagem pelo prestigiado Festival da Womad, de Peter Gabriel.

Mas, recomendamos a ida mais cedo para poder apreciar a exposição de fotografia de Paulo Martins patente no mesmo complexo (Edifício 51), o qual, metodicamente tem vindo a registar para a posterioridade os bons momentos que se têm vivido na Fábrica da Pólvora ao longo das diferentes edições do Festival, a par de outras realizações promovidas pela Câmara Municipal de Oeiras, em laboriosas imagens feitas de saber técnico e sensibilidade estética, sem perder de vista o sentido documental.

Friday, June 26, 2009

ARS MUSICA (71): Corelis ao vivo em Alenquer

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O SOLSTÍCIO DE VERÃO ou a FESTA DOS SENTIDOS em Alenquer


Música vocal ligada à festa judaica de Shavuot ou Festa das Semanas ou ao Pentecostes, seu equivalente cristão - Cânticos da Sinagoga e do Convento, da tradição monástica mediterrânica, relacionados com as (antigas) festas pagãs do Solstício de Verão. Alguns dos sons sacros e profanos do dia-a-dia na Idade Média e Renascimento: os sons de rua; os amores (des)encontrados, a guerra, o trabalho e o lazer, a crítica social e o louvor.

CORELIS - Coro da Relação de Lisboa

Victor Roque Amaro, maestro

Igreja do Espírito Santo- ALENQUER
Sábado, 27 de Junho de 2009, pelas 21.30 horas



Programa

I – Os cânticos religiosos das margens do Mediterrâneo – o Shavuot e o Pentecostes
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O Vos Omnis : canto da Verónica / Tradicional (Redondo/Alentejo)
Oi me lasso (lauda) - Laudario di Cortona (sec XII-XIII)
Surge Propera (Motete) - Cântico dos Cânticos / I. Moody (n. 1964)
Sett’ispadas (canto tradicional, Sardenha) / Anónimo
Heliostasion (sequência) / Filomena Lima/V. R. Amaro (séc. XX-XXI)

II – A Natureza…O Sol invencível…
Sumer iz icumen in Rota (Canon) / Abadia de Reading (c. 1260)
Fui à beira do mar / Tradicional, José Afonso (1929-1987)

III – O Amor…
La morenica (Villancico) / Anónimo (sec. XVI)
Now, o now I needs must part / John Dowland (1563-1626)
Come Again / John Dowland (1563-1626)
Il bianco e dolce cygno (madrigal) / Jacob Arcadelt (c. 1550-1568)

IV – Os sons de rua…e os rituais de festa
La Justa (Ensallada) / Mateo Fletxa (c. 1480-1553)
Ande pues nuestro appelido (Ensallada) /Mateo Fletxa (c. 1480-1553)
Balaio (dança) / Tradicional Brasil., harm. Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
Convidando esta la noche (villancico) / J. Garcia Zespedes (1619-1678)

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Thursday, June 25, 2009

ARS MUSICA (70): Festival Sete Sóis, Sete Luas

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FESTIVAL 7 SÓIS, 7 LUAS
Festival 7 Sóis, 7 Luas


O Festival Sete Sóis Sete Luas, em 2009 na sua XVII edição, é promovido por uma Rede Cultural de 30 cidades de 10 Países do Mediterrâneo e do mundo lusófono: Brasil, Cabo Verde, Croácia, Espanha, França, Grécia, Israel, Itália, Marrocos, Portugal. Realiza a sua programação no âmbito da música popular contemporânea e das artes plásticas, com a participação de grandes figuras da cultura mediterrânea e do mundo lusófono. Recebeu o apoio da União Europeia com os Programas Caleidoscópio, Cultura2000 e Interreg IIIB Medocc, pela dimensão europeia e qualidade cultural do projecto. Os Presidentes Honorários do Festival são os Prémio Nobel José Saramago e Dario Fo. Entre os objectivos do Festival: o dialogo intercultural, a mobilidade dos artistas dos Países da Rede, a criação de formas originais de produção artística com a participação dos criadores vindos dos Países da Rede.

Programa:
de 26 de Junho a 5 de Julho – Exposição de Giampaolo Talani (Toscana)
26 de Junho – Korrontzi (País Basco)
3 de Julho – Remo Anzovino (Itália)
10 de Julho – 7LuasOrkestra (Mediterráneo)
17 de Julho – Esta (Israel)
24 de Julho – Cacao Brasil (Ceará, Brasil)
31 de Julho – Ana Gonzalez y su gente (Andaluzía)
7 de Agosto – Fia na roca (Galiza)
14 de Agosto – Olga Cerpa (Canárias)
21 de Agosto – Rocio Marquez (Andaluzía)
28 de Agosto – Vaguement la Jungle (França)
4 de Setembro – Mor Karbasi (Israel)


KORRONTZI (País Basco)
Korrontzi é um jovem grupo revelação da música do Pais Basco, que descobriu a antiga tradição do "trikitilari" (intérprete de concertina, chamado "Korrontzi"), que costumava chegar todos os domingos à praça principal da cidade de Munguia (Vizcaya), em cima de um burro. Este músico transmitia alegria às pessoas que iam sair da missa das 11 horas do domingo. O grupo quer assim homenagear a cultura popular basca e ao mesmo tempo quer estar atento às influencias de todo o mundo, proporcionando um concerto cheio de energia e de alegria.


REMO ANZOVINO (Itália)
Compositor e pianista, trabalhou desde o início da sua carreira na realização de bandas sonoras para o cinema, e especialmente para o cinema mudo. Em 2006 apresenta o seu primeiro trabalho discográfico "Dispari" (RaiTrade). A critica musical fala logo de Anzovino como de "um músico extraordinário, um maestro na descrição das emoções, que tem a magia de Rota e de Morricone". Anzovino já apresentou o seu trabalho em prestigiadas salas de concertos como o Auditorium Parco della Musica di Roma e em programas de televisão e de rádio da Rai. O seus concertos caracterizam-se pela energia e pela originalidade das suas performances musicais. Estreia Nacional.


7LUAS ORKESTRA (Mediterráneo)
Esta produção original, idealizada pelo Festival SSSL, conta com a participação de 7 prestigiados artistas provenientes das mais diversas culturas musicais enraizadas nos países da Rede SSSL: Açores (Arminda Alvernaz), Alentejo (Celina da Piedade), Andaluzia (Manuel Cabrales), Croácia (Marko Kalcic), Sicília (Mario Incudine), Grécia (Kelly Thoma), Valência (Efrén López)...
Durante uma residência artística de uma semana, foi criado um repertório contemporâneo e ao mesmo tempo baseado e inspirado nas tradições musicais do Mediterrâneo. Estreia Nacional.


ESTA (Israel)
O grupo Esta nasceu em 1979 e representa um dos grupos históricos da música popular de Israel. A sua música, com grande originalidade, acompanha as influências musicais dos "pais" de Israel, vindos da Bulgária, do Iraque, da Síria, da Turquia... A performance dos Esta é um crossover entre a "Hafla" (a celebração do Médio Oriente) e um concerto: uma verdadeira experiência espiritual. Os Esta hipnotizam o público com a "darbukada", tocando uma variedade de instrumentos que os próprios músicos criaram: o zurnaphone, a bometa, a suz guitar, a darbuka falante e o bandutar. O Presidente Bill Clinton, depois de ouvir o incrível concerto dos Esta na Casa Branca, definiu a sua música maravilhosa, agradecendo o grupo pela magnífica performance.
Estreia Nacional.


CACAU BRASIL (Ceará, Brasil)
Cantor, compositor e artista visual, Cacau Brasil é - como gosta de destacar - um estudioso da cultura popular brasileira, com a qual se identifica desde criança. Mineiro de Viçosa, radicado no Ceará, Cacau tem mantido contactos com músicos, poetas, repentistas e ícones da cultura nordestina. A música popular brasileira cantada por Cacau insere-se num contexto contemporâneo e absorve vários ritmos como o maracatu, o coco, o carimbó e o frevo, entre outros. Cacau visa levar a riqueza e a diversidade da música brasileira aos quatro cantos do mundo, difundindo a alma, os sons, histórias e alegrias do povo brasileiro.
Estreia nos Açores.


ANA GONZALEZ Y SU GENTE (Andaluzía)
Uma noite excepcional de grande cante e baile flamenco com Ana González e José Rivera, afirmados bailarinos da companhia de Sara Barás. Ana González y su Gente é um grupo bem representativo do actual panorama do flamenco andaluz. Frescos e jovens mas com qualidade, os artistas deste grupo já estiveram em todo o mundo com diferentes companhias flamencas: Juan Antonio Rodríguez, guitarrista de Antonio el Pipa, María del Mar Fernández, voz prodigiosa do Nuevo Ballet Flamenco Español, Chele Rodríguez afirmado percussionista dos "tablaos" de Madrid.


FIO NA ROCA (Galiza)
A aparição de Fia na Roca foi um dos acontecimentos na música da Galiza. Sempre recebida com excelentes críticas, a sua proposta representa uma autêntica lufada de ar fresco no tratamento da música tradicional galega. Com o seu som elegante e os seus arranjos surpreendentes, a tradição converte-se em mais um elemento a combinar com as ideias originais do grupo e com as mais diversas influências, dando lugar a um estilo autêntico e inconfundível. A diversidade estilística, junto à riqueza das sonoridades utilizadas nas diferentes composições, constitui um dos principais sinais de identidade, chegando a um resultado final coerente e com carácter.
Estreia no Algarve.


OLGA CERPA (Canárias)
Olga Cerpa é considerada como uma das vozes mais importantes da música popular das ilhas Canárias e tem uma carreira com mais de 20 anos de actividade. É a cantora do conhecido grupo canário Mestisay e já colaborou em mais de 20 gravações discográficas, convidada por artistas de prestígio como o português Júlio Pereira ou o basco Kepa Junkera.
Estreia Nacional.


ROCIO MARQUEZ (Andaluzía)
Rocio Marquez, de 24 anos, é a estrela do Sul, é a nova voz flamenca da Andaluzia nos seus quatro pontos cardeais. Quando fecha os seus magníficos olhos, Rocio traz virtuosismos de voz, inspirados no "duende" que enche de beleza e frescura o espaço do concerto. Rocio já participou em muitos programas de televisão (CanalSur) e festivais de flamenco, ganhando diferentes prémios nas mais importantes "peñas" e "tablaos" flamencos. Em Agosto de 2008 Rocio ganha a "Lampara Minera" do Festival Internacional do "Cante de las Minas", o prémio mais importante do flamenco a nível internacional


VAGUEMENT LA JUNGLE (França)
O universo do grupo é uma fantástica mescla musical livre de qualquer fronteira, como se percebe ao ouvir as sonoridades presentes nos álbuns "Tchavalé" e "Aïe, Aïe, Aïe". Pode dizer-se que o seu lema é desfrutar ao máximo de cada actuação e levar alegria e diversão ao público. Mistura de teatro e música cigana, os seus espectáculos constituem uma improvisação permanente. Impossível permanecer indiferente aos seus concertos, que na opinião de muitos são «uma aventura que é preciso ouvir com os olhos».


MOR KARBASI (Israel)
Mor Karbasi, cantora israelita, é a jovem voz revelação da música hebraica e nos proporciona emoções em ladino, espanhol, hebreu. Mor, cujas origens são divididas entre Marrocos e Pérsia, nos apresenta uma magnífica viajem nas músicas que vão da Espanha árabe da Idade Média até ao Norte de África, à Europa mediterrânica e a Israel, entre obras de poesia litúrgica hebraica e baladas sefarditas. Mor já actuou em festivais importantes como no Womad, em Charlton Park em 2007, sendo tema de entusiásticas reportagens da BBC.

http://www.cm-oeiras.pt/default.aspx?Conteudo=Conteudo/Conteudo.ascx&idCls=714
http://www.7sois7luas.com/

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Saturday, June 20, 2009

ARS MUSICA (69): Opera per tutti, OSJ Aula Magna


GALA DE ÓPERA NA AULA MAGNA


Sexta-feira, dia 26 de Junho de 2009, pelas 21h30, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa (Alameda da Universidade, ao Campo Grande, Metro: Cidade Universitária), terá lugar mais uma edição da tradicional Gala de Ópera da Orquestra Sinfónica Juvenil, evento ansiosamente aguardado por todos os seus fãs que normalmente acorrem em massa a este evento que tem vindo a impor-se pela grande qualidade das suas prestações que não desmerecem no "confronto" com muitas orquestras séniors.

A entrada é livre, pelo que se recomenda chegar cerca de 30 minutos antes da hora marcada.


PROGRAMA

Carl Otto NICOLAI (1810-1849) - Die Lustigen Weiber von Windsor : Ouvertüre

Giuseppe VERDI (1813-1901) - “Nabucco” : Va pensiero

Gioachino ROSSINI (1792-1868) - “Il barbieri di Siviglia” : Una voce poco fa

ROSSINI - “Il barbieri di Siviglia” : Largo al factotum

VERDI - “Il trovatore” : Chi del gitano

Wolfgang Amadeuz MOZART (1756-1791) - “Le nozze di Figaro” : Abertura

MOZART- “D. Giovanni” : Il catalogo é questo

Gaetano DONNIZETTI (1797-1848) - “Don Pasquale” : Quel Guardo di Cavalliere

ROSSINIi - “Il Barbieri di Siviglia” : Dunque io son... tu non m’inganni

VERDI - “La Traviatta” : Brindisi


Intérpretes:

Sandra Medeiros, soprano
Armando Possante, barítono
Coro da Universidade de Lisboa
Coro do Instituto Gregoriano
Coral de Linda-a-Velha
Orquestra Sinfónica Juvenil
Direcção: Christopher Bochmann


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Saturday, June 13, 2009

ARS MUSICA (68): Ba-ta-clan, de Jacques Offenbach (1819-1880)


BA-TA-CLAN – opereta de OFFENBACH em Cascais
A Câmara Municipal de Cascais patrocina a realização da opereta «Ba-ta-clan», de Jacques Offenbach (1819-1880), em duas récitas, nos próximos dias 19 e 20 de Junho, respectivamente 6.ª feira e sábado, pelas 21h45m, no Teatro Gil Vicente (Largo Manuel R. Lima, 7-13 - Cascais). Trata-se de uma obra menos conhecida de um dos mais célebres e prolíferos compositores de operetas (compôs cerca de 90) - quem não conhece o "Can Can", de Orphée aux enfers (Orfeu nos infernos) ? - mas a despeito da sua imensa popularidade, Offenbach não deixa de ser um dos grandes compositores do século XIX.
Entrada livre.

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BA-TA-CLAN – chinesice musical num acto
opereta de Jacques OFFENBACH (1819-1880)

Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras
Direcção musical: João Paulo Santos
Encenação e versão: Fernando Gomes
Produção e remontagem: Eduardo Viana
Redução orquestral: Eurico Carrpatoso
Concepção Plástica: António Filipe

Intérpretes:

Eduardo Viana, Ana Cosme, João Rodrigues, João Miranda, Arménio Granja, João Queirós, Ciro Telmo, Miguel Calado, Carlos Homem, Osvaldo Sousa, Nuno Cardoso e João Rosa

Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras
Ricardo Mendes (violino), Jeanne Antoniuk (viola), Pedro Camacho (flauta), Ricardo Henriques (clarinete), Tiago Ribeiro (violoncelo)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cancan
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jacques_Offenbach
http://fr.wikipedia.org/wiki/Jacques_Offenbach




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Saturday, May 16, 2009

ARS MUSICA (67): RDD Europe 2009 - Concertus Antiquus at Beato's Convent

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Beato's Convent musical architecture (2009) / (re)designed by David Zink


CONCERTUS ANTIQUUS
at BEATO's CONVENT
(Lisbon)

RDD Europe 2009
Thursday, 21 th of May 2009, 7.30 p.m.
A gala dinner-concert at Beato's Convent (Convento do Beato)
Rua do Beato, 48 – 1900-632 Lisboa
http://www.conventodobeato.pt/por.html

RDD Europe 2009 is a conference jointly organized by:
- RDD on-line – Respiratory Drug Delivery
- Valois Pharmaceutical Division
- Pfeiffer-Group
http://www.valois.com/pharma/index.phppharma/RDD_europe_2009/gala.html#talentedartists


Aha?! What are these sounds coming from inside the covent?

PROGRAMME

Look! There!
Madrigal Suite / Thomas Morley (c. 1557-1602)
The Monks are coming…
L’invaghito (Dance) /Giovanni Gastoldi (1555-1603)
La Justa (Ensallada) / Matteo Fletxa (c. 1480-1553)
Let’ s drink for all good things…
Oi me lasso Lauda / Anonymous, in Laudario di Cortona (12th-13th century)
Pastime with good company / Henry VIII (1491- 1547)
La morenica (Villancico) / Portuguese anonymous (16th c.)
Trai-Trai (Portuguese Traditional song from Minho)
Tourdion (Dance) / Anonymous, publ. by P. Attaignant (c. 16th)
Look again! There!
Tourdion (Dance) - Instrumental / Anonymous (c. 16th)
…Where are they taking us to?
Bacche bene venies / Anonymous, from Carmina Burana (c. 1200)
Cumbées / Santiago de Murcia (c. 1682)
…Where are they taking us to?
Ande pues nuestro apellido (Ensallada) / Matteo Fletxa (c. 1480-1553)
La Justa (Ensallada) / M.Fletxa (c.1480-1553)
Convidando esta la noche (Villancico) / J. Garcia Zespedes (1619-1678)
Freedom ("Negro" Spiritual)
Let’ s have dinner in the cloister…
Quem tem farelos / Portuguese anonymous (16th c.)
Villanesca / Cesare Tudino (1530-c.1591)

CONCERTUS ANTIQUUS
/ King John V’s Choir

Ana Paula Pina, Isabel Castello-Branco, Marta Brandão – sopran
Ana Boullosa, Paula Alexandra Santos – altos
José Estevens Santos, Vitor Melo – tenors
Carlos Lobo, Daniel Oliveira, David Zink, Rui Tomás – basses
Hermenegildo Campos, Francisco Couto, Helder Rodrigues - trombones
Victor Roque Amaro - conductor

Program Notes

In this musical performance we intend to create a musical ambiance from the time of the construction of this Covent.
We are just trying to get an historical trip, travelling in time. So, in our first “appearance”, we prefer the theatrical aspects, inviting everybody to make a toast with us - Oi me lasso a Lauda (12th-13th century) and Bacche bene venies (Carmina Burana anonymous, c.1200) seems like medieval playing, religious and canonic, the first one, and apocryphal, the other. Pastime with good company (Henry VIII, 1491-1547) and Tourdion Dance (Anonymous - publ. P. Attaignant, 16th c.) are drinking songs usually performed by monks during their pleasant times.
Cumbées (Santiago de Murcia, c.1682), is a “processional hymn” performed while we walk together to the Cloister. Just before the meal, we can provide some Portuguese Renaissance music - La morenica Villancico (Portuguese anonymous, 16th c.) and from Latin origin, all celebrating love and dance, Convidando esta la noche Villancico (J. Garcia Zespedes, 1619-1678), L’invaghito Dance (Giovanni Gastoldi, 1555-1603) and Chi la gagliarda Dance (Baldassare Donato, c. 1530-1603).
Finally, the Portuguese traditional music - Trai-Trai Portuguese Traditional Song from Minho -and the international fraternity - Freedom “Negro” Spiritual.

Victor Roque Amaro


CONCERTUS ANTIQUUS / King John V’s Choir is a vocal and instrumental group founded in 1984, expert in the performance of music from the Middle Ages, Renaissance and Mannerism (repertoire from C. Monteverdi, H. Schütz, G.F. Haendel, J.S. Bach and Portuguese composers).
The members of the group have been following individual paths within Ancient Music, both as soloists and as part of other groups with similar purposes. The vocal component of the group changes depending on the repertoire but integrates a minimum of 6 to 8 high and low voices.
The instrumental ensemble also changes according to the type of music that will be played and may include a large range of musical instruments (organ, luth, theorbo, harpsichord, flutes, baroque violins and brass, medieval sanfonas, etc.).
At the end of 2000, the group recorded two live albums, i.e. “Puer natus est nobis” (Christmas) and “Jubilemus Regi nostro”, featuring Iberian Medieval and Renaissance music.

Victor Roque Amaro, conductor
He carried out his musical studies at the Penafirme Seminary and at the Lisbon Conservatory. He also took courses on singing, chorus conducting and musicology in Portugal and England (in Cambridge and Canford).
He is graduated from the Instituto Superior Técnico, in Lisbon, majoring in Civil Engineering.
The choral aspect of his preparation was particularly important, since he started to sing in choirs while very young, participating in different choruses: the Regina Coeli, Gulbenkian and the Coral Vértice.
He started to conduct choruses at 18, working with several conductors, as, for instance, Michel Corboz, Christopher Hogwood, Jordi Savall and Manuel Morais (Ancient Music).
In addition to working with Coral Vértice as Musical Director for 20 years, he founded and currently directs Concertus Antiquus as well as the Dom Luis I Chorus, within the scope of the cultural activities promoted by Ajuda National Palace.
In the past few years, he has devoted himself to the studies and dissemination of music by Portuguese composers of the 16th – 17th centuries.
He is an invited conductor and teacher of Vocal Technique in several events across the country.
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Saturday, April 4, 2009

ARS MUSICA (66): David Zink's O Sacrum Convivium

No próximo dia 19 de Abril, pelas 16 horas, na Igreja de S. Julião, em Oeiras (perto da estação, junto ao antigo Liceu), David Zink estreia a sua última obra, O Sacrum Convivium!



O SACRO CONVIVIUM !
para 4 vozes solistas, coro misto, órgão, 2 teclados electrónicos e percussão
música de David Zink, segundo texto de S. Tomás de Aquino (1225-1275)



I – Offertorium
(Eucharistia ad Ultimam Cenam) - Moteto (solistas, coro misto e teclados)
II – Ascensionis
- Quodlibet (órgão e 2 sintetizadores)
III – Ressurectio (Gloriae nobis / Alleluia) - Antífona (coro a 2 vozes, teclados e percussão)

Intérpretes (por naipe/ordem alfabética):
membros do Ars Integrata Ensemble e Corelis
Eugénia Gonçalves, Maria Filomena Lima (sopranos)
Alexandra Dinis de Almeida, Anabela Araújo, Maria de Fátima Galante (contraltos)
João Miguel Vaz Gomes (tenor)
David Zink (baixo, órgão, sintetizador, percussão el.)


A composição, baseada no texto homónimo latino de S. Tomás de Aquino, será apresentada numa versão reduzida.

Segundo o seu autor:

«embora, na sua matriz original a tenha concebido sob um prisma mais "vanguardista" e "erudito" do ponto de vista musical (com uma forte componente "serialista"), para a ocasião da sua estreia na Igreja de S. Julião, tendo em conta as características do espaço e dos seus frequentadores habituais, operei uma reformatação mais ligeira (e breve). Daí que a instrumentação ficasse também circunscrita ao uso do órgão existente e ao meu sintetizador mais pequeno (Korg M1). Mantive, no entanto, a sua formatação tripartida (por referência ao seu simbolismo).

A composição estrutura-se, pois, simbolicamente sob o signo do 3, número arquétipico da divindade desde os tempos pré-históricos (o sistema trilíptico está, desde logo, bem presente na cultura dolménica), na civilização egípcia (pirâmides) e que com o cristianismo consubstancia-se na Santíssima Trindade, e assenta na tonalidade de Sol Maior (“Deus é Luz”).

Assim:

Abrindo com a leitura do texto latino e o canto monódico, evocativo dos cantos bizantino e gregoriano, segue-se um curto percurso estritamente musical privilegiando as sonoridades "cósmicas" e "angelicais" (incluindo a título incidental o prelúdio n.º 1 do cravo bem-temperado de J. S. Bach), e terminando com um "Gloria" cantabile e "dansabile" (em jeito de gospel).


Mais especificamente, as 3 partes que formam um todo ("Deo est unum"), articulam-se do seguinte modo:

- A primeira é um OFFERTORIUM, em jeito "gregoriano" (mas com baixo continuo "obligato" e não apenas a Capella) - corresponde à cena da Última Ceia;

- Segue-se a ASCENSIONIS - a parte central, que é exclusivamente instrumental (3 teclados: sintetizadores e órgão da igreja). No entanto, para aquela igreja e tipo de público, substituí esta 2.ª parte muito intensa e mais extensa, com parafernália electrónica predominantemente atonal, por uma versão "adocicada" e "angelical", entecruzada com uma versão sui generis do prelúdio n.º 1 do Cravo Bem-temperado de J. S. Bach (a instrumentação também foi reduzida ao órgão e a apenas 1 sintetizador).

- A terminar, uma coda muito curta a RESSURECTIO (Gloria nobis / Alleluia), com coro a 2 vozes, teclados e percussão, que é uma espécie de Gospel, cantabile e dansabile, matizado por um carácter minimalista, representando a descida de Cristo à Terra. »


O texto original, em latim, de S. Tomás de Aquino foi incluído na liturgia católica, como antífona, na festa do Corpus Christi. Este, é alusivo ao «Santo Sacramento da Comunhão, visando expressar o profundo mistério do milagre da Eucaristia: O banquete sagrado no qual Cristo é consumido, a memória da sua Paixão é evocada, as nossas almas ficam plenas de graça, e nos é dada a antevisão do nosso futuro de glória».


Texto latino (pontuação segundo o Liber Usualis):


O sacrum convivium!
in quo Christus sumitur:
recolitur memoria passionis ejus:
mens impletur gratia:
et futurae gloriae nobis pignus datur.
Alleluia.



Tradução francesa:


O banquet sacré
où l'on reçoit le Christ!
On célèbre le mémorial de sa passion,
l'âme est remplie de grâce et,
de la gloire future,
le gage nous est donné.
Alleluia



Tradução inglesa:


O sacred banquet!
in which Christ is received,
the memory of his Passion is renewed,
the mind is filled with grace,
and a pledge of future glory to us is given.
Alleluia.



tradução portuguesa:


Oh banquete sagrado
no qual Cristo é consumido,
a memória da sua Paixão é evocada,
a nossa alma fica cheia de graça,
e nos é dada a antevisão
do nosso futuro de glória
Alleluia



Cf. links:
http://www.cpdl.org/wiki/index.php/O_sacrum_convivium
http://en.wikipedia.org/wiki/O_Sacrum_Convivium

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Saturday, March 28, 2009

ARS MUSICA (65): Cramol nos Açores

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O CRAMOL - sem dúvida o melhor coro feminino de polifonias tradicionais portuguesas, actualmente dirigido pelo maestro Eduardo Pais Mamede, estará nos Açores no próximo fim-de-semana para ali realizar dois concertos , o primeiro no sábado, dia 4 de Abril, pelas 21 horas, no Teatro Ribeiragrandense da ilha de S. Miguel, e o segundo no domingo, 5, pelas 20h30 horas, no Auditório do Ramo Grande da ilha Terceira.


A não perder, para quem estiver por lá e, a nós que não poderemos ir, fica-nos a crescer água-do Atlântico na boca...

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Friday, March 27, 2009

ARS MUSICA (64): Aula Magna de Violinos

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Amanhã, sábado 28 de Março, pelas 16 horas, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa (metro: Cidade Universitária) terá lugar o Concerto de Primavera com Os Violinhos e seus convidados. Trata-se de um divertido concerto pedagógico com mais de uma centena de jovens violinistas em palco (alguns deles premiados e já com currículo internacional) e, simultâneamente, de uma autêntica festa da música para famílias, dos 0 aos 100 anos.

Ars Musica 2U recomenda vivamente a quem se encontrar nesta faixa etária.

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Saturday, March 21, 2009

ARS MUSICA (63): King John V 's Choir live at Mafra National Palace (Portugal)

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Saturday, 25 th of March 2009, 7.30 p.m.

A Royal Concert and Banquet with the King John V 's Choir & Musicians for amusement of the illustrious visitors

Aha?! What are these sounds coming from inside the palace?


Mafra National Palace, in some of the rooms as well as in corridors …


PROGRAMME


Look! There! The Monks are coming …
Oi me lasso (Lauda) - Laudario di Cortona (12th-13th century)
Pastime with good company - Henry VIII (1491- 1547)
Tourdion (Dance) - Anonymous - publ. P. Attaignant (16th c.)
Bacche bene venies - Anonymous / Carmina Burana (c.1200)

…Where are they taking us to?
Cumbées - Santiago de Murcia (c.1682)

Let’s dance a galliard with the King…in the dinning room

L’invaghito (Dance) - Giovanni Gastoldi (1555-1603)
La morenica (Villancico) – Portuguese Anonymous (16th c.)
La Justa (Ensallada) – Matteo Fletcha (c. 1480-1553)
Convidando esta la noche (Villancico) - Juan García de Zéspedes (ca. 1619-1678)
Chi la gagliarda (Dance) - Baldassare Donato(c.1530-1603)

Let’ s drink for all good things…
Ich armes welchis teufeli - German traditional song
Fui à beira do mar - Portuguese traditional song
Balaio – Brasilian tradional song, arr. Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
Trai-Trai - Portuguese traditional song from Minho
Freedom - “Negro” Spiritual


Performers (collective & soloists):

King John V ‘s Choir & Musicians
Ana Paula Pina, Isabel Castello-Branco - sopran
Ana Boullosa, Paula Alexandra Santos - Altos
José Estevens Santos, Vitor Melo - tenors
Carlos Lobo, Daniel Oliveira, David Zink, Rui Tomás - basses
Victor Roque Amaro - conductor

King John V's mystery Palace / (re)designed by David Zink (2009)

Monday, March 2, 2009

ARS MUSICA (62): World String Masters / Lisbon Young Talents

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Ars Musica 2U divulga:
A Academia de Música de Lisboa tem o prazer de anunciar o lançamento de uma nova linha programática, a World String Masters - Lisbon Young Talents, que tem como objectivo principal contribuir para elevar os níveis de referência e de excelência na área das cordas, seja na docência, na aprendizagem ou no desempenho, através do contacto com professores de topo, nomeadamente internacionais.

Por outro lado, a programação deste ciclo pretende também projectar o nome da Academia, a partir de um patamar ainda pouco dinamizado pelas escolas de música nacionais, sobretudo se tivermos em consideração o padrão de qualidade a que nos propomos.

Para a 1ª Masterclass deste ciclo, que decorrerá nos próximos dias 17 e 18 de Março na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, em Lisboa, temos o privilégio de poder contar com um professor de excepcional craveira, quer como solista, quer como pedagogo - Alexander Trostiansky, do Conservatório Tchaikovsky de Moscovo.

Toda a fundamentação e objectivos do projecto, bem como toda informação útil sobre a Masterclass poderá ser consultada em http://www.academiamusicalisboa.com/. Qualquer outra informação poderá ser solicitada via e-mail ou telefone.

Este evento (cartaz anexo), conta com a participação de alunos avançados e professores da Academia, sendo aberto à participação nacional e internacional, e terá divulgação através da comunicação social de referência. Os alunos que desejarem participar como executantes ou assistentes deverão contactar os respectivos professores que aferirão dessa possibilidade caso a caso.»
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Saturday, February 28, 2009

ARS MUSICA (61): Miguel Zink obtém 1.º prémio de violino




Miguel Zink obteve muito merecidamente o 1.º prémio de violino no 11.º Concurso de Santa Cecília ("classe C", correspondente ao seu nível etário), cujas provas públicas decorreram entre 26 e 27 de Fevereiro 2009, no cinema Nun' Álvares, no Porto. Foi uma excelente prenda de aniversário, pois o concerto dos laureados realiza-se no próprio dia em que fará 14 anos. Por isso, duplos Parabéns Miguel!

Já aqui exprimimos algumas reservas relativamente aos concursos (nem sempre justos, são motivadores para quem ganha e susceptíveis de desmotivar todos os outros, entre os quais alguns potenciais merecedores de prémios), mas não se pode negar a importância que podem ter na carreira de um jovem músico, sendo certo que um prémio é sempre resultado de uma feliz conjugação de esforços e de vontades: do candidato, do professor (neste caso, é uma notável professora, de grande qualidade técnica e pedagógica, Filipa Poejo, da Academia de Música de Lisboa, que também está de parabéns) e do júri que reconhecer e premiar o excelente trabalho de ambos.

Este concurso tem vindo a ser promovido pelo Curso de Musica Silva Monteiro, "a primeira e a maior escola privada de música do Porto" (com mais de 80 anos de existência), em parceria com a Fundação da Juventude, a Câmara Municipal do Porto, a Fundação Eng. António de Almeida e Númerica - Produções Multimédia. É uma iniciativa que merece continuar a ser apoiada pela relevância que tem e que mostra que há mais Porto além do futebol.

Assim Ars Musica 2U, sugere a quem puder a deslocação amanhã, pelas 18 horas, ao auditório da Fundação Eng. António de Almeida, para assistir ao concerto dos laureados e público veredicto.

E para quem não possa, aqui fica um vídeo gravado em 2008, disponível no youtube.
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Saturday, January 31, 2009

ARS MUSICA (60): King John V ‘s Choir & Musicians at Mafra National Palace

- King John V' s dream palace / (re)designed by DZ


A ROYAL CONCERT & BANQUET AT
MAFRA NATIONAL PALACE


Saturday, 7 th of February 2009, 7.30 p.m. - A Royal Concert and Banquet with the King John V 's Choir & Musicians for amusement of the illustrious participators in IMAGAPP 2009 - International Conference on Imaging Theory and Applications


Aha?! What are these sounds coming from inside the palace?

Mafra National Palace, in some of the rooms as well as in corridors …


PROGRAMME

Look! There! The Monks are coming …
Oi me lasso (Lauda) - Laudario di Cortona (12th-13th century)
Pastime with good company - Henry VIII (1491- 1547)
Tourdion (Dance) - Anonymous - publ. P. Attaignant (16th c.)
Bacche bene venies - Anonymous / Carmina Burana (c.1200)

…Where are they taking us to?
Cumbées - Santiago de Murcia (c.1682) […]

Let’s dance a galliard with the King…in the dinning room
L’invaghito (Dance) - Giovanni Gastoldi (1555-1603)
La morenica (Villancico) – Portuguese Anonymous (16th c.)
Convidando esta la noche (Villancico) - Juan García de Zéspedes (ca. 1619-1678)
Chi la gagliarda (Dance) - Baldassare Donato(c.1530-1603)

Let’ s drink for all good things…
Ich armes welchis teufeli - German traditional song
Fui à beira do mar - Portuguese traditional song
Trai-Trai - Portuguese traditional song from Minho
Freedom - “Negro” Spiritual


Performers (collective & soloists):


King John V ‘s Choir & Musicians

Ana Paula Pina, Isabel Castello-Branco - sopranos
Ana Boullosa, Paula Alexandra Santos - Altos
José Estevens Santos, Vitor Melo - tenors
Carlos Lobo, Daniel Oliveira, David Zink - basses
Victor Roque Amaro - conductor

Saturday, January 17, 2009

ARS MUSICA (59): Hortus Deliciarum in Salacia Urbis Imperatoria

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Hortus Deliciarum / Jardim das Delícias

ALCÁCER DO SAL, Auditório Municipal, 24 de Janeiro de 2009, 15.30 horas
CORELIS - Coro da Relação de Lisboa
Victor Roque Amaro, direcção

Viagem simbólica em redor do “Internum mare”/“Mediterraneum”. Música vocal da Idade Média e Renascimento, à procura da vivência de harmonias sonoras e emotivas que nos devolvam ao (nosso) Jardim das Delícias, ou nos recordem o (nosso) Paraíso Perdido. A dor e a festa ruidosa dos sentidos ou a intimidade do homem do Mediterrâneo e a sua “fé no Sul”. A laranja, o mirto e a oliveira; os pinheiros, as palmeiras e os ciprestes; A espiritualidade e a(s) arte(s).

Programa


Hinos e “Laude” do tempo dos mouros…
Oi me lasso (Lauda) - Laudario di Cortona (sécs. XII-XIII)
O Divina Virgo Flore - Laudario di Cortona / Anónimo (sécs. XII-XIII)

Cânticos de tolerância na sociedade ibérica renascentista…
La morenica (villancico) - Anónimo (sec.XVI)
La Justa (ensallada) – Matteo Flecha (c. 1480-1553)
Meus olhos van per la mare - Anónimo (séc. XV)

A Música do Novo Mundo ou o refluxo cultural…
Convidando esta la noche (villancico) - Juan García Zéspedes (c. 1619-1678)
Balaio (dança tradicional brasileira) - harm. de Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

A tradição europeia… A liberdade e o conhecimento
Gloria sei dir gesungen Coral- Cantata BWV 140 J.S. Bach (1685-1750)
Biblioteca(s) (séc. XXI) - Filomena Lima / V. Roque Amaro / David Zink
Everybody sings freedom (Espiritual Negro)


Intérpretes

CORELIS - Coro da Relação de Lisboa
Nascido em 1993 no Tribunal da Relação de Lisboa, integra actualmente não apenas magistrados e funcionários judiciais, como outros quadros da administração pública e advogados tendo sido inicialmente dirigido pelas maestrinas, Paula Coimbra e Carmen Rodrigues. Desde Outubro de 2007, é seu maestro titular, Victor Roque Amaro. Realizou mais de uma centena de concertos, não só em cerimónias oficiais das instituições a que está ligado, mas também tem actuado em conhecidos palcos como os da Sociedade de Geografia, Museu do Traje, Palácio da Independência, Mosteiro dos Jerónimos, Sé de Lisboa, entre outros. No ano de 2002 lançou, no Fórum Lisboa, o seu primeiro CD - Acordes e Acórdãos. Do seu repertório constam peças musicais variadas, com incidência nas canções populares nacionais e europeias, nas canções do Renascimento e do Barroco, principalmente ibéricas, e nalguma música sacra de épocas diversas. Desde Janeiro de 2007 integra o projecto multidiscipinar Ars Integrata, com o qual tem actuado, destacadamente na Culturgest e no Palácio Foz. Mais recentemente tem animado visitas e eventos culturais em salas de exposições, galerias de arte e museus visando uma articulação interactiva e reciprocamente enriquecedora entre os espaços visitados e a actuação musical.

Victor Roque Amaro, maestro
O seu percurso musical como intérprete, investigador e de direcção está ligado sobretudo à musica vocal, mas também à instrumental renascentista e barroca. A sua integração no Coro Gulbenkian, durante cerca de 35 anos, contribuiu para uma aprendizagem contínua e intensa da música coral, tanto de câmara como sinfónica. Dirige habitualmente formações de câmara, corais e orquestrais, em concertos patrocinados por entidades diversas: Fundação Calouste Gulbenkian (Museu Gulbenkian), Secretaria de Estado da Cultura, Instituto Português das Artes do Espectáculo, Patriarcado de Lisboa, Palácio Nacional da Ajuda, de Mafra e mecenas diversos. Entre outros, dirigiu e/ou fundou o Coral Vértice (grupo vocal masculinos, incluindo vozes brancas), até 2001, o Concertus Antiquus, grupo vocal e instrumental de Música Antiga, desde 1984, o Coro Dom Luis I (fundado no âmbito da sua investigação no Palácio da Ajuda, desde 1989), com os quais participou em diversos festivais no País e no Estrangeiro (França, 1995 e Itália, 1998) e efectuou 4 registos sonoros (CD). Em 2005, foi o Director Artístico convidado do último Festival dos Capuchos (Almada). Como conferencista e professor de técnica vocal, tem sido convidado para diversos eventos em todo o país. Nos últimos anos, vem privilegiando os diálogos interculturais nas suas diversas manifestações artísticas. Dirige o Educ(ant)are desde 1995 e o Corelis, desde Outubro de 2007.

participação especial (in Biblio-te-ca-s):
David Zink, voz, stonepack e sintetizador
Ecléctico por formação e temperamento, no plano musical embora particularmente dedicado aos instrumentos electrónicos, sem esquecer a formação inicial nas classes de guitarra e piano do Conservatório Nacional, assume-se como multi-instrumentista semi-autodidacta, com influências polissémicas recolhidas nos universos barroco, romântico e impressionista, mas também na avant-garde, no jazz, na pop e no rock criativos. No final de 2006, fundou o Ars Integrata Ensemble, retomando um conceito de ligação não subjugada entre poesia e música (indissociáveis na matriz greco-latina), que desenvolvera durante os anos 1990-92 com Natália Correia (1923-1993) e outros poetas da sua tertúlia, mas alargando-o a outras formas de arte. Tem actuado a solo e em grupo, em Portugal e no estrangeiro, desde pequenos espaços de animação a grandes salas de concerto, como na Culturgest, Fundação C. Gulbenkian, Palácio Foz, Palácio-Convento de Mafra, etc.

Sunday, December 14, 2008

ARS MUSICA (58): Corelis illumiNatus


SOL OCCASUM NESCIENS*

Música vocal e instrumental das festividades de Natal
desde a Idade Média até ao sec.XX


Basílica dos Mártires (Rua Garret, em Lisboa; metro: Baixa-Chiado)
Concerto de Natal 2008
6.ª feira, dia 19 de Dezembro
, pelas 19.30 horas

PROGRAMA

Hinos e “Laude” do tempo da tomada de Lisboa aos mouros
- O Divina Virgo Flore - Laudario di Cortona / anónimo ( séc. XII-XIII)
- Jubilemus Regi nostro (hino) /anónimo (séc. XII-XIII)
- Stella Splendens - Llibre Vermell de Montserrat / anónimo (séc. XIII-XIV)

Cânticos das festividades de Natal na Lisboa renascentista…
- La morenica (villancico) / anónimo (séc. XVI)
- Il bianco e dolce cygno (madrigal) / Jacob Arcadelt (c. 1550-1568)
- La Justa (ensallada) - Matteo Fletxa (c. 1480-1553)

Música tradicional portuguesa, de Natal…
Natal d’ Elvas /M. Sampayo Ribeiro (1898-1966)
Entrai pastores - cântico tradicional do Alentejo (Peroguarda- F. Alentejo)

Música vocal e instrumental do tempo da construção desta Basílica (1769-1786)
- Voluntary in d minor (para órgão) / William Boyce (1710-1779)
- "Gloria sei dir gesungen Coral", da Cantata BWV 140 / Johann Sebastian Bach (1685-1750)
- Variations Sur: "A cei-ci le Moître de tô l´Univar!" (para órgão) / Claude Balbastre (1727-1799)
- The King shall rejoice (antífona) / Georg Friedrich Haendel (1685-1759)
- Joy to the world (hino) / Isaac Watts(sec.XVIII)- texto /Holford/G.F.Haendel (1685-1759) música
- Tollite Hostias (coro final da Oratória de Natal) / Camille Saint-Saëns (1835-1921)


Intérpretes:

CORELIS - Coro da Relação de Lisboa
Daniel Oliveira, órgão
Victor Roque Amaro, direcção

(ver notas curriculares in Ars Musica - 55)


(*O Sol que não conhece Ocaso)

-

Saturday, December 6, 2008

ARS MUSICA (57): Os Violinhos na Sé de Lisboa



Concerto de Natal com Os VIOLIN(h)OS


No próximo sábado, 13 de Dezembro 2008, pelas 16 horas, terá lugar um dos mais aguardados concertos de Natal. Os Violinhos (a afamada orquestra de cordas da Academia de Música de Lisboa), depois de terem actuado em anos anteriores noutros áulicos locais, como a igreja de Santa Maria de Belém (vulgo, Mosteiro dos Jerónimos) e a Basílica da Estrêla, este ano irão tocar na Sé de Lisboa, oferecendo-nos neste histórico monumento o alimento musical para que o melhor do imaginário de Natal se cumpra.

Entrada livre.

Local: Sé Catedral de Lisboa (Largo da Sé, junto à antiga cadeia do Limoeiro; metro: Baixa-Chiado ou Terreiro do Paço)

Programa

Concerto para quatro Violinos em Si menor, Op.3 nº10 : Allegro / Antonio Vivaldi (1678-1741)
Meditação da ópera Thaïs / Jules Massenet (1842-1912)
Concerto para dois Violinos em Ré menor, BWV 1043 :Vivace / Johann Sebastian Bach (1685-1750)
Ária da Suite em Ré / J. S. Bach (1685-1750)
Allegro / Joseph Hector Fiocco (1703-1741)
Ave Verum Corpus / W. A. Mozart (1756-1791)
Panis Angelicus / César Franck (1822-1890)
Have Yourself a Merry Little Christmas / Hugh Martin (1914-)
White Christmas / Irving Berlin (1888-1989)
Adeste Fideles (tradicional)
Natal de Elvas (tradicional do Alentejo)
Medley de Natal (vários):
- Gloria (trad.)
- Noite Feliz / Franz Xaver Gruber (1787-1863)
- The First Noёl / anónimo (séc. XVI)
- Edelweiss / Richard Rodgers (1685-1759)


Os VIOLINHOS / Dir. Filipa Poejo. Basílica da Estrela (Lisboa, 2007)
Concerto n.º 10, per 4 violini in si minore (primo movimento: allegro)
di l'Estro Armonico, op. 3 (1711) / del signore Antonio Vivaldi (1678-1741)

Sunday, November 23, 2008

ARS MUSICA (56): Gala de ópera da OSJ na Aula Magna


OSJ OPERA MAGNA




Como é já de tradição a Orquestra Sinfónica Juvenil encerra as suas actividades no ano em curso com uma Gala de Ópera na Aula Magna, o prestigiado auditório da Reitoria da Universidade de Lisboa (metro: Cidade Universitária). Este ano, o programa não é menos aliciante, pois incide sobre a única ópera de Beethoven (Fidélio), assim como sobre algumas das mais populares óperas de Rossini (La Gazza Ladra), Verdi (Nabucco e Il Trovatore) e Puccini (La Bohème).

À semelhança dos anos anteriores adivinha-se uma lotação esgotada e um êxito retumbante. A não perder!


CONCERTO DE FIM DE ANO 2008 - GALA DE ÓPERA
na AULA MAGNA (Edifício da Reitoria da Universidade de Lisboa - Cidade Universitária, perto do Hospital de Santa Maria)
Sábado, dia 13 de Dezembro de 2008, pelas 21h30m.


PROGRAMA:


1ªParte



Giacomo ROSSINI (1792-1868)
La Gazza Ladra (ópera em 2 actos) : Abertura (orquestra)


Giuseppe VERDI (1813-1901)Il trovatore (ópera em 4 partes)
– da parte II – La Gitana , Cena 1 : CHI DEL GITANO (coro dos ciganos)

CIGANOS (coro – vozes masculinas)
Vedi! Le fosche notturne spoglie
De’ cieli sveste l'immensa volta;
Sembra una vedova che alfin si toglie
I bruni panni ond'era involta
All'opra, all'opra! Dagli! Martella!

CIGANOS E CIGANAS (coro misto)
Chi del gitano i giorni abbella?
La zingarella!

CIGANOS (coro – vozes masculinas)
Versami un tratto: lena e coraggio
il corpo e l'anima traggon dal bere.

CIGANOS E CIGANAS (coro misto)
Oh guarda, guarda! Del sole un raggio
Brilla più vivido nel tuo/mio bicchiere!

CIGANOS (coro – vozes masculinas)
All'opra, all'opra...

CIGANOS E CIGANAS (coro misto)
Chi del gitano i giorni abbella?
La zingarella!



Giacomo PUCCINI (1858-1924)La bohème (ópera em 4 actos)
– do Acto III : DONDE LIETA USCÌ / Mimi (Elvira Ferreira, soprano)


Donde lieta uscì al tuo grido d'amore
Torna sola Mimì al solitario nido.
Ritorna un'altra volta
a intesser finti fior!
Addio, senza rancor.
Ascolta, ascolta.
Le poche robe aduna che lasciai sparse.

Nel mio cassetto stan chiusi quel cerchietto d'or,
e il libro di preghiere.
Involgi tutto quanto in un grembiale,
manderò il portiere.
Bada, sotto il guanciale
c'è la cuffietta rosa.
Se vuoi... serbarla a ricordo d'amor!
Addio, addio senza rancor.



– do Acto III : ADDIO, DOLCE SVEGLIARE


RUDOLFO (João Queirós, tenor)
Dunque è próprio finita!
Te ne vai, la mia piscina.
Addio, sogno d’amor!

MIMÌ (Elvira Ferreira, soprano)
Addio, dolce svegliare alla mattina!

RUDOLFO / MIMÌ (dueto)
Addio,…
… sognante vita? (Rudoldo)
Addio, rabbuffi e gelosie... (Mimì)

RUDOLFO
… che un tuo sorriso acqueta!

MIMÌ
Addio, sospetti,...


RUDOLFO
… baci,...

MIMÌ
... pungente amarezze...

RUDOLFO
… ch’io da vero poeta
rimavo con carezze!

MIMÌ
Soli...

MIMÌ / RUDOLFO
d’Inverno è cosa da morire!
… Soli

MIMÌ
Soli!

MIMÌ / RUDOLFO
Mentre a Primavera c’è compagno il sol!

MIMÌ
C’è compagno il sol!

[...]

Musetta : Sandra Medeiros
Rodolfo : João Queirós
Marcello: Armando Possante



Giuseppe VERDI (1813-1901)Nabucco (ópera em 4 partes)
– da Parte III, cena 2 : VA, PENSIERO (coro dos escravos hebreus)

CORO
Va, pensiero, sull’ali dorate;
Va, ti posa sui clivi, sui colli,
Ove olezanno tepide e molli
L’aure dolci del suolo natal!
Del Giordano le rive saluta,
Di Sionne le torri atterrate.
Oh, mia patria sì bella e perduta!
Oh, membranza sì cara e fatal!
Arpa d’or dei fatidici vati,
Perché muta dal salice pendi?
Le memorie nel petto raccendi,
Ci favella del tempo che fu!
O simile di Solima ai fati
Traggi un suono di crudo lamento.
O t’ispiri il Signore un concento
Che ne infonda al patire virtù!



Giuseppe VERDI (1813-1901)Il trovatore (ópera em 4 partes)
Il Conte di Luna: José Corvelo
Ferrando: Armando Possante
Leonora: Elvira Ferreira
Inês : Sandra Medeiros
Manrico : José Manuel Araújo


– da parte II – La Gitana , Cena 2 : AH, SE L’ERROR T’INGOMBRA (religiosas, Il Conte di Luna, Ferrando, sequazes) / E DEGGIO E POSSO CREDERLO (Leonora) / SCHIUDETE, IRE AL CARCER



2ªParte


Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827) - Fidelio (ópera em 2 actos)

Don Fernando: José Corvelo

Rocco Armando Possante
Don Pizarro José Corvelo

Leonore Elvira Ferreira

Marzelline: Sandra Medeiros
Florestan: José Manuel Araújo
Jaquino: João Queirós

– Abertura

– Heil sei dem Tag

– Des besten Königs Wink und Wille

– Du schlossest auf des Edlen Grab

– Wer ein holdes Weib errungen


INTÉRPRETES
Sandra Medeiros - Elvira Ferreira (sopranos)
José Manuel Araújo - João Queirós (tenores)
José Corvelo - Armando Possante (barítonos)
Coros da Universidade de Lisboa
Coral de Linda-a-Velha
Coro do Instituto Gregoriano
ORQUESTRA SINFÓNICA JUVENIL
Direcção: Christopher Bochmann

Saturday, November 15, 2008

ARS MUSICA (55): Corelis ecumenicae voces in Chiesa

CORELIS et amici in Sanctu Ihoannis Chiesa

S. Paulo e o Internum Mare
Música das margens do Mediterrâneo
desde a Idade Média até ao sec. XX



Igreja de S. João de Deus (Praça de Londres - Lisboa)
Domingo, 23 de Novembro de 2008, 18 horas



PROGRAMA

Sett’ispadas (canto tradicional da Sardenha) / Anónimo (séc. XVI)
Χρiστόz αnέσiη [Christos anesti] (Cristo Ressuscitou) / Liturgia Ortodoxa Grega (séc. XIV)
O Divina Virgo Flore [Laudario di Cortona] / Anónimo (sécs. XII-XIII)
Hashivenu (Lamentação de Jeremias) / Liturgia tradicional Judaica
Voluntary in d minor (para órgão) / William Boyce (1710-1779)
Il bianco e dolce cygno (madrigal) / Jacob Arcadelt (c. 1550-1568)
La Justa (ensallada) / Matteo Fletxa (c. 1480-1553)
Variations Sur: "A cei-ci le Moître de tô l´Univar!" (para órgão solo) / Cl. Balbastre (1727-1799)
Gloria sei dir gesungen (coral da Cantata BWV 140) / Johann Sebastian Bach (1685-1750)
Tollite Hostias (coro final da Oratória de Natal) / Camile Saint-Saëns (1835-1921)

Intérpretes:

CORELIS - Coro da Relação de Lisboa
Daniel Oliveira, órgão
Victor Roque Amaro, direcção


CORELIS - Coro da Relação de Lisboa
O Corelis, nascido em 1993 no Tribunal da Relação de Lisboa, integra actualmente não apenas magistrados e funcionários judiciais, como outros quadros da administração pública e advogados. Tendo sido sucessivamente dirigido pelas maestrinas Paula Coimbra e Carmen Rodrigues, desde Outubro de 2007 é seu maestro titular Victor Roque Amaro.
Realizou mais de uma centena de concertos, não só em cerimónias oficiais das instituições a que está ligado, mas também tem actuado em conhecidos palcos como os da Sociedade de Geografia, Museu do Traje, Palácio da Independência, Mosteiro dos Jerónimos, Sé de Lisboa, entre outros.
No ano de 2002 lançou, no Fórum Lisboa, o seu primeiro CD - Acordes e Acórdãos.
Do seu repertório constam peças musicais variadas, com incidência nas canções populares nacionais e europeias, nas canções do Renascimento e do Barroco, principalmente ibéricas, e nalguma música sacra de épocas diversas.
Desde Janeiro de 2007 integra o projecto multidiscipinar Ars Integrata, com o qual tem actuado nalgumas das mais prestigiadas salas de concerto do país, como na Culturgest e no Palácio Foz.
Mais recentemente tem animado visitas e eventos culturais em salas de exposições, galerias de arte e museus visando uma articulação interactiva e reciprocamente enriquecedora entre os espaços visitados e a actuação musical.

Victor Roque Amaro, maestro
O seu percurso musical como intérprete, investigador e de direcção está ligado sobretudo à musica vocal, mas também à instrumental renascentista e barroca. A sua integração no Coro Gulbenkian, durante cerca de 35 anos, contribuiu para uma aprendizagem contínua e intensa da música coral, tanto de câmara como sinfónica. Dirige habitualmente formações de câmara, corais e orquestrais, em concertos patrocinados por entidades diversas: Fundação Calouste Gulbenkian (Museu Gulbenkian), Secretaria de Estado da Cultura, Instituto Português das Artes do Espectáculo, Patriarcado de Lisboa, Palácio Nacional da Ajuda, de Mafra e mecenas diversos. Entre outros, dirigiu e/ou fundou o Coral Vértice (grupo vocal masculinos, incluindo vozes brancas), até 2001, o Concertus Antiquus, grupo vocal e instrumental de Música Antiga, desde 1984, o Coro Dom Luis I (fundado no âmbito da sua investigação no Palácio da Ajuda, desde 1989), com os quais participou em diversos festivais no País e no Estrangeiro (França, 1995 e Itália, 1998) e efectuou 4 registos sonoros (CD). Em 2005, foi o Director Artístico convidado do último Festival dos Capuchos (Almada). Como conferencista e professor de técnica vocal, tem sido convidado para diversos eventos em todo o país. Nos últimos anos, vem privilegiando os diálogos interculturais nas suas diversas manifestações artísticas. Dirige o Educ(ant)are desde 1995 e o Corelis, desde Outubro de 2007.

Daniel Oliveira
Natural de Alenquer, é licenciado em Musicologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Frequentou o curso oficial de Órgão e Baixo Contínuo no Conservatório de Música de Nossa Senhora do Cabo em Linda-a-Velha, sob orientação do professor João Paulo Janeiro. Curso este que concluiu com elevadas classificações ( 19 Valores). Prosseguindo actualmente os seus estudos de Órgão na Escola Superior de Música de Lisboa sob orientação do prof. João Vaz.
Tem actuado em vários pontos do país como organista e cravista, apresentando-se como solista ou em colaboração com vários agrupamentos vocais ou instrumentais, nomeadamente com a orquestra Concentus Musicus de Lisboa, Capella Olissiponensis, Coro Laudate de São Domingos de Benfica e Coro Poliphonia Schola Cantorum. Marcando presença no Festival de Música de São Roque e na Festa da Música do Centro Cultural de Belém. Em Espanha, representou Portugal no Festival Internacional de Órgão de Cantabria onde recebeu calorosas críticas na interpretação de música ibérica.
A sua actividade incide sobretudo no estudo , interpretação e divulgação da Música antiga para tecla dos séculos XVI, XVII e XVIII, com particular interesse pela música antiga Ibérica , sendo membro fundador do agrupamento vocal e instrumental “ In Dulci Jubilo”, grupo este dedicado ao estudo e interpretação do reportório Renascentista e Barroco. Colabora com vários artigos sobre musicologia portuguesa em vários jornais e revistas nacionais, divulgando e dando a conhecer alguns dos mais importantes nomes da história da música em Portugal e sua importância a nivel cultural.Tem frequentado vários cursos de aperfeiçoamento e Masterclasses de Órgão e Cravo, onde contactou e trabalhou com personalidades como: Graham Barber, Luigi Ferdinando Tagliavini, Gerhard Doderer, Kristian Olesen, Ketil Haugsand e Ana Mafalda de Castro, trabalhando também na área da música de câmara e direcção coral com Richard Gwilt, Peter Holtslag , Rainer Zipperling e Jorge Matta.Daniel Oliveira, é actualmente organista colaborador da Basílica da Estrela e da Igreja de São Nicolau em Lisboa, e organista titular da Basílica de Santa Quitéria ( Meca – Alenquer) desde 2001, onde assume também as funções de director artístico do ciclo de concertos aí existente. É professor de Órgão e Educação Musical em vários estabelecimentos de ensino da região de Lisboa.

Saturday, November 8, 2008

ARS MUSICA (54): Lawson Trio plays great belgian composers


LAWSON TRIO NO PALÁCIO FOZ
Obras de grandes compositores belgas


Ars Musica 2U recomenda:

2.ª Feira, 2008-11-10, pelas 19horas
Recital de Canto, Violino e Piano pelo "Lawson Trio"
Local: Sala dos Espelhos do Palácio Foz (Praça dos Restauradores - Lisboa)
Iniciativa da Embaixada da Bélgica com apoio da Câmara de Comércio Luso-Belga-Luxemburguesa

Entrada Livre



PROGRAMA:

DEVREESE, Frédéric (1929-)
Selecção de temas da Benvenuta Suite (violino e piano)

LEKEU, Guillaume (1870-1894)
Trois poèmes (voz e piano): Sur une tombe ; Ronde ; Nocturne

YSAŸE, Eugène (1858-1931)
Au Rouet, poème n°2 op. 13 (violino e piano)

JONGEN, Joseph (1873-1953)
Mélodies (voz e piano): Les cadrans ; Après un rêve ; Paix

BENOÎT, Peter (1834-1901)
Twee liederen voor zang en piano (duas canções para voz e piano)

YSAŸE, Eugène (1858-1931)
Dans le lointain (violino e piano)
Mazurka n° 1
Mazurka n° 2

VIEUXTEMPS, Henri (1820-1881)
Rondino pour violon et piano

INTÉRPRETES:
LAWSON TRIO:
Valerie Vervoot Lawson – soprano
Eliot Lawson – violino
Jill Lawson - piano


VALÉRIE VERVOORT-LAWSON – Terminou os seus estudos com o Guy de Mey no Koninklijk Vlaams Conservatorium em Antuérpia. Além das aulas no Conservatório, estudou com o soprano Americano Stephanie Friede. De Setembro 2003 até Junho 2005 estudou com Trish McCaffrey no Brooklyn College Conservatory of Music; aí obteve o Master in Music & Performance com a mais elevada distinção. Durante o ano académico 2005-2006, ela conseguiu graças à uma bolsa de estudo da Fundação Robus em Antuérpia, aperfeiçoar-se no Flandres Opera Studio em Gand. Participou duas vezes nas aulas de verão do International Institute for Vocal Arts, nos estágios do VoicExperience na Florida e no curso de verão Lidal North em Oslo, e seguiu as aulas no International Vocal Arts Institute em Israel.
Entre 2003 e 2008 interpretou “Elle” na Voix Humaine (Poulenc), «Monica» no the Medium (Menotti), vários papéis em Suor Angelica (Puccini), “Laetitia” in The Old Maid and the Thief (Menotti), “Yvette” e “Lisette” em La Rondine (Puccini), “Peony” no A Childhood Miracle (Ned Rorem) e “Polly” no the threePenny Opera (Weill). Através do Studio interpretou “Atlanta” em Serse (Händel) e “Polly” no Die Dreigroschenoper (Kurt Weill). Pudemos ouvi-la no papel de “Blöndchen” numa produção para crianças de Die Entfürung aus dem Serail e no papel de “Pamina” no Opern Werkstatt am Rhein in Rastatt. Também houve “Sophie” em Werther de Massenet e “Nanetta” em Falstaff de Verdi, “Gretel” (Hansel und Gretel, Humperdinck), “Zerlina” (Don Giovanni) e “Adina” (Elisir d’Amote). Projectos futuros são “Noemie” (Cendrillon, Massenet) e “Pierrot Lunaire” de Schoenberg com o conjunto Hommages.
Em Setembro de 2005 ganhou a meia-final do Concurso Internacional de canto em Verviers. Em Janeiro de2006 obteve uma bolsa de trabalho do Ministério da Cultura da Comunidade Flamenga. Além disso, recebeu ainda uma parte da bolsa de VoicExperience para o estágio de verão de 2005, e para o Young Artist Program da Intermezzo Foundation em Julho de 2008. Em Novembro de 2007 obteve o 1° Prémio no Concurso de Canto Internacional José Augusto Alegria em Portugal. No dia 19 de Julho de 2008 cantou com a Orchestre Charlemagne durante o Concerto dos finalistas do Elardo Competition em Bruges.
É regularmente solicitada para dar realce aos serviços religiosos e concertos privados. Em Abril de 2005, foi convidada para cantar durante o concerto de gala em honra dos 75 anos de existência do Brooklyn College. No mês de Maio deu um recital no The Levenson Hall Brooklyn College, com a pianista Lynn Baker. Valérie cantou várias vezes no Festival Bleu em Antuérpia e é um valor seguro nos concertos do mundo inteiro a ordem de Hoge Raad van de Diamant (HRD). Com A Night at the Opera da HRD cantou em Novembro de 2007 para o Príncipe Filipe e a Princesa Mathilde e outros em Qatar.

ELIOT LAWSON – De nacionalidade belga e luso-americana, nasceu em 1978 em Bruxelas. Iniciou os seus estudos de violino em 1985 com D. Mijajev na Academia de Música em Antuérpia. Em 1989 foi selecionado por Sir Yehudi Menuhin para a sua escola em Londres, mas prosseguiu os seus estudos na Bélgica com L. Souroujon. Em 1994-1995 estudou com H. Krebbers e a seguir foi aluno de L. Oistrakh no Conservatório de Bruxelas onde acabou os seus estudos em Junho de ’98 “com grande distinção”. Estudou também no Conservatório de Roterdão com I. Grubert e J.J. Kantorow (a mais alta distinção Bacharel e Master) e na Scuola di musica di Fiesole em Italia com P. Vernikov. Em Maio de 2005 obteve na Indiana University (Estados Unidos) o Artist Diploma, o diploma de música mais alto nos Estados Unidos. Aperfeiçoou-se junto da pedagoga russa Nelli Shkolnikova. Escolhida com mais um colega violinista no meio de 250 outros violinistas da escola, teve a oportunidade de tocar para Lorin Maazel cuja reacção foi: “You are a marvelous violinist and a very fine artist”.
Durante os seus estudos obteve várias bolsas, entre outras da Dexia Bank, da Fondation Belge de la Vocation, da Indiana University, da Comunidade Flamenga da Bélgica e da Belgian American Educational Foundation. Participou em vários concursos entre 1988 e 2002, em Bruxelas e em outras cidades na Bélgica, nos Paises Baixos, na Suiça, na Austria, na França e na Itália. Em 1996 ganhou o 1° Prémio Jovens – RDP português, na última categoria, com o concerto de Brahms, e no concerto dos laureados foi lhe atribuído o prémio Maestro Silva Pereira pela sua interpretação do concerto de Brahms com a Orquestra Sinfónica de Portugal. Obteve o 3° Prémio e o Prémio da Interpretação do Trabalho Imposto no Concurso Internacional de violino Julio Cardona 1997 e o 3° Prémio e Prémio do Júri do Concurso Internacional de Covilhã 2001. Era o laureado mais novo da Fundação belga da Vocação em Abril de 1998.
Deu vários concertos na Bélgica e no estrangeiro (França, Espanha, Portugal, Alemanha, Países Baixos, Bulgária, Roménia, Andorra, Suíça, Itália e Estados Unidos de América), participou em vários festivais e tocou em salas conhecidas na Bélgica, em França, nos Paises Baixos. Em Portugal tocou no Centro Cultural de Belém e para a televisão e a rádio portuguesa. Tocou como solista entre outras com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Sinfónica de Sófia, a Orquestra de Câmara da Valónia, a Orquestra Juvenil de Covilhã, a Orquestra Sinfónica de Porto, a Orquestra Euregio, a Orquestra Sinfónica Flamenga, a Orquestra Nacional da Bélgica, a Orquestra Sinfónica da Madeira, a Orquestra Sinfónica de Bonn, a orquestra Jeugd en Muziek de Antuérpia, a Orquestra Juvenil de Lisboa, a Orquestra Gulbenkian, a Koninklijke Vlaamse Filharmonie e a Middle Tennesee Symphony.
É também músico de câmara. Colabora com o Hermes Ensemble, o Enigma Ensemble, e Joseph Jongen Ensemble com quem gravou um CD para Cypres. Constitui um duo permanente com a sua irmã pianista, Jill, e com David Cohen (solo cello da London Philharmonic Orquestra). É dirigente em substituição dos primeiros violinos da Prima La Musica; foi dirigente da Rotterdam Young Philharmonic e da Indiana UniversitySymphony Orchestra. É convidado regularmente como professor em masterclasses na Bélgica, no Luxemburgo, em França e nos Estados Unidos da América. Desde Setembro de 2006, é professor no Conservatório de Amesterdão. Foi objecto de excelentes críticas em revistas tais como Diapason, Crescendo, The Strad, Le Monde de Musique. Em breve vai sair o seu CD de violino solo e um CD com o Joseph Jongen Ensemble para Fuga Libera. Também para Fuga Libera vai gravar as Sonatas integrais de Hindemith assim como os trabalhos integrais solo de Leon Souroujon, as sonatas de De Castera e as sonatas de Victor Vreuls.

JILL LAWSON – pianista de nacionalidade luso-americana, nasceu no México em 1974. Aos oito anos, iniciou os seus estudos de piano, com a professora Heidi Hendrickx na Academia de Música de Antuérpia. Aos 14 anos, Jill entrou no Conservatório Real de Antuérpia, onde teve aulas sob a direcção de Levente Kende, e em 1995 obteve o prémio superior para piano e música de câmara “alta distinção”. Em 1992, foi aceite na prestigiosa escola "Chapelle Musicale Reine Elisabeth" em Waterloo (Bruxelas). Após três anos, e como reconhecimento da sua virtuosidade, foi premiada com grande distinção. Jill, continuou os seus estudos com Jan Wijn no Conservatório em Amesterdão, na Holanda, e com Leon Fleisher e Ellen Mack no Peabody Institute em Baltimore, onde, no ano de 2004, obteve o Mestrado de Música.
Fez vários cursos de aperfeiçoamento com Maria Tipo, Sequeira Costa, Vladimir Viardo, Dimitri Bashkirov and Maria João Pires. Ganhou vários prémios em competições Nationais e Internationacionais: 4º prémio, no concurso internacional “Schubert” em Dortmund, na Alemanha (2001); 2º prémio, no concurso internacional “Vianna da Motta” em Macau (1997)
Laureate do concurso “Tenuto” concurso em Bruxelas, Bélgica (1995); 3º prémio no concurso internacional
“Tromp” em Eindhoven, na Holanda (1996) - Prémio do público. Jill deu recitais e tocou com orquestra na Bélgica, Holanda, França, Andorra, Espanha, Portugal, Alemanha, Áustria, Itália, Roménia e Estados Unidos. Tocou para a rádio e para a televisão. Ela gravou os estudos sinfónicos Opus 13 de Schumann para a Fundação Internacional de Vianna da Motta.
Juntamente com seu irmão Eliot, violinista, forma o Duo Lawson.

in: http://www.gmcs.pt/index.php?op=cont&cid=82&sid=847

Thursday, November 6, 2008

ARS MUSICA (53): Baroque Music from Transylvania, in Oeiras main church



TRANSYLVANIA NA IGREJA MATRIZ DE OEIRAS




Hoje, dia 6, pelas 21 horas, na igreja matriz de Oeiras (Largo 5 de Outubro, Oeiras), terá lugar um concerto com o ensemble romeno Transylvania, que protagonizará um programa ilustrativo da música erudita praticada no país do mítico conde de Drácula (criação do escritor Bram Stocker, mas que assenta em lendas ancestrais locais).

Trata-se de um espectáculo promovido pela Junta de Freguesia de Oeiras e São Julião da Barra, a Biblioteca Operária Oeirense e o Instituto Cultural Romeno em Lisboa, com o apoio da Antena 2.

Entrada livre.


PROGRAMA (sujeito a alterações):

- Anónimo, séc. XVII (manuscritos Stark e Codex Caioni) - Dança do Príncipe da Transilvânia e outras danças;

- Anónimo (manuscrito de Sfantu Gheorghe) - Danças da Transilvânia;

- BORZA, Adrian (1967-) – Transylvanian Suites

- TÜRK, Hans Peter (1940-) – Partita in Stile Antico

-ŢĂRANU, Cornel (1934-) – Baroccoco

- POP, Adrian (séc. XX) – Cânticos de Natal da Transilvânia (solista: Mihaela Maxim – soprano)


Ensemble TRANSYLVANIA
Constituído em 1995, o Ensemble barroco romeno, "Transylvania", dedica-se à música barroca, com uma atenção especial à música do seu país, utilizando cópias de instrumentos históricos. Aborda também a música contemporânea da Transilvânia, interpretando, em primeira audição, várias obras dos compositores Hans Peter Türk, Adrian Borza, Dan Voiculescu, Adrian Pop e Cornel Ţăranu. O sucesso da actividade do Barroco "Transylvania" é confirmado pelos três CDs e um DVD editados, várias transmissões rádio e TV e uma vasta actividade concertista (mais de 450 aparições em público). Para além da participação em festivais na Roménia, nas cerimónias e recepções organizadas pela Presidência da Roménia ou missões diplomáticas, o conjunto efectuou várias digressões no estrangeiro (Alemanha, Holanda, Suíça Áustria, Itália, Bélgica, Hungria, República da Moldávia). Apresentaram concertos em sítios como Concertgebouw Amsterdam, Gasteig München e participaram no festival de música antiga "Landshuter Hofmusiktage", Alemanha.

v. discografia em: http://www.baroque.ro/record.html


Músicos:

ISTVÁN NAGY, o fundador do ensemble barroco "Transylvania", graduou-se pela Academia de Música "Gh. Dima" de Cluj. Enquanto primeiro flautista na orquestra da Ópera Romena de Cluj tocou em vários países (Holanda, Alemanha, Itália, etc.). Durante muitos anos fez parte da orquestra "Europa Symphonie" de Viena, colaborando assim com celebridades como o Bolshoi Balett, de Moscovo ou José Carreras. Actualmente dedica-se ao estudo da flauta traversa barroca.

ZOLTÁN MAJÓ foi flautista na Orquestra da Ópera Romena de Cluj. A sua paixão pela música antiga levou-o a descobrir a flauta direita. Frequentou cursos nessa área em Budapeste, Sopron (Hungria) e Thun (Suíça) com Sabine e Tuomas Kaipainen (Suíça) e Anneke Boeke (Holanda). Incansável promotor da música antiga autóctone, tocou em varias grupos de música antiga e efectuou várias gravações com instrumentos de época. Actualmente dá aulas de flauta direita na Academia de Música "Gheorghe Dima" e na Universidade "Babeş-Bolyai" de Cluj.

CIPRIAN CÂMPEAN estudou violoncelo na Academia de Música "Gh. Dima" din Cluj (com o professor. Vasile Jucan) e participou em concursos internacionais de mestria (música de câmara e violoncelo). Actualmente toca na Orquestra da Filarmónica Estatal "Transilvania" de Cluj, colaborando frequentemente com a Ópera Romena Estatal de Cluj. Enquanto elemento do quarteto de cordas "Arioso", do Conjunto Barroco "Transylvania" e de outras agrupamentos de música de câmara, fez vários recitais na Roménia e no estrangeiro (Alemanha, Suíça, Holanda, Áustria).

ERICH TÜRK foi organista e mestre de coro na Igreja Luterana de Mediaş. Actualmente dá aulas na Academia de Música "Gh. Dima" de Cluj órgão, cravo, baixo cifrado e música de câmara. Estudou órgão em Cluj (com Ursula Philippi) e em Viena (com Mihai Rădulescu), e cravo em Viena (com Gordon Murray). Participou em vários cursos de mestria na Alemanha, França, Suíça, Portugal e Moscovo. Tem uma vasta actividade concertista, e em 2000 foi laureado do concurso internacional de órgão "J.S. Bach" de Bruges (Bélgica). Em 2004 recebeu o título de Doutor em música com a classificação de "magna cum laude".

Solista convidada:
MIHAELA MAXIM, soprano, é solista da Ópera Nacional da Roménia de Cluj-Napoca. Graduou-se na Academia de Música "Gh.Dima" e frequentou vários cursos de mestria magistrados por Lucia Stănescu, Corneliu Murgu e Mariana Nicolesco. Foi laureada de vários concursos de canto nacionais e internacionais. Graças ao interesse que tem pela música antiga, colabora frequentemente com os grupos Flauto Dolce e Barroco "Transylvania".

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Monday, October 27, 2008

ARS MUSICA (52): Mozart's Requiem alive and well!


REQUIEM de W. A. MOZART ao vivo em Lisboa



Sábado, dia 1 de Novembro de 2008, 21h00
na Igreja de S. Roque, em Lisboa (Largo da Misericórdia)
A OSJ repõe um dos seus maiores êxitos, a grandiosa obra coral-sinfónica e derradeira obra-prima d' "O Supremo Mago".

MOZART, Wolfgang Amadeus (1756 - 1791) - Missa de Requiem, em ré menor, K 626


Intérpretes:

Elvira Ferreira– soprano
Laryssa Savetchenko – contralto
José Manuel Araújo – tenor
Armando Possante - barítono
Orquestra Sinfónica Juvenil
Coro do Instituto Gregoriano
Christopher Bochmann – maestro


Programa e texto litúrgico:


1. Introitus

1.1. Requiem
Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis. Te decet hymnus, Deus, in Sion, ettibi reddetur votum in Jerusalem: exaudi orationem meam, ad te omniscaro veniet. Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis.

2. Kyrie

Kyrie eleison Christe eleison Kyrie eleison
3. Sequenz


3.1. Dies Irae

Dies Irae. Dies iræ, dies illa, Solvet sæclum in favilla; Teste David cum Sibylla.
Quantus tremor est futurus, Quando judex est venturus, Cuncta stricte discussurus!


3.2. Tuba Mirum

Tuba, mirum spargens sonum Per sepulchra regionum, Coget omnes ante thronum.
Mors stupebit, et natura, Cum resurget creatura,
Judicanti responsura.
Liber scriptus proferetur, In quo totum continetur, Unde mundus judicetur.
Judex ergo cum sedebit, Quidquid latet, apparebit: Nil inultum remanebit.
Quid sum miser tunc dicturus? Quem patronum rogaturus, Cum vix justus sit securus?

3.3. Rex Tremendae
Rex tremendae majestatis Qui salvandos salvas gratis, Salva me, fons pietatis!

3.4. Recordare

Recordare, Jesu pie, Quod sum causa tuæ viæ: Ne me perdas illa die.
Quærens me, sedisti lassus: Redemisti Crucem passus: Tantus labor non sit cassus.
Juste judex ultionis, Donum fac remissionisAnte diem rationis.
Ingemisco, tamquam reus: Culpa rubet vultus meus: Supplicanti parce, Deus.
Qui Mariam absolvisti, Et latronem exaudisti, Mihi quoque spem dedisti.
Preces meæ non sunt dignæ: Sed tu bonus fac benigne, Ne perenni cremer igne.
Inter oves locum præsta, Et ab hædis me sequestra, Statuens in parte dextra.


3.5. Confutatis

Confutatis maledictis, Flammis acribus addictis: Voca me cum benedictis.
Oro supplex et acclinis, Cor contritum quasi cinis: Gere curam mei finis.


3.6. Lacrimosa

Lacrimosa dies illa, Qua resurget ex favilla. Judicandus homo reus: Huic ergo parce, Deus. Pie Jesu Domine, Dona eis requiem. Amen.


4. Offertorium


4.1. Domine Jesu

Domine Jesu Christe, Rex gloriae gloriae, liberaanimas omnium fidelium defunctorum de poenis inferniet de profundo lacu: libera eas de oreleonis, ne absorbeat eas tartarus, ne cadant in obscurum. Sed signifer sanctus Michael repraesentet eas in lucem sanctam: Quam olium Abrahae promisiti et semini ejus.


4.2. Hostias

Hostias et preces tibi, Domine, laudis offerimus: tu suscipe pro animabus illus, quarum hodiememoriam facimus: fac eas, Domine, de mortetransire ad vitam, quam olim Abrahae promisti et semini ejus.


5. Sanctus

Sanctus, Sanctus, Sanctus,Dominus Deus Sabaoth. Pleni sunt coeli et terra gloria tua. Hosanna in excelsis.


6. Benedictus

Benedictus qui venitin nomine Domini. Hosanna in excelsis


7. Agnus Dei

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona eis requiem.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona eis requiem
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona eis requiem sempiternam.


8. Communio

8.1. Lux aeterna
Lux aeterna luceat eis, Domine:

Cum Sanctus tuis in aeternum: quia pius es.
Requiem aeternam dona eis. Domine: et luxperpetua luceat eis. Cum Sanctis tuits inaeternum: quia pius es.


Ars Musica 2U recomenda vivamente!


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Friday, October 24, 2008

ARS MUSICA (51): Maratona Rachmaninov! Toradze na Fundação Gulbenkian

MARATONA RACHMANINOV pelo TORADZE PIANO STUDIO


Neste fim de-semana, a Fundação Calouste Gulbenkian acolhe um superevento a não perder:

Tuesday, October 7, 2008

ARS MUSICA (50): Gala dos Violinhos 2008



VIOLIN(H)OS NO PALÁCIO DA AJUDA



Amanhã, sábado, dia 11 de Outubro, pelas 16 horas, na Sala D. Carlos do Palácio da Ajuda, realiza-se a gala anual do ensemble Os Violinhos (direcção da Prof.ª Filipa Poejo), no decurso da qual decorrerá a cerimónia de entrega das bolsas aos laureados deste ano (nos diversos níveis etários), os quais executarão obras que ilustrarão o seu virtuosismo. A saber (por ordem alfabética): Manuel Abecasis, Maria Laranjo, Maria Viseu, Marta Melo e Miguel Zink.

Note-se que o ensemble Os Violinhos (constituído por jovens músicos até aos 18 anos, seleccionados entre os cerca de 200 alunos da classe de violino da Academia de Música de Lisboa) tem vindo a merecer largo aplauso em Portugal e nas tournées que tem efectuado no estrangeiro (Aústria, Dinamarca, Estados Unidos da América, Itália, Noruega, República Checa e Suécia).

Entrada livre (atenção: dado prever-se grande afluência de público, importa chegar cedo).



Programa:



Ferdinand KÜCHLER (1867-1937) – Concertino «ao estilo de Vivaldi» em Ré Maior, Op. 15 / Os Violinhos

Fritz KREISLER (1875-1962) – Preludio & Allegro / Manuel Abecasis, solista

Johann Sebastian BACH (1685-1750) – Concerto em Lá menor, BWV 1041 : 1.º andamento: Allegro / Maria Laranjo, solista

Giovanni Battista VIOTTI (1755-1824) – Concerto n.º 23 em Sol Maior : 1.º andamento: Allegro / Miguel Zink, solista

Antonín Leopold DVOŘÁK (1841-1904) – Humoresque, Op. 101, n.º 7 / Os Violinhos



Intervalo



Joseph-Hector FIOCCO (1703-1741) – Allegro / Os Violinhos

J. S. BACH (1685-1750) – Aria em Ré Maior da Suite n.º 3 / Os Violinhos

J. S. BACH (1685-1750) – Partita II em ré menor, BWV 1004, para Violino solo : 1.º andamento: Allemande / Marta Melo, solista

Wolfgang Amadeus MOZART (1756-1791) – Concerto Nº3 em Sol Maior, K. 216 : 1.º andamento: Allegro / Maria Viseu, solista

Ezra JENKINSON (1931-1954) – Dance of the Elves, op. 39 (Dança dos Elfos) / Os Violinhos



Thursday, September 18, 2008

ARS MUSICA (49): Festival de Musica Viva 2008 homenageia Karlheinz Stockhausen


XIV FESTIVAL DE MÚSICA VIVA


O Festival Música Viva 2008 organizado pela Miso Music Portugal, arranca amanhã, 6.ª feira, com uma homenagem ao compositor Karlheinz Stockhausen, falecido a 5 de Dezembro do ano passado, a qual terá lugar com um concerto pelas 22 horas na igreja do Mosteiro dos Jerónimos, pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida pelo maestro Pedro Amaral (um dos nossos melhores maestros e compositores de música contemporânea, e que foi assistente do homenageado) . Serão tocadas a obra "Mixtur", em estreia nacional na sua forma original e em versão "remisturada", e ainda "Gesang der Jünglinge". A não perder. Entrada livre.

Este Festival que na sua edição deste ano que irá decorrer basicamente no Centro Cultural de Belém, entre 19 a 27 de Setembro de 2008, propõe-nos 24 acções distintas, em que irão ser executadas um total de "124 obras, das quais 20 peças electrónicas no novo projecto Sound Walk, 88 obras tocadas em concerto, 6 instalações sonoras no Interactive Lounge, destacando-se o fomento da criação musical que a tem desenvolvido, sendo reponsável pela encomenda de 15 das obras apresentadas. De um universo de 82 compositores representados e 53 estreias absolutas, 27 são estreias de compositores portugueses, prova inequívoca da prolífica actividade criadora actualmente existente em Portugal e à qual o festival dá voz.

Ver mais informação em: http://www.misomusic.com/port/difu/musviva/2008/folhadesala_19set08_22h_mc.pdf

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Friday, July 11, 2008

ARS MUSICA (48): Ars Organorum, Singing Tubes : XI FIOL


XI FESTIVAL INTERNACIONAL DE ÓRGÃO DE LISBOA

12 de Setembro a 1 de Outubro de 2008
Entrada Livre em todos os concertos.


O Festival Internacional de Órgão de Lisboa aí está de volta para deleite do seu público fiel e de novos adeptos. A programação é diversificada abrangendo obras das escolas espanhola, francesa, holandesa, inglesa e “portuguesa” (ou melhor italiana, se atentarmos na formação do “nosso” Marcos Portugal), do século XVI ao XX. Aliás, este último estará em destaque com a redescoberta para o grande público da Sonata para órgão e da Missa grande (primeira audição contemporânea), obras que encerrarão a componente concertística do Festival (este prolongar-se-à com masterclasses, nos dias imediatos). O programa contará também com compositores menos conhecidos entre nós (referimo-nos aos da escola espanhola, embora também não seja frequente ouvir o flamengo Sweelinck), assim como os incontornáveis Johann Sebastian Bach e Edward Elgar (sim o da “Pompa e Circunstância”, aqui convocada para abrir as “hostilidades”). Mas, a haver polémica, esta será centrada na obra de Olivier Messiaen, um dos maiores compositores do século XX, cuja memória é este ano homenageada, a propósito do centenário do seu nascimento (importará também ouvir as suas emblemáticas obras orquestrais e para piano solo, etc., além do famoso “Quatour pour la fin du temps”, mas as suas composições para órgão vieram também transfigurar a escrita para este instrumento). A não perder!

Directores Artísticos do Festival: João Vaz e António Duarte

Programa:
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SEXTA-FEIRA, 12 DE SETEMBRO, 21:30H
Sé Patriarcal de Lisboa
Concerto de abertura: música vitoriana
João Vaz, órgão
António Duarte, órgão
Coral Lisboa Cantat
Jorge Alves, direcção
As Marchas Pompa e Circunstância de Edward Elgar ou o hino «Jerusalém» de Charles Hubert Parry permanecem ainda hoje como símbolos musicais da Inglaterra Vitoriana. Menos conhecida do público português é a enorme produção coral daqueles compositores. No concerto de abertura do XI Festival Internacional de Órgão de Lisboa, o Coral Lisboa Cantat, sob a direcção de Jorge Alves, e os organistas João Vaz e António Duarte propõem um programa que, para além de obras corais com órgão (como o Te Deum de Charles Villiers Stanford, utilizado na cerimónia da coroação do rei Eduardo VII), apresenta obras a cappella e a execução integral dos Vesper Voluntaries para órgão solo de Elgar.

SÁBADO, 13 DE SETEMBRO, 21:30H
Sé Patriarcal de Lisboa
Salve Regina
Maria Nacy, órgão
A «Salve Regina», uma das quatro antífonas marianas do calendário litúrgico cristão, é cantada de Domingo da Trindade até ao Sábado antes do primeiro Domingo do Advento. Trata-se de uma prece à Virgem Maria, a Rainha Santa, e integra a última das orações do Rosário de Nossa Senhora. As suas origens musicais remontam à Idade Média, provavelmente pela pena do monge alemão Hermann de Richenau, compositor, teórico, matemático e astrónomo, activo no século XI. Fonte de inspiração ao longo dos séculos, a «Salve Regina», que fornece o tema ao qual este concerto se subordina, foi tratada por inúmeros compositores, tanto do Norte como do Sul da Europa. Este programa, totalmente preenchido com obras de autores espanhóis, portugueses, neerlandeses e alemães, faz-se eco desse facto, e tem a interpretá-lo a organista Maria Nacy, especialista em música antiga ibérica e germânica, com discografia publicada nesses domínios.

DOMINGO, 14 DE SETEMBRO, 21:30H
Igreja Matriz de Oeiras
Música espanhola para órgão nos alvores da Idade Contemporânea
Miguel Bernal, órgão
Para este concerto, o organista alicantino Miguel Bernal, responsável pela nova edição da obra integral de Francisco Correa de Arauxo, apresenta-nos um programa constituído por autores pouco conhecidos do grande público. Estamos na presença de compositores que aprenderam o seu ofício no seio da tradição eclesiástica, mas que a profunda ruptura epistemológica causada pela Revolução Francesa obrigou a que se adaptassem aos novos tempos e aos novos ventos que sopravam de Paris. A música e as artes em geral conheceram então um incremento pouco usual em Espanha, não obstante a devastação causada pela passagem dos exércitos napoleónicos e o consequente conflito armado que, entre 1808 e 1814, opôs aquele país e os seus aliados, Portugal e o Reino Unido, ao primeiro Império Francês. Simpatizante das ideias que lhe chegavam de além-Pirinéus, a burguesia espanhola, no poder, faria aprovar em 1812 a Constituição de Cádis, e com ela a cofirmação do triunfo dos liberais e de uma nova mentalidade.

QUINTA-FEIRA, 18 DE SETEMBRO, 21:30H
Sé Patriarcal de Lisboa
O Canto Gregoriano na Música para Órgão
Antoine Sibertin-Blanc, órgão
Coro Solemnis
João Crisóstomo, direcção
Conhecido sobretudo pela sua obra para cravo (um dos marcos da literatura barroca francesa para o instrumento), François Couperin escreveu na sua juventude duas missas para órgão: uma para uso das paróquias e outra para uso dos conventos, sendo esta última mais simples e destinada a um instrumento de menores dimensões. A Messe des paroisses exige, pelo contrário, um órgão com mais recursos e é baseada na missa gregoriana «Cunctipotens genitor Deus». Reduzida à sua componente instrumental na maioria das execuções em concerto, esta obra é aqui apresentada por Antoine Sibertin-Blanc e pelo Coro Solemnis, dirigido por João Crisóstomo, numa versão mais próxima da intenção original, alternando as intervenções do órgão com as secções cantadas da missa gregoriana.

SEXTA-FEIRA, 19 DE SETEMBRO, 21:30H
Sé Patriarcal de Lisboa
J. S. Bach e os seus Antecessores
Paolo Crivellaro, órgão
Vincent Lübeck, Jan Pieterszoon Sweelinck e Samuel Scheidt, representantes da escola do Norte da Europa, exerceram em Johann Sebastian Bach uma notável influência, tanto ao nível instrumental como composicional. Apreciador da música italiana, o autor de A Arte da Fuga transcreveu ainda obras de António Vivaldi e recorreu a Giovanni Legrenzi, e dos franceses foi nos Couperin, sobretudo em François, cognominado o «Grande», que encontrou fonte de inspiração, como no-lo atesta o andamento central da Pièce d’Orgue, composto à maneira de um «Plein jeu» francês. É dessas três influências que este recital se ocupa numa panorâmica oferecida pelo organista italiano Paolo Crivellaro.

SÁBADO, 20 DE SETEMBRO, 21:30H
Igreja de Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha)
Missa em Homenagem a Olivier Messiaen
António Esteireiro, órgão
Coro do Instituto Gregoriano de Lisboa
Armando Possante, direcção
Ao lembrar Olivier Messiaen, cujo centenário do nascimento se encontra a decorrer, este concerto procura prestar homenagem a um dos compositores mais influentes da segunda metade do século XX. De facto, a sua obra, pelas características que reveste, fez dele um inovador nos domínios harmónico e melódico, além de notável colorista orquestral. O seu gosto pronunciado pela música da antiguidade, o seu recurso aos ritmos exóticos procedentes da música hindú, os seus aturados estudos ornitológicos elevam-no a um lugar cimeiro na História da Música do Ocidente, e o seu fervor católico confere à sua obra um misticismo talvez só comparável ao de J. S. Bach. Correspondendo a esse misticismo, António Esteireiro, ao escolher obras de Messiaen anteriores à Segunda Guerra Mundial, propõe-nos um enquadramento musical para uma celebração litúrgica à luz da prática seguida pelo próprio compositor na Igreja da Trinité, em Paris, de cujo órgão foi titular durante cerca de 62 anos.

Domingo, 21 de Setembro, 12:00h
Basílica da Estrela
Missa do Festival
Sérgio Silva, órgão
Coro Solemnis

DOMINGO, 21 DE SETEMBRO, 21:30H
Sé Patriarcal de Lisboa
Tocata e Concerto

Harald Vogel, órgão
Caracterizada pelo seu cunho brilhante, andamento rápido e de igual valor temporal, a tocata apresenta-se como um género de composição livre para um só instrumento. Por outro lado, o concerto é uma composição para um ou mais instrumentos solistas, cuja actuação contrasta com a de um conjunto instrumental. Ambas de origem italiana, estas formas rapidamente se expandiram à Áustria e à Alemanha, países de destino de muitos músicos transalpinos, acabando por exercer uma influência duradora nos compositores autóctones, como se poderá apreciar neste programa. Abrangendo um século de música, Harald Vogel, um dos maiores especialistas em música alemã e investigador com obra publicada, dar-nos-á uma visão do que foi essa influência em nomes tais os de Kerll, Buxtehude, Walther, Bruhns e J. S. Bach, este reconhecidamente apreciador da música italiana do seu tempo.

SÁBADO, 27 DE SETEMBRO, 21:30H
Igreja Matriz de Oeiras
Do Classicismo ao Romantismo na Música Espanhola para Órgão

Jesús Gonzalo López, órgão
Os acontecimentos políticos e sociais que abalaram a Europa na sequência da Revolução Francesa, tiveram importantes consequências na vida cultural (e musical) de todos os países. Na Península Ibérica, após o tumulto das Guerras Napoleónicas, a progressiva absorção dos ideais liberais franceses deu origem, nomeadamente, à criação de um novo sistema de educação musical decalcado do Conservatório de Paris. Os organistas espanhóis, formados na tradição ibérica dos séculos anteriores, só muito lentamente absorveram as novas tendências, originando um idioma híbrido que aliava a expressividade dos novos ideais românticos a um carácter marcadamente hispânico. Jesus Gonzálo López propõe neste recital uma viagem através deste repertório tão original quanto desconhecido.

DOMINGO, 28 DE SETEMBRO, 21:30H
Sé Patriarcal de Lisboa
Olivier Messiaen

Hans-Ola Ericsson, órgão
O conturbado decénio de Sessenta em França foi, para Messiaen, especialmente benéfico. Foi por esse então que atingiu a celebridade, que lhe chegaram as honras e os prémios (eleição para o Instituto) e que foi nomeado professor de composição do Conservatório de Paris. É desse período que datam as Méditations sur le Mystère de la Sainte Trinité, obra que pela sua originalidade, complexidade e grandeza diz bem da personalidade e do misticismo de quem a escreveu. Desse misticismo, que foi constante até ao fim da sua vida, diria o próprio compositor nas vésperas da sua morte: «Escrevi músicas puras (por razões de mera pesquisa técnica) ou de carácter profano. Quase que lamento tê-las escrito. As músicas criadas para cantar os mistérios da Fé parecem-me bem mais úteis para os meus contemporâneos. Talvez venham a agradecer-me?... Eu sou, em princípio, um músico da alegria e agrada-me sobretudo meditar sobre os mistérios gloriosos… Cheguei a uma idade em que é preciso começar a pensar no Além: esperemos que seja glorioso.»

QUARTA-FEIRA, 1 DE OUTUBRO, 21:30H
Basílica da Estrela
Concerto de Encerramento: Marcos Portugal
João Vaz, órgão
António Duarte, órgão
Ana Paula Russo, soprano
Susana Gaspar, soprano
Helena Lima, meio soprano
João Rodrigues, tenor
Jorge Martins, barítono
Rui Baeta, baixo
Luís Sá Pessoa, violoncelo
Marta Vicente, contrabaixo
Coro de Câmara de Lisboa
Teresita Gutierrez Marques, direcção

Considerado por Stendhal, que a ele se referiu com simpatia, um dos compositores do interregno, Marcos Portugal – ou Portogallo, como lhe chamavam lá fora – foi sem dúvida um dos nomes mais conhecidos da música do seu tempo. As suas óperas, que correram toda a Europa, de Lisboa a Sampetersburgo, alcançaram sempre os maiores sucessos, sobretudo em Itália, onde residiu longas temporadas e onde se chegou mesmo a inaugurar um teatro com uma ópera sua, e em França, onde o próprio Napoleão parece que o admirava. De resto, tudo leva a crer que essa admiração era recíproca, uma vez que foi com o seu Demofoonte que Junot festejou a 15 de Agosto de 1808 com grande gala no São Carlos o 39º aniversário do Imperador. Mas, não só de ópera se compõe o seu impressionante catálogo. Marcos Portugal escreveu igualmente muitas obras religiosas, entre as quais figura naturalmente a Missa deste programa, agora dada pela primeira vez em estreia moderna juntamente com a única sonata para órgão que dele até ao momento se conhece.
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(programa e notas retirados de: http://www.festivaldeorgao.com/)
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Tuesday, June 24, 2008

ARS MUSICA (47): XVI Festival Sete Sóis, Sete Luas



FESTIVAL SETE SÓIS, SETE LUAS na Fábrica da Pólvora



O Município de Oeiras volta a acolher no belissimo cenário da Fábrica da Pólvora (em Barcarena), um dos mais significativos eventos da chamada «World Music», o Festival Sete Sóis , Sete Luas, agora na sua XVI edição.


Todas as 6.ªs-feiras, de 27 de Junho a 29 de Agosto, às 22h, no auditório ao ar livre do referido local, antigo complexo industrial de Barcarena, actualmente transformado em espaço museológico e de eventos culturais. Entrada livre.


O Festival Sete Sóis, Sete Luas assenta numa Rede Cultural de 30 cidades de 9 diferentes Países: Cabo Verde, Croácia, Espanha, França, Grécia, Israel, Itália, Marrocos, Portugal. Visa promover projectos de música popular, de teatro de rua, e de artes plásticas, com a participação de intérpretes significativos da cultura europeia e mediterrânea. Tem como Presidentes Honorários os Prémio Nobel da literatura José Saramago e Dario Fo, e recebeu o apoio da União Europeia com os Programas Caleidoscópio, Cultura2000 e Interreg IIIB Medocc, pela dimensão europeia e qualidade cultural do projecto.


Programa:

27 Junho – MishMash (Mediterráneo)
«A banda propõe uma interpretação muito original do conjunto de sons que habitam o Mediterrâneo, o mundo medio-oriental e os países de Leste. Pilares desta inspiração são o repertório klezmer, as canções sefarditas, a antiga música persa. O nome não vem por acaso, pois Mish Mash, em várias línguas mediterrânicas, significa “mistura”.»

4 Julho – Toma Castaña (Andaluzía)
«Sob a direção de Joaquín Linera Cortés, o grupo, fundado em 1999, representa hoje uma das realidades mais interessantes da nova geografia do flamenco andaluz. Rigoroso na recolha dos cantos da tradição, mas imaginativo na capacidade de experimentar novos estilos e misturar os grandes dotes musicais dos seus músicos com as maravilhosas "pinceladas" de baile "gitano" das bailarinas Kuki e Edu Fernandez.»

11 Julho – 7SóisOrkestra (Mediterráneo)
Este projecto, sob a direcção de Stefano Saletti, agrega artistas de diferentes países ligados ao Mediterrâneo, propondo a utilização de uma linguagem comum, como o "Sabir", a língua antiga que utilizavam marinheiros, armadores, piratas e pescadores nos portos ligados a este mar de confluências várias. Integram esta "orquestra" os músicos Massimo Cusato (Calabria), Margarida Guerreiro (Portugal), Jamal Ouassini (Maruecos), Miguel Ramos (Andalucía), Mario Rivera (Sicilia), Eyal Sela (Israel).


18 Julho – Med'Set (Mediterráneo)
Este grupo resulta do encontro de músicos de diversas nacionalidades numa residência artística em Cartaya no passado mês de Fevereiro. Tem a direcção do argelino Akim el Sikameya (que já esteve entre nós, tendo sido muito aplaudido) e conta com a participação de Mara Aranda (Valência), Rita Botto (Sicília), Custodio Castelo (Portugal), Marco Fadda (Itália), Vasilis Papageorgiou (Epiro), Riccardo Tesi (Toscânia).


25Julho – Circo Diatonico (Itália)
«Uma sarabanda de sopros e percussões em volta do acordeão de Clara Graziano levam-nos nesta funambulesca viagem musical entre música popular italiana, balcânica, jazz, evocando a alegria da festa de aldeia e a magia do circo, com o arrepio dos acrobatas, a melancolia dos palhaços e a elegância do equilibrista.»

1 Agosto – Mario Incudine (Sicília)
«Actor, cantor, músico, compositor… eis os muitos rostos deste artista extraordinário. Apesar de ser ainda tão jovem, Mario Incudine já tem um curriculum respeitável: actuações em programas televisivos e muitos concertos de música popular, o estilo que mais lhe permite exprimir todo o seu amor pela sua terra.»

8 Agosto – Piccola Banda Ikona (Mediterráneo)
«El grupo Piccola Banda Ikona y su música hacen un gran homenaje al Mediterráneo, a sus culturasy a sus tradicciones. Su primer cd “Stari Most” de 2005 ha entrado en el listado de las mejores obras del año, según World Music Charts Europe. La banda presenta un espectáculo cantado en Sabir (palabra que significa “saber”), una antigua lengua mediterránea que unía varios idiomas: italiano, francés, español, árabe. Era el pidgin mediterráneo, árabe y latino, la lengua que se hablaba en los puertos, durante las transacciones comerciales, en breve la lengua del diálogo inter-cultural.»

15 Agosto – Eyal Sela (Israel)
«“Call of the Mountain" traz antigas melodias provenientes do Monte Meron, sítio onde se encontra enterrado o rabino Simon Bar Yochai, presumido autor do Zohar, o livro que está na base da Cabalá. As festividades do Meron foram sempre cosmopolitas e atiraram judeus de várias origens, árabes e drusos da Galileia. A característica do repertório é afundar as suas raízes num fascinante mélange de culturas locais da Galileia.»

22 Agosto – Juan Pinilla (Andaluzía)
«Juan Pinilla, de 27 anos, do bairro granadino de Huétor Tájar, representa uma das revelações do jovem flamenco andaluz. Ganhou em 2007 a "Lámpara Minera", ou seja o primeiro prémio do mais importante Concurso Nacional flamenco: o "Cante de las Minas de la Unión". Já actuou em países como Alemanha, Austria, República Checa o Marrocos e em festivais e peÒas flamencas de Granada, Málaga, Córdoba, Almería, Madrid, Barcelona, Murcia, Sevilla, etc. A BBC seleccionou de recente um dos seus temas gravados para o escritor Robin Totom como melhor música da semana.»

29 Agosto – Judith (Astúrias)
«Autodefine-se filha adoptiva da nação celta, é uma excelente violinista que mistura os sons dos “pais” (a tradição) com os sons da modernidade e com uma solidíssima formação musical. Judith descobriu a música irlandesa enquanto acabava a sua formação como primeiro violino da Orquestra Sinfónica da Universidade de Waterford, e é hoje uma das mais importantes representantes da música celta em terras de Espanha.»


Mais informação em: http://www.7sois7luas.com/

Acessos:
De Lisboa: IC19, sair no desvio para Queluz ocidental, e depois seguir a indicação de Barcarena e já perto a da Fábrica da Pólvora (junto à Universidade Atlântica).
De Sintra: IC 19, sair no Cacém para a estrada que liga a Oeiras e nas imediações do Tagus Park, virar à esq.ª e seguir a indicação Fábrica da Pólvora
Da linha do Estoril: apanhar a ligação de Oeiras a Porto Salvo, e nesta localidade, virar na 1.ª à d.tª e seguir as indicações Barcarena / Fábrica da Pólvora)

Monday, June 23, 2008

ARS MUSICA (46): C. Bockmann de "Corpo e Alma"


Ópera “
CORPO E ALMA”, de CHRISTOHER BOCHMANN

Estreia no Teatro Nacional de S. Carlos



A Orquestra Sinfónica Juvenil vai apresentar em estreia mundial, no Salão Nobre do Teatro Nacional de S. Carlos, a Ópera “Corpo e Alma”, de Christopher Bochmann, baseada na peça “Pedro, o Cru”, de António Patrício, numa adaptação de Laureano Carreira.


Récitas: dias 28, 29 e 30 de Junho de 2008, pelas 21h00



Personagens e intérpretes:


D. Pedro I: Armando Possante, barítono

D. Inês de Castro: Sofia Inácio, bailarina

Grupo Vocal Olisipo

Direcção: Armando Possante

Encenação: Laureano Carreira

Desenho de Luzes: Pedro Martins

Coreografia: Sofia Inácio

Grupo de Música Contemporânea da Orquestra Sinfónica Juvenil

Direcção: Christopher Bochmann


Sinopse:
"A lenda-história de Pedro e Inês é conhecida por toda a gente. Portanto, esta ópera não se preocupa em contar esta história, mas antes em apresentar alguns aspectos dela sob uma luz diferente: uma luz cuja cor e cuja subtileza melhor se transmite pela música do que por outros meios. No curto espaço de tempo de uma hora, a obra acompanha o delírio de Pedro e a sua transformação, de um amor sensual para um amor espiritual".


A “Sinfónica Juvenil” protagoniza, assim, um acontecimento cultural da maior relevância, ainda que não se trate da "primeira ópera portuguesa do Séc. XXI!", como, por lapso, vem referido no press release, quando na verdade essa primazia histórica, pertence a José Eduardo Rocha (música) e a Rui Zink (libreto), com a Ópera "Os Fugitivos", estreada em 2004 (v. http://ensemble-jer.planetaclix.pt/os_fugitivos.htm ). De qualquer modo Christopher Bochmann, tem por mérito próprio um lugar de eleição na história da música portuguesa, pelo seu papel enquanto maestro, compositor e pedagogo (inquestionavelmente, contribuiu para uma mudança de paradigma na Escola Superior de Música, de que é testemunho uma nova geração de compositores com marcadas qualidades nos planos técnico e criativo).


Entrada mediante convite (gratuito) que deverá ser solicitado através do site da Orquestra Sinfónica Juvenil, em: http://www.sinfonica-juvenil.com/reserva.html


Ars integrata
recomenda vivamente!

Wednesday, June 18, 2008

ARS MUSICA (45): Solstício de Verão electrizante


CONCERTO DE SOLSTÍCIO DE VERÃO
NA CENTRAL TEJO/ MUSEU DA ELECTRICIDADE

Ars Integrata recomenda vivamente o Concerto de Solstício de Verão promovido pela Academia de Música de Lisboa, com o patrocínio da EDP, que assinala o solstício de Verão, e irá ter lugar no próximo sábado, pelas 19 horas nas fantásticas instalações da antiga Central Tejo, actual Museu da Electricidade (em Lisboa, junto ao Tejo, frente à Estação ferroviária de Belém, e que só por si vale a visita). Entrada Livre.

Irão actuar a "novissima" formação Lisboa Camerata, sob a direcção de Rui Fernandes, tendo como solista no violino o jovem virtuoso João Andrade (que ainda no ano passado, entre outras prestações, nos ofereceu uma excelente interpretação do difícil concerto para violino de Max Bruch, com a Orquestra Sinfónica Juvenil), e o "velhisssimo" e consagrado ensemble Os Violinhos.

O programa é muito aliciante, como abaixo se discrimina, com trechos de obras sobejamente conhecidas como as 4 Estações de Vivaldi, as Danças Húngaras de Brahms, as Czardas de Monti, etc., a par de outras que, embora menos populares certamente não deixarão de agradar à assistência que se prevê venha a esgotar a bela sala.


LISBOA CAMERATA, dir. Rui Fernandes

1. HOLST, Gustav (1874-1934) – Suite de São Paulo
(Jig-Ostinato-IntermezzoFinale – The Dargason)

2. VIVALDI, Antonio (1678-1741) – “Primavera”, do Concerto para Violino e Orquestra em fá menor, Op. 8 nº4
(Allegro non molto-Largo-Allegro)
João Andrade (violino) & Lisboa Camerata, dir. Rui Fernandes


Os VIOLINHOS, dir. Filipa Poejo

3. BACH, Johann Sebastian (1685-1750) – “Vivace”, do Concerto para dois Violinos em ré menor, BWV 1043

4. BACH, J. S. - Ária da Suite em Ré Maior /

5. VIVALDI, Antonio (1678-1741) – Allegro, do Concerto para Quatro Violinos em si menor, Op.3 nº10

6. MONTI, Vittorio (1868-1922) – Czardas

7. BRAHMS, Johannes (1833-1897) – Dança Húngara Nº1 em Sol menor /

8. MASSENET, Jules (1842-1912) – Meditação da ópera Thäis

9. ANDERSON, Leroy (1908-1975) – Fiddle, Faddle

10. E. SEVERN (1840-1918) – Polish Dance

11. Johann Sebastian BACH (1685-1750) – Gavotte

12. RODGERS Richard (1902-1979) – Música no Coração

13. ROUSE, Ervin (fl. ca. 1930) & WISE, Robert Russell "Chubby" (1915-1996) – Orange Blossom Special
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Thursday, May 29, 2008

ARS MUSICA (44): Corelis alchemia vocalis




CORELIS
NA QUINTA DA REGALEIRA



Sábado, dia 31 de Maio, pelas 15h
, o Corelis - Coro da Relação de Lisboa, irá proporcionar um concerto invulgar, seguindo o percurso iniciático maçónico da Quinta da Regaleira, em Sintra, com composições simbolicamente adequadas a cada momento-chave daquele espaço ritual alquímico (como o «patamar dos deuses», o «poço dos 9 círculos», a «gruta de Leda», etc.), seleccionadas de um vasto reportório que, embora centrado na música antiga, vai desde o período medieval ao século XX (a perfazer 9 cânticos, símbolo da perfeição absoluta, cujo ponto de partida será "Bache, bene venies" das Carminae Burana).

v. http://pt.wikipedia.org/wiki/Palácio_da_Regaleira


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Tuesday, May 20, 2008

ARS MUSICA (43): 3 Pilares no Templo : Mozart, Beethoven e Tschaikowsky na Aula Magna


3 Compositores Pop(ulares) em Concerto




Domingo, dia 25 de Maio de 2008, pelas 17h00, na Aula Magna da Universidade de Lisboa (ao Campo Grande ; metro: Cidade Universitária). Entrada livre



Programa:


1. MOZART (1756-1791), Wolgang Amadeus – Abertura da ópera “A Flauta Mágica

2. idem – Concerto para piano, n.º 21, em Dó Maior, Kv 467 / solista: Paulo Pacheco

3. TSCHAIKOWSKY (1840-1893), Piotr Iliych – 1.º e 2.º andamentos da Sinfonia n.º. 5, em mi menor, op. 64 : I – Allegro con anima ; II – Andante cantabile, con alcuna licenza

4. BEETHOVEN (1770-1827), Ludwig van – Abertura da ópera Fidelio”, op. 72

Orquestra Sinfónica Juvenil
Paulo Pacheco, piano

Christopher Bochmann, maestro

A não perder!

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Friday, April 18, 2008

ARS MUSICA (42): Roby Lakatos Ensemble n' «Os Dias da Música»


Finalmente! LAKATOS ao vivo no CCB!



Pela primeira vez em Portugal, o fabuloso ROBY LAKATOS e o seu ensemble irão presentear-nos hoje no Centro Cultural de Belém, pelas 23h30, no âmbito da festa de 3 dias que hoje se inicia "Os Dias da Música" (pela módica quantia de apenas 6 €) com o que já se adivinha ser um concerto inebriante a todos os títulos: o seu extremo virtuosismo aplicado à magia da música húngara de matriz cigana, em combinação com voos de moscardo pelos clássicos alla Rimski-korsakov e pelo jazz.

A quem não puder ir só resta suspirar que voltem outro dia. Para já podem adquirir (se o não fizeram já) as suas gravações na Deutsche Grammophon, ou vê-lo em vídeos disponíveis no seu site http://www.robylakatos.com/.

Thursday, April 17, 2008

ARS MUSICA (41): Choralscapes, Facescapes, or Corelis versus Denis Piel


CORELIS na Moda


É hoje inaugurada no Museu Nacional do Traje e da Moda, em Lisboa (Largo Júlio Castilho, no Paço do Lumiar, v. http://www.museudotraje-ipmuseus.pt/cgi-bin/sta1_1.asp?LINGUA=1), pelas 21h30, uma exposição de 25 fotografias de grande formato e trabalhos multimedia de Denis Piel (v. http://www.denispiel.com/), artista mundialmente conhecido, sobretudo pelas suas intervenções no mundo da moda, do design de marcas e da publicidade.

Para o acto da vernissage foi convidado o CORELIS - Coro da Relação de Lisboa, tendo o seu maestro, Victor Roque Amaro, composto uma obra especialmente dedicada ao evento, em colaboração com Filomena Lima.

Programa do concerto de abertura:



Pátio Central

1 L’invaghito (Dança) / Giovanni Giacomo Gastoldi (1556-1622)

2 Bacche bene venies / Anónimo - Carmina Burana (c. 1200)


Escadaria

3 Cacofonias I / Filomena Lima, V. Roque Amaro


Sala das Armas

4 Yo me soy la morenica (Villancico) / Anónimo, in Cancioneiro de Uppsala, n.º XLIV (sec. XVI)

5 Come Again! Sweet love doth now invite / John Dowland (sec. XVI-XVII)


Sala da Música - “chinoiserie”

6 Cacofonias II / Filomena Lima, V. Roque Amaro


Capela : Coro Alto

7 Oi me lasso / Anónimo, in Laudario di Cortona (sec XII-XIII)

8 Stella Splendens in monte / Anónimo, in Llibre Vermell de Montserrat (sec. XIII-XIV)


Capela : Altar-mor

9 The King shall Rejoice / Georg Friedrich Haendel (1685-1759)


Escadaria

10 Meus olhos van per la mare / Anónimo (séc. XV)


Pátio Interior

11 Fui à Beira do Mar / José Afonso (1929-1987)

12 Everybody sings Freedom (Espiritual Negro) / anónimo

Wednesday, April 9, 2008

ARS MUSICA (40): Ars Integrata Ensemble no Palácio Foz (II)


Final do concerto no Palácio Foz / Foto original de Lourdes Calmeiro (arr. DZ)



Ars Integrata Ensemble agradece:

- à Dr.ª Teresa Ribeiro, Directora do Gabinete para os Meios de Comunicação Social, ao Dr. João Paulo Palha, subdirector da mesma instituição, e à Dr.ª Anabela Baptista, responsável pela programação cultural do Palácio Foz, a confiança depositada e todo o apoio prestado para a apresentação do espectáculo “Prima la musica, poi le parole?”, e bem assim aos respectivos colaboradores, que dum modo ou de outro contribuiram para que tudo decorresse da melhor forma;

- ao distinto público, que encheu por completo a lindissima Sala dos Espelhos do Palácio Foz no passado domingo 6 de Abril de 2008, e ao seu caloroso e gratificante aplauso, poderoso estímulo para continuar.

Bem hajam!

E solicita a quantos registaram imagens do evento o envio de outras fotografias (e/ou registos vídeo) do mesmo através do e-mail arsintegrata@gmail.com, ou outra forma a combinar, caso as queira(m) e possa(m) disponibilizar para o nosso "arquivo histórico".

Entretanto, podem visualizar algumas imagens do concerto no site do fotógrafo Dionísio Leitão, a quem também desde já agradecemos a reportagem fotográfica que realizou por iniciativa própria.

Thursday, March 27, 2008

ARS MUSICA (39): Ars Integrata Ensemble ao vivo no Palácio Foz


«Prima la musica, poi le parole?»
Um recital poético-musical

pelo Ars Integrata Ensemble



Dia 6 de Abril de 2008, pelas 16h, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz (Praça dos Restauradores em Lisboa) - Espectáculo com Entrada Livre limitada à lotação da sala.

ARS INTEGRATA ENSEMBLE
David Zink (Direcção artística, piano e sintetizadores)
Jorge Castro (Poeta e diseur)
Júlia Lello (Poeta e diseur)
Sofia Sylva (Bailarina e coreógrafa)
CORELIS – Coro da Relação de Lisboa. Victor Roque Amaro (Maestro)

PROGRAMA

Oi Me Lasso – Laudario di Cortona, sécs. XII-XIII
CORELIS - Coro da Relação de Lisboa
David Zink (baixo)
Victor Roque Amaro, maestro

Acerca da essencial e discreta diferença
Júlia Lello (poema e voz), David Zink (música - piano)

Ad Præsente Deo
Júlia Lello (poema e voz), David Zink (música - sintetizadores)

E Porque O Culto
Júlia Lello (poema e voz), David Zink (música – piano e sintetizadores)

Yo Me Soy La Morenica (villancico) - anón., séc. XVI
CORELIS - Coro da Relação de Lisboa
Filomena Lima (mezzo-soprano), Maria Helena António (soprano)
Victor Roque Amaro, maestro

Libera Voce
David Zink (improvisação em piano acústico)

INTERVALO

Puestos Están Frente A Frente (romance) – anón., 1580
CORELIS - Coro da Relação de Lisboa
Adelino Lopes(barítono), Carlos Lobo (baixo)
Victor Roque Amaro, maestro

Sphera Mundi (“poema sinfónico”)
David Zink (música - sintetizadores)

Da Ciencia e da Arte
Jorge Castro (poema e voz), David Zink (música - sintetizadores)

Falas de Amor
Jorge Castro (poema e voz), David Zink (música - sintetizadores)

Canção de Embalar
Jorge Castro (poema e voz), David Zink (piano), Sofia Sylva (bailarina-coreógrafa)

Ostinato Dansabile
David Zink (música - piano), Sofia Sylva (bailarina-coreógrafa)

Chi la gagliarda (dança) - Baldassare Donato, c.1530-1603
CORELIS. Victor Roque Amaro, maestro


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ARS INTEGRATA é um ensemble fundado por David Zink, que protagoniza um projecto assente na criação artística multidisciplinar, e na compatibilização estilística entre vários géneros e formas artísticas, eruditas e populares, integrando tradição e vanguarda, formalismo e improvisação.
Contacto: arsintegrata@gmail.com

David Zink, direcção artística, piano e sintetizadores
Ecléctico por formação e temperamento, no plano musical embora particularmente dedicado aos instrumentos electrónicos, sem esquecer a formação inicial nas classes de guitarra e piano do Conservatório Nacional, assume-se como multi-instrumentista semi-autodidacta, com influências polissémicas recolhidas nos universos barroco, romântico e impressionista, mas também na avant-garde, no jazz, na pop e no rock criativos. No final de 2006, fundou o ensemble Ars Integrata, retomando um conceito de ligação não subjugada entre poesia e música (indissociáveis na matriz greco-latina), que desenvolvera durante os anos 1990-92 com Natália Correia (1923-1993) e outros poetas da sua tertúlia (entre os quais Júlia Lello), mas alargando-o a outras formas de arte.

Jorge Castro, poeta e diseur
Nasceu no Porto, em 1952. É colaborador do IELT (Instituto de Estudos de Literatura Tradicional). Participa desde 2002 em inúmeras sessões de poesia por todo o país e, desde 2005 é organizador e dinamizador das sessões Noites Com Poemas (Biblioteca Mun. de Cascais). Colaborador regular da revista mensal Perspectiva (distr. aos sábados com o jornal O Público). Administrador do blog Sete Mares.
Obras publicadas: - Contra a Corrente - Poemas que eu digo (ed. aut., 2005); - Edições da «Apenas Livros»: Sopa de Pedras (4ª ed., 2003); Odes no Brejo e Alguns Pecados (2ª ed., 2005); Coisadas (2006); Havia Trigo (2006); Auto das Danações (2007); Poemas de Menagem (2008). - Obras colectivas (na A.L.): Inês-Pedro-Amor-Paixão (2005); A Poesia nos Blogs (2006); Escrever É Um Lugar Tão Perto : poemas, contos e memórias, vols. I e II (2006); idem, vols. III e IV (2007).

Júlia Lello, poeta e diseur
Licenciada em Filologia Românica e Mestre em Literatura e Cultura Portuguesas, possui ainda o Curso Superior de Teatro da E.S.T.C. É Professora Adjunta da Escola Superior de Educação de Lisboa, sendo coordenadora da Área de Expressão Dramática.
Obras publicadas - Poesia: Alguns Textos de Amor (ed. aut., 1982); Textos de Privação (ed. aut., 1984); Textos Pretextuais (Europress, 1991); representada nas antologias: O Lobo (Hugin, 2002), Antologia Poética - Inês de Castro (ACD: AADPDI, 2005) e Pedro/Inês/Amor/Paixão (E Etc., 2005). Novela - Amores de Príncipe (Lua Cheia, 1990). Ensaio: O Concerto, ou O triunfo da Música (Teatro, 1999). Virgínia Victorino e a vocação do Teatro (ESTC, 2005).

Sofia Sylva, bailarina
Tem apenas 15 anos e frequenta o 7.º grau do Curso de Dança do Conservatório Nacional, mas participou já em realizações emblemáticas da Companhia Nacional de Bailado, como o “O Lago dos Cisnes” e “O Quebra-Nozes”. Dos diversos palcos onde actuou salientam-se: Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Camões, Centro de Congressos de Lisboa, Culturgest, Centro de Artes Belgais, etc. Além do repertório clássico abraça também a dança moderna, incluindo sapateado, Tai-chi, Hip-Hop, Modern Jazz, etc.

CORELIS - Coro da Relação de Lisboa
Nasceu em 1993 no Tribunal da Relação de Lisboa, mas integra actualmente não apenas magistrados e funcionários judiciais, como outros quadros da administração pública e advogados. Desde Outubro de 2007, é seu maestro titular Victor Roque Amaro. Realizou mais 70 concertos, sendo frequente a sua participação em cerimónias oficiais, mas também tem actuado em conhecidos palcos como os da Sociedade de Geografia, Museu do Traje, Palácio da Independência, Mosteiro dos Jerónimos, Sé de Lisboa, entre outros. No ano de 2002 lançou, no Fórum Lisboa, o seu primeiro CD - Acordes e Acórdãos. Em Janeiro de 2007, aceitou o convite de David Zink para integrar o projecto multidiscipinar Ars Integrata, com o qual actuou na Culturgest.
Victor Roque Amaro, maestro
O seu percurso musical como intérprete, investigador e de direcção está ligado sobretudo à musica vocal, mas também à instrumental renascentista e barroca. Nesse contexto, vem dirigindo qualificados grupos corais como o Coral Vértice (constituído por membros do Coro Gulbenkian, a que pertenceu), até 2001, o Concertus Antiquus, grupo vocal e instrumental de Música Antiga, o Coro Dom Luis I (fundado no âmbito da sua investigação no Palácio da Ajuda), com os quais participou em diversos festivais no País e no Estrangeiro (França, 1995 e Itália, 1998) e gravou alguns CDs. Em 2005, foi o Director Artístico convidado do último Festival dos Capuchos (Almada). Dirige o Corelis, desde Outubro de 2007.

Thursday, March 20, 2008

ARS MUSICA (38): O Operário em Construção ou o construtor de óperas curtas ao vivo no Teatro de S. Luís!


ÓPERA EM CRIAÇÃO NO TEATRO DE S. LUÍS
novos compositores portugueses em concurso


Dias 25 e 26 de Março, às 21h00, no belissimo (e ao abrigo das noites frias) "Jardim de Inverno" do Teatro Municipal de S. Luiz, em Lisboa, haverá oportunidade (rara e por isso a não perder) de ouvir obras de novos compositores portugueses em concurso, que irão ser tocadas pela Orquestra Sinfónica Juvenil, sob a direcção de Christopher Bochmann.
Entrada Livre!

ÓPERAS CURTAS
25 E 26 MARÇO TERÇA E QUARTA ÀS 21HOO
JARDIM DE INVERNO Teatro Municipal de São Luiz

Esta á a segunda edição do Concurso Ópera em Criação, destinado a promover a criação de ópera em português por jovens compositores portugueses ou residentes em Portugal. Trata-se de um concurso bienal que tem como fase final para a decisão do vencedor a montagem e apresentação ao público de um programa em estreia de óperas curtas, criadas durante o concurso, encenadas por Paulo Matos e dirigidas por Christopher Bochmann à frente da Orquestra Sinfónica Juvenil.
O Júri será composto por: Christopher Bochmann, Carlos Marecos, João Madureira, Paulo Matos, Helena Barbas, representantes do São Luiz Teatro Municipal, Teatro Nacional de São Carlos e duas outras personalidades do mundo da música a designar.

PROGRAMA
O CASAMENTO DO DIABO
Música de Rafael Fraga. Libreto de Nuno Júdice
Com João Merino (baixo), Marco Alves dos Santos (tenor) e Inês Madeira (mezzo-soprano)
Sinopse: Um encontro entre o Diabo, D. João e Dona Elvira num espaço imaginário de romance, onde o amor desta se divide entre os dois como sendo ambos a face dum mesmo pacto maléfico.

AS DUAS MULHERES DE SIGMUND FREUD
Música de Hugo Ribeiro. Libreto de Armando Nascimento Rosa
Com Margarida Marecos (soprano) e Nataša Šibalić (soprano)
Sinopse: Assistimos ao encontro entre a mulher de Freud e a irmã dela, anos depois de falecerem, aquando da vinda a público da notícia de que Freud teria sido amante da irmã. Lamentam-se ambas desta vergonha pública e histórica, mas acabam a snifar as cinzas do seu defunto amante.

A CHORONA
Música de Manuel Durão. Libreto de Jorge Vaz Nande
Com Fernando Guimarães (tenor), Inês Madeira (mezzo-soprano) e João Merino (baixo)
Sinopse: Uma mulher vê-se assediada por dois marialvas que lhe oferecem flores. Recusa e chora lamentando-se até que acaba por sair dali. Os dois lamentam-se da má escolha de um cemitério para tentarem a sedução.

MUDOS
Música de Gonçalo Gato. Libreto de Vasco Gato
Com Nataša Šibalić (soprano) e Marco Alves dos Santos (tenor)
Sinopse: Diálogo entre dois seres, homem e mulher, sobre a incomunicabilidade das suas existências

ALFA
Música de Luís Soldado. Libreto de Rui Zink
Com João Merino (baixo), Margarida Marecos (soprano) e Fernando Guimarães (tenor)
Sinopse: Cena dentro de um Alfa entre Lisboa e Porto com carteirista apanhado, funcionária de bar sedutora e cobrador vendido. Tudo muda quando o comboio se vê parado por causa de um suicídio.

A palavra ao júri e... ao público! Ars Integrata recomenda vivamente!

Monday, March 17, 2008

ARS MUSICA (37): 11.º Encontro Internacional de Clarinetes em Lisboa


11th Lisbon Internacional Clarinet Meeting (Palácio Foz)

Durante 5 dias, de 16 a 20 de Março, o Palácio Foz (Praça dos Restauradores, em Lisboa) irá ser palco de um autêntico "festival" de clarinetes, incluindo a realização de masterclasses para formandos que se queiram aperfeiçoar, mas também 2 exposições, 1 conferência e 3 recitais para o público em geral que queira aferir o estado da arte, e deleitar-se com obras significativas do reportório deste instrumento.

O Clarinete (cujo antepassado, o chalumeau, ou charamela em português, já deixara a sua inconfundível marca na música de Telemann) e que, sendo timbre da "escola" de Mannheim - e que Carl Stamitz (1745-1801), um dos seus lídimos representantes, enfatizou ao escrever 10 belissimos concertos para este instrumento, evidenciando o seu potencial solista do qual se apercebera através da privação com o virtuoso Johann Joseph Beer (1744-1811), considerado o fundador da escola de clarinete na Alemanha -, seduziu W. A. Mozart (a ponto de este financiar do seu próprio bolso o desenvolvimento de melhorias técnicas, por intermédio do seu amigo de infância Anton Stadler, além de lhe dedicar algumas das páginas mais sublimes enquanto compositor), logo seguido por Beethoven, Brahms, Crusell, Sphor, Weber, entre muitos outros, e chegando aos compositores contemporâneos como Malcolm Arnold, Luciano Berio, Leonard Bernstein, John Corigliano, K. Penderecki, K. Stockhausen, Strawinsky, etc., para já não falar da música popular (sendo mesmo preponderante na balcânica e na Klezmer judaica) e no jazz que o adoptou como um dos seus instrumentos de referência (nele sobressaindo nomes como os de Sydney Bechet, Barney Bigard, Benny Goodman, Buddy de Franco, Rolf Khün, Michel Portal, Louis Sclavis, Eddy Daniels, Don Byron, etc.).

E importa ter presente que Portugal é um viveiro de excelentes clarinetistas, alguns internacionalmente consagrados como os decanos António Saiote e Manuel Jerónimo (Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, OCLA), mas também de gerações mais novas como António Rosa, Carlos Alves, Iva Barbosa, Joaquim Ribeiro, José Miguel Conde, Luís Carvalho, Nuno Gonçalves (também compositor de mérito com aproximação ao jazz, na linha de Carla Bley), Susana Antunes (excelente pedagoga) e muitos outros.


PROGRAMA para o público em geral. Entrada livre.

Dia 17, pelas 19h30m – Obras de André Messager, Claude Debussy, Pierre Boulez e Francis Poulenc
Intérpretes: Jérôme Verhæghe (clarinete), Aniko Harangi (piano)
(v. detalhes em: http://www.ics.pt/GMCS/eventos/prg_17032008.pdf )

Dia 18
- 15h – Conferência por Sérgio Gerez, técnico da firma Selmer (célebre fabricante de clarinetes)
- 18h – Obras de J.S. Bach, Johannes Brahms, Ferrucio Busoni, Ramon Carnicer, F. V. Krommer, Johann Wenzel Kalliwoda, Astor Piazzolla e Franz Schubert
Intérpretes: Lisbon Clarinet Choir (orquestra de clarinetes), Josep Fuster (clarinete), Rodovan Cavallin (clarinete), Aniko Harangi (piano)
(v. detalhes em: http://www.ics.pt/GMCS/eventos/prg_18032008.pdf )

Dia 19, pelas 21h – Obras de Carl Maria von Weber, Gabriel Pierné, Claude Debussy, Francis Poulenc, Olivier Messiaen e Luigi Bassi
Intérpretes: Clarinetissimo Ensemble (orquestra de clarinetes), Pascual Martinez (clarinete), Gema Nieto (piano)
(v. detalhes em:
http://www.ics.pt/GMCS/eventos/prg_19032008.pdf)

Monday, March 10, 2008

ARS MUSICA (36) : Concurso A. Capela



Concurso Capela em 2.ª edição


Irá decorrer entre 10 e 18 de Maio, em Lisboa, a 2.ª edição do Concurso A. Capela, destinado a premiar jovens violinistas até aos 17 anos de idade. As inscrições estão abertas, e recomendamos a todos os praticantes da arte do violino que se inscrevam , independentemente de aspirarem ou não a um lugar no podium (aliás é sabido que em matéria de concursos, nem sempre são os melhores que vencem), porque se aprende sempre bastante em eventos desta natureza e se ganha a experiência de enfrentar um júri. As provas iniciais decorrerão no CCB, durante o fim-de-semana de 10 e 11, e a final terá lugar no Teatro de S. Carlos, no dia 18.

Como já dissemos por ocasião da 1.ª edição, recomendamos também a comparência a todos os melómanos e aos simples apreciadores de música, pois "será uma óptima oportunidade para avaliar o estado da arte do ensino e prática do violino em Portugal, e conhecer de perto as melhores promessas de futuro deste instrumento entre nós, que nos últimos anos tem conhecido um incremento sem precedentes".

Sunday, February 24, 2008

ARS MUSICA (35): Konzert in der fabrik


Concerto de Violino e Piano


FÁBRICA Braço de Prata
(v. http://www.bracodeprata.org/ )
6.ª feira, dia 29 de Fevereiro de 2008, 23 h


Miguel Lello Simões - Violino Eunice Sousa Bento - Piano
1.º Prémio do Concurso Tomás Borba (2000)


PROGRAMA

J. S. BACH - Sonata em Sol menor BWV 1001
Adagio
Fuga

A. VIVALDI - AS QUATRO ESTAÇÕES - Concerto em Fá menor- Inverno
Allegro non molto
Largo
Allegro

W. A. MOZART - Concerto em Lá maior K 219
Rondo (Tempo di Menuetto)

F. MENDELSHON-BARTHOLDY - Concerto em Mi menor, Op.64
Allegro molto apassionato
Andante
Allegretto non troppo – Allegro molto vivace

Wednesday, February 20, 2008

ARS MUSICA (34) : Central Eléctrica de Música


OSJ at Central Tejo Museum (2008) / [design] David Zink


OSJ na Central Tejo / Museu da Electricidade


Domingo, dia 24, pelas 17 h, nas insólitas quanto belas instalações da antiga Central Tejo, hoje Museu da Electricidade, terá lugar um concerto da Orquesta Sinfónica Juvenil, por ocasião da cerimónia de entrega das bolsas e prémios da Fundação EDP, a alguns dos seus membros, que irão brindar o público na qualidade de solistas, executando alguns trechos de conhecidas obras do reportório romântico virtuosístico. A entrada é livre, graças ao patrocínio da EDP.


PROGRAMA

Cerimónia de entrega das Bolsas Fundação E.D.P. – O.S.J.
- Abertura da ópera “Fidelio”, Op. 72 / de Ludwig van Beethoven (1770–1827)
- Concerto para violino em mi menor, Op.64 : Allegro, molto apassionato / de Félix Mendelssohn-Bartholdy (1809–1847)
- Concerto para violino em ré maior, Op. 35 : Allegro moderato / de PeterTschaikovsky (1840–1893)

Cerimónia de entrega do Prémio E.D.P. Novos Artistas
Abertura da ópera “La Forza del Destino” / de Giuseppe Verdi(1813–1901)

Orquestra Sinfónica Juvenil

Solistas: Joana Dias, Daniel Biolito (violino)
Direcção: Christopher Bochmann



Sunday, February 17, 2008

ARS MUSICA (33) : Música das Descobertas


Bastião, Bastião



A propósito do lançamento do livro A Idade da Sageza em Rioseco”, de Mestre Maria do Céu Gomes, que terá lugar no Instituto Camões, dia 19 de Fevereiro de 2008, pelas 18.30 horas, o Corelis marca presença no evento com um reportório inspirado pelo mesmo: Música da largada das naus, da saudade e das perplexidades nas margens do(s) outro(s) lado(s) do mar e a festa do regresso.


Programa
:

Meus olhos van per la mare………………………………Anónimo (séc. XV)

Porque me não vês Joana (Vilancico).…Cancioneiro Musical de Elvas (sécs. XV-XVI)

Yo me soy la morenica (Villancico)..…….……………..….Anónimo (séc. XVI)

Puestos están frente a frente (Romance)…........................Anónimo (1580)

Bastião, Bastião (Vilancico)…..……………………...Anónimo angolano (1643)

Cumbées (dança)…..……………...…..…..…….Anónimo negro (séc. XVI/XVII)

Everybody sing Freedom….........................................……Espiritual Negro

t= circa 20`

Corelis - Coro da Relação de Lisboa
Victor Roque Amaro, maestro

Saturday, February 9, 2008

ARS MUSICA (32) : Musica Antiqua, Juventus Musicus



Recital de Violino e Piano


Dia 12 de Fevereiro, pelas 18h30, no Palácio Foz (Praça dos Restauradores, Lisboa) - Duas jovens promessas da música clássica em Portugal, Matilde Loureiro e Taissa Cunha (respectivamente, aluna e filha do violinista Luís Cunha, professor no Conservatório de Lisboa, formado no famoso Conservatório de Moscovo) apresentam-se em recital de violino e piano, com um radioso programa que bem permititá aquilatar o gabarito das duas jovens (2 bons exemplos da qualidade do ensino naquela que é ainda a mais prestigiada instituição musical nacional). Entrada livre (circunscrita à lotação da palaciana sala).


Programa

TARTINI, Giuseppe (Pisaro, 1692 – Pádua, 1770)
Sonata “La Didona Abandonata”, em sol menor, op. 1, nº X, para violino e piano
(Andante doloroso - Presto non troppo - Largo - Allegro comodo)

BACH, Johann Sebastian (Eisenach, 1685 - Leipzig, 1750)
Partita nº II, em ré menor, BWV 1004, para violino solo
(Sarabanda - Giga)


BÉRIOT, Charles Auguste de
(Louvain, 1802 – Bruxelas, 1870)
Scénes de Ballet, op. 100, para violino e piano

Intervalo

RACHMANINOV, Sergei (Oneg, 1873 – Beverley Hills, 1943)
Etude-tableau”, op. 33, nº 7, em sol m, para piano solo

SZYMANOWSKI, Karol (Tymoszowka,1882 – Lausanne, 1937)
“Elegia” op. 3, nº 1 das “Peças Fantasia”, para piano solo
La Fontaine d’ Arethuse”, de “Mythes”, op. 30, nº 1, para violino e piano

BÀRTÓK, Bela (Nagyszentmiklós, 1881– New York, 1945)
“Danças Romenas ”, Op. 17, para violino e piano (transcrição de Z. Szekely)
(Jocul cu Bata, Braul, Pe Loc, Buciumeana, Poarga Romaneasca, Manuntelul I e II)

SARASATE, Pablo de (Pamplona, 1844 – Biarritz, 1908)
Navarra“, Op. 33, para dois violinos e piano

MATILDE LOUREIRO, violino
TAÍSSA POLIAKOVA CUNHA, piano

LUÍS PACHECO CUNHA, violino (in "Navarra")



Saturday, January 26, 2008

ARS CURATOR (1) : Tenebrae Tempus


Da Idade das Trevas

Ars Musica 2U não é uma organização política nem pretende sê-lo, no entanto face à gravidade de uma medida tão atentatória da qualidade da educação musical em Portugal no domínio do ensino público (e sendo que só este pode proporcionar a democraticidade do ensino, isto é o acesso a todos os que tenham potencial artístico, independentemente do seu estatuto sócio-económico), revê-se no clamor de indignação da maioria dos músicos e melómanos socialmente empenhados e não pode deixar de se associar ao coro de protestos que percorre todo o país e já atravessa fronteiras.


Assim, transcrevemos o comunicado que nos chegou à redacção:

«A reforma do ensino artístico, proposta pelo Ministério da Educação (ME), será concretizada dentro de dias. Esta reforma assenta, grosso modo, em dois pontos fundamentais, dos quais tentarei fazer um breve resumo:


1.
Fim dos cursos de iniciação musical nos conservatórios, sendo estes substituídos por Actividades de Enriquecimento Curricular na escola primária.

Hoje, uma criança dos 6 aos 9 anos pode frequentar um curso de iniciação musical. No caso da Escola de Música do Conservatório Nacional, são proporcionadas às crianças 6 horas de aulas semanais repartidas pelas disciplinas de Formação Musical, Instrumento, Coro e Expressão Dramática.

No seu lugar o ME propõe Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) que, nas expectativas mais optimistas, corresponderão a umas pálidas 2 horas semanais de música, ocupadas sabe-se lá por que disciplinas, com que conteúdos e com que meios, já que serão necessárias instalações que se ajustem a este ensino específico.

A crer que haverá sequer a disciplina de instrumento, esta será ministrada possivelmente apenas em aulas colectivas. A julgar pela experiência passada, os "professores" destas aulas de AEC não têm qualquer tipo de competências para as leccionar.

Obviamente que esta é uma oferta duvidosa e qualitativamente muito inferior à que temos hoje.


2. Fim dos regimes de frequência supletivo e articulado.

Actualmente os alunos podem optar entre 3 formas diferentes de frequentar um conservatório:

- Regime supletivo: o aluno pode frequentar, paralelamente, as disciplinas de música e do ensino convencional;
- Regime articulado: o aluno substitui parte das disciplinas do ensino convencional por disciplinas de música, frequentando a escola convencional e a de música;
- Regime integrado: de características idênticas ao regime articulado, distingue-se deste último pelo facto de todas as aulas serem ministradas na escola de ensino especializado.

O ministério pretende que a única "opção" passe a ser o regime integrado. Apenas 3% dos alunos de música frequentam este ensino, desprezando o ME os restantes 97%.

Quem optar por estudar música no futuro estará impedido de fugir à pobreza intelectual do plano de estudos que as palas do ministério lhe impõe. Isto é especialmente verdade no ensino secundário, em que o aluno partilha apenas as disciplinas de Português, Língua Estrangeira, Introdução à Filosofia e Educação Física, com os alunos do ensino convencional.

Instituições emblemáticas da cultura e educação nacionais, como o Conservatório Nacional, arriscam-se a desaparecer, perante redução tão drástica do seu número de alunos.

Por fim, estas medidas afectam não apenas os 6 conservatórios públicos do país, mas também os restantes 79 privados, prevendo-se um significativo aumento das suas propinas face aos cortes de financiamento do estado.

Caso queiram conhecer melhor este assunto para além deste pequeno resumo, convido-vos a lerem um texto, em que tentei explicar de uma forma clara e mais completa o que está em jogo, no endereçohttp://episema.blogspot.com/search/label/Reforma%20Ensino%20Artístico.

Peço-vos ainda que, caso não estejam de acordo com esta reforma, reenviem este email ao maior número de pessoas possível e que assinem as 2 petições on-line:
- http://www.PetitionOnline.com/CFEEMP/petition.html (endereçada ao Ministério da Educação);
- http://www.petitiononline.com/prpm/petition.html (endereçada ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da República)

Estranha democracia esta que tem no seu ministério da educação a ideia de que restringir opções é uma melhor escolha.

Pelas actuais e futuras gerações, não se resignem!
Miguel Silva»

Monday, January 21, 2008

ARS MUSICA (31) : Orchestra allo Pallazzo Musicale


OSJ
em concerto no PALÁCIO FOZ



No próximo Domingo, dia 27 de Janeiro de 2008, pelas 18h00, no Palácio Foz (Praça dos Restauradores, em Lisboa; metro: Restauradores), a Orquestra Sinfónica Juvenil realiza um concerto com solistas recentemente premiados, que nos apraz recomendar. Graças aos seus patrocinadores, a entrada é livre (pelo que convém chegar um pouco antes da hora marcada).

Programa:
- BEETHOVEN, Ludwig van (1770-1827) – Abertura da ópera “Fidelio”, Op. 72
- BACH, Johann Sebastián (1685-1750) – Duplo Concerto em ré menor, BWV 1043 (solistas: Hugo Bastos e João Andrade, violinos)
- HOFFMEISTER, Franz Anton (1754-1812) – Concerto para viola e orquestra (solista: Kátia Santandreu)
- TSCHAIKOVSKY, Piotr Ilyich (1840-1893) – Sinfonia nº. 5, em mi menor, Op. 64
- SIBELIUS, Jean (1865-1957) – O Cisne de Tuonela
- VERDI, Giuseppe (1813-1901) – Abertura da ópera “La Forza del Destino”

Orquestra Sinfónica Juvenil
Solistas:
Hugo Bastos, violino
João Andrade, violino
Kátia Santandreu, viola
Direcção: Christopher Bochmann
http://www.sinfonica-juvenil.com/

Tuesday, December 18, 2007

ARS MUSICA (30) : Corelis at the Wolf's cavern



CORELIS EM CONCERTO DE NATAL NO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

Christmas in Paradise (2007) / David Zink


Depois do grande sucesso no auditório da Ordem dos Advogados (e que bem que estes dançaram a Galliarda), reputado coro CORELIS, irá proporcionar-nos mais um concerto na 4.ª feira, dia 19 de Dezembro, pelas 16h30 - desta feita promovido pelo Ministério das Finanças e da Administração Pública, o qual terá lugar nas suas instalações a meio da Ala Oriental da Praça do Comércio, em Lisboa (no salão da antiga Junta do Crédito Público), ou seja no «covil do lobo» (lobo mau, ou lobo bom, cabe a cada um ajuizar).


Esperemos que a bela música e o espírito natalício contribuam para que as "garras do fisco" não nos magoem tanto no próximo ano e apontem na direcção certa daqueles que ainda lhes conseguem escapar).

Friday, December 14, 2007

ARS MUSICA (29) : Forever Christmas


CONCERTO DE NATAL na Igreja de S. Domingos


The violinist crib (2007) / David Zink


No próximo Domingo, pelas 16h, na Igreja de S. Domingos, em Lisboa (junto ao Teatro de D. Maria II, no Rossio), Os Violinhos irão brindar-nos com mais um grandioso Concerto de Natal (recordamos o êxito de anteriores concertos dedicados a esta quadra natalícia, no Mosteiro dos Jerónimos, na Basílica da Estrela, etc.).
Entrada livre
(aconselhamos a chegar 1/2h mais cedo)

Programa
:
- Gavotte / J. S. Bach (1685-1750)
- Meditation [da ópera Thaïs] / J. Massenet (1842-1912)
- Concerto per quattro Violini, archi e cembalo in la minore [Concerto para quatro Violinos em Lá menor], Op.3 nº 8 [de L’Estro Armonico, RV 522] : Allegro / Antonio Vivaldi(1678-1741)
- Aria aus Orchestersuite nr. 3 D-dur [Ária da Suite no.3 em Ré Maior], BWV 1068 / J. S. Bach (1685-1750)
- Doppelkonzer für zwei Violinen d-moll [Concerto para dois Violinos em ré menor], BWV 1043 : Vivace / J. S. Bach (1685-1750)
- Sonate für violine und basso continuo F-dur [Sonata nº 3 em Fá maior], op. 1, nr. 12 : II. Allegro / Georg Friedrich Händel (1685-1759)
- The Sound of Music [Música no Coração] : main theme / música: Richard Rodgers (1902-1979), lírica: Oscar Hammerstein II (1895-1960)
- Panis Angelicus / César Franck (1822-1890)
- Have Yourself a Merry Little Christmas / Hugh Martin (1914-)
- White Christmas / Irving Berlin (1888-1989)
- Adeste Fideles / música de John Francis Wade (1711-1786), baseado em texto anterior de autoria desconhecida, apesar de ultimamente circular que seria de D. João IV de Portugal (v. http://en.wikipedia.org/wiki/Adeste_Fideles).
- Edelweiss [da banda sonora do filme Música no Coração] / Richard Rodgers (1685-1759)
- Medley de Natal (Vários): Natal de ElvasGloriaNoite FelizThe First Noёl


Natal assim é bom viver!

Wednesday, December 12, 2007

ARS MUSICA (28) : Opera Prima, Gala Septima

7.ª GALA DE ÓPERA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA


Sábado, dia 15 de Dezembro de 2007, pelas 21.30 h, na Aula Magna terá lugar a 7.ª Gala de Ópera da Universidade de Lisboa, acontecimento anual que tem obtido grande êxito junto do público que tem vindo a esgotar a lotação da sala nas suas sucessivas edições.
Revelamos desde já o programa deste ano:

1ªParte

Verdi, Giuseppe (1813 – 1901)

La Forza del Destino : Abertura
Nabucco : Coro dos escravos hebreus
Il Trovatore : Stride la Vampa - cena e dueto / Laryssa Saveschenko (Azucena) e José Manuel Araújo (Manrico)

Wagner, Richard (1813 – 1883)
- Lohengrin : Prelúdio do 3º Acto - Treulich gefürt ziehet dahin

2ª Parte

Verdi, Giuseppe (1813 – 1901)
La traviata : Invitato a qui seguirmi, … / Elvira Ferreira (Violetta Valery), João Queirós (Alfredo Germont) e Armando Possante (Giorgio Germont)

Rossini, Gioachino (1792 – 1868)
Il barbiere di Siviglia
- Abertura
- Una voce poco fa / Sandra Medeiros (Rosina)
- Largo al factotum / Armando Possante (Figaro)
- Dunque io son... tu non m’inganni?

Wagner, Richard (1813 – 1883)
Tannhäuser : Freudig begrüssen wir die edle Halle

Elvira Ferreira (soprano), Sandra Medeiros ( soprano), Laryssa Savechenko (mezzo-soprano), José Manuel Araújo (tenor), João Queirós (tenor), Armando Possante (barítono)
ORQUESTRA SINFÓNICA JUVENIL
Coros da Universidade de Lisboa, Coral de Linda-a-Velha, Coro do Instituto Gregoriano
Direcção: Christopher Bochmann



Monday, December 10, 2007

ARS MUSICA (27) : CRAMOL Portugalliae Monumenta Vox


"Vozes de Nós", novo CD do CRAMOL


Ars Musica 2U (leia-se to you) estende a todos os nossos leitores o convite que nos foi endereçado (e, por conseguinte, a todos vós) para o lançamento do último CD do CRAMOL - coro feminino cujo trabalho assenta na divulgação das polifonias tradicionais portuguesas (dando voz ao trabalho de pesquisa e registo efectuado por Fernando Lopes Graça e Michel Giacometti).

O acto de lançamento que terá lugar dia 12 de Dezembro, pelas 19 horas, no Lagar do Azeite (local de gravação), em Oeiras (na Rua do Aqueduto, entre a Câmara Municipal e o Centro de Saúde, frente à Estação Agronómica, muito perto da Estação de comboios), contará com uma actuação a capella, a que se seguirá um beberete de convívio.

Ars Musica 2U já teve o privilégio de ouvir o presente trabalho discográfico e considera-o desde já um dos mais importantes discos da música portuguesa dos últimos anos. Note-se que se trata de um duplo CD de produção própria, sob a sábia orientação do actual maestro do coral, Eduardo Paes Mamede (sendo a gravação bastante cuidada, muito superior ao disco precedente) que mercê de oportunos patrocínios do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional e da Fundação para a Ciência e Tecnologia (alô Ministério da Cultura onde estás?) será comercializado a um preço bastante módico (na sessão do lançamento será ainda mais reduzido), sendo a distribuição da Ocarina (v. http://www.ocarina-music.pt/).

Um único reparo: a capa, não sendo inestética e procurando estar de acordo com alguma simbologia cramoliana é pouco apelativa (a provar que nestas coisas não basta o trabalho do designer, por muito excelente que possa ser, mas é também necessário o contributo do marketing visual) - como defendiam os dadaístas (1916-), torna-se necessário "épater le bourgeois" para que este "pare, escute e olhe", e... compre um disco que é em todos os títulos excelente, daqueles que se devem preservar como se se tratasse de um pequeno tesouro que efectivamente é!).


A adquirir com carácter de urgência! (óptima prenda de Natal)



Sunday, December 9, 2007

ARSMUSICA (26) : CORELIS Advocatio Vox Humana


CORELIS em concerto pelos DIREITOS HUMANOS


Dia 10 de Dezembro, pelas 18h30, a Ordem dos Advogados assinala o Dia Internacional dos Direitos Humanos (por ocasião do 59.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem) com uma sessão solene que terá lugar na sua sede (Largo de S. Domingos, 14 - Lisboa), a qual irá contar com uma actuação ao vivo do CORELIS - Coro da Relação de Lisboa, iustus palatinus que por honoris causa se associou a essa comemoração com um programa especialmente dedicado.

PROGRAMA

VOX HUMANA
(a voz humana ao longo dos séculos XII-XX)

Oi me lasso....................... Anónimo – Laudario di Cortona (séc. XII-XIII)

Cuncti simus concanentes.......Llibre Vermell de Montserrat (séc. XIII-XIV)

Yo me soy la morenica (Villancico)..............................Anónimo (séc. XVI)

Hanacpachap Cuissinin..................................Anónimo «quechua» (1631)
.......................................................................Rec. J. Perez Bocanegra

Puestos están frente a frente (Romance)..........................Anónimo (1580)

Natal (de Elvas)...…………….....Mário de Sampayo Ribeiro (1898-1966)

Entrai pastores, entrai ……………..(tradicional do Alentejo - Peroguarda)

Chi la gagliarda (dança).........................Baldassare Donato(c.1530-1603)

Free at last..............................................Espiritual Negro (t= circa s. 20)

CORELIS - Coro da Relação de Lisboa
Victor Roque Amaro, maestro

OA - Ordem dos Advogados
Largo de São Domingos, 14 - 1º - 1169-060 Lisboa
website: http://www.oa.pt/

Tuesday, December 4, 2007

ARS MUSICA (25) : Glória de Vivaldi e Coroação de Mozart

CONCERTO CORAL-SINFÓNICO EM S. ROQUE
Orquestra Sinfónica Juvenil
Coro do Instituto Gregoriano de Lisboa



No próximo Sábado, dia 8 de Dezembro, pelas 21 horas, na Igreja de S. Roque (no Largo da Misericórdia, ao Chiado, em Lisboa) – a OSJ irá reeditar, para gaúdio de todos os melómanos e não só, um programa que já realizou anteriormente com grande eficácia e fortes aplausos do público que então assistiu: Gloria, de Vivaldi, e Missa da Coroação, de W.A. Mozart. Trata-se de duas das mais belas obras corais-sinfónicas reveladas à humanidade, missas de poderoso efeito sonoro-teatral, a primeira sendo barroca e a segunda oscilante entre o ornamental rococó e o depurado clacissismo, que não deixam ninguém indiferente pela dinâmica articulação entre solistas, orquestra e coro.


Programa:

1.ª parte

Gloria, in Re maggiore, Kv. 589 / de Antonio VIVALDI (1678-1741)
I - Gloria in excelsis Deo (Chorus)
II - Et in terra pax (Chorus)
III - Laudamus te (Sopranos I and II)
IV - Gratias agimus tibi (Chorus)
V -Propter magnam gloriam (Chorus)
VI - Domine Deus (Soprano)
VII - Domine, Fili unigenite (Chorus)
VIII - Domine Deus, Agnus Dei (Chorus)
IX - Qui tollis peccata mundi (Chorus)
X -Qui sedes ad dexteram Patris (Alto)
XI - Quoniam tu solus sanctus (Chorus)
XII - Cum Sancto Spiritu (Chorus)

Duração: ca 33 m


2.ª parte

Messe in C-dur, K. 317, "Krönungsmesse" [=“Missa da Coroação”] / de Wolfgang Amadeus MOZART (1756-1791)
I- Kyrie (Andante maestoso - Più andante)
II - Gloria (Allegretto con spirito)
III - Credo (Allegro molto - Adagio - Tempo I)
IV - Sanctus (Andante maestoso - Allegro assai)
V - Benedictus (Allegretto - Allegro assai)
VI - Agnus Dei (Andante sostenuto - Allegro con spirito)

Duração: ca 28 m


Intérpretes:

Elvira Ferreira (soprano), Laryssa Savechenko (contralto), José Manuel Araújo (tenor), Armando Possante (barítono)
ORQUESTRA SINFÓNICA JUVENIL
Coro do Instituto Gregoriano de Lisboa
CHRISTOPHER BOCHMANN, maestro

A não perder!

Monday, November 19, 2007

ARS MUSICA (24) : Cramoliando o património musical português


Da nossa voz - polifonias tradicionais femininas: CRAMOL no IFP


Na próxima 6.ª feira, dia 23 de Novembro, pelas 19 horas, o CRAMOL, quanto a nós o melhor coro feminino de música popular portuguesa (MPP), actua no auditório do Instituto Franco-Português, na Av.ª Luís Bívar, 91, em Lisboa (v. http://www.ifp-lisboa.com/), antecipando o lançamento do seu segundo CD em nome próprio (as cramolianas além do seu trabalho a capella, de preservação e recriação do património vocal tradicional português, têm colaborado em inúmeras gravações e em espectáculos de músicos como Amélia Muge, os Gaiteiros de Lisboa, o malogrado José Afonso, Júlio Pereira, os Urban Sax, etc.).

«Um grupo de mulheres canta, muitas das vezes em círculo, polifonias tradicionalmente reservadas ao seu género. Estas mulheres, que partilham a mesma origem urbana, mas que têm profissões e idades muito diversificadas, procuram no seu interior o timbre e a disposição que nasce com cada útero. Esse timbre, por vezes estranho, por vezes estridente, toma diferentes formas não só consoante as regiões do país, mas também conforme a situação em que a canção é evocada, aquilo que conta ou de quem lhe dá voz. Trata-se de uma pesquisa íntima para cada uma destas mulheres, tomada como uma aventura - a aventura de descobrir a essência e a força da sua feminilidade. É afinal uma outra forma de embalar um filho, de se dizer que se está feliz, que se está em sofrimento, que se está apaixonada. O grande desafio é, mais do que reproduzir fielmente os cantos tradicionais de mulheres, enfrentar uma nova disponibilidade da voz e do corpo, recriando uma temporalidade que se julgou perdida nas sociedades de hoje.» (cf. press release do IPF).

Entrada livre. A não perder!
N.R.: O presente concerto terá transmissão directa na Antena 2 da RDP.

Thursday, November 15, 2007

ARS MUSICA (23) : Visions of Cecilia at Queluz Palace


(Ante)Visão de
Santa Cecília com Violin(h)os!*


Ainda neste Sábado, dia 17, sugerimos, para quem estiver na Área de Lisboa, uma deslocação pelas 17h ao Palácio de Queluz, onde Os Violinhos, irão oferecer (in factu, já que desta vez a entrada é livre, o que nem sempre sucede nas suas actuações) certamente uma inolvidável prestação centrada no reportório clássico, do barroco ao romantismo, com aprofundado nível técnico pouco habitual em jovens menores de 18 anos, sem esquecer a emoção que transmitem ao público (e não apenas aos pais babados).

*Espectáculo dedicado, por antecipação, a Santa Cecília, "padroeira dos músicos" , cujo dia no calendário litúrgico é a 22 de Novembro (v. http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Cec%C3%ADlia ).

Programa

- Gavotte / Johann Sebastian Bach (1685-1750)
- Minueto / J. S. Bach
- Ária da Suite em Ré Maior / J. S. Bach
- Concerto para dois Violinos em Ré menor, BWV 1043 - 1.º andamento : allegro moderato / J. S. Bach (1685-1750)
- Polish Dance / E. Severn (1840-1918)
- Czardas / Vittorio Monti (1868-1922)
- Plink, Plank, Plunk / Leroy Anderson (1908-1975)
intervalo
- Meditação, da ópera Thaïs / de Jules Massenet (1842-1912)
- Dança Húngara Nº1 / Johannes Brahms (1833-1897)
- Sonata nº3 em Fá maior, op. 1, n.º 12 (Walsh) - 2.º andamento: Allegro / Georg Friedrich Händel (1685-1759)
- Música no Coração / Richard Rodgers (1902-1979)
- Over the Rainbow / Harold Arlen (1905-1986)
- Orange Blossom Special (1939) / Ervin Rouse and Robert Russell "Chubby" Wise (registada apenas em nome de "Chubby" Wise, cf. http://en.wikipedia.org/wiki/Orange_Blossom_Special )

Wednesday, November 14, 2007

ARS MUSICA (22) : Orquestra Sinfónica Juvenil além Fronteira(s)



OSJ ao vivo em FRONTEIRA


No próximo Sábado, dia 17 de Novembro de 2007, pelas 18h, a OSJ estará na Igreja Matriz de Fronteira a presentear os fronteirenses e todos os que ali se desloquem com mais um excelente concerto. Este insere-se no Âmbito do XI Festival de Música Frei Manuel Cardoso, com o qual o município alentejano do distrito de Portalegre pretende homenagear o grande polifonista do século XVI, o mais célebre, dos seus filhos, inclusive além Fronteira(s).

A Orquestra Sinfónica Juvenil, se outros predicados não tivesse, já mereceria o nosso entusiástico aplauso por levar à prática uma política de descentralização cultural. Com efeito, embora sediada na capital não repousa nos louros alcançados nesta, e tem vindo a realizar concertos pelo país continental e atlântico, a par de outros no estrangeiro, procurando levar a música clássica a lugares onde não era habitual ela ser tocada.

Os habitantes e visitantes de Fronteira certamente irão acorrer em pleno a este concerto, e assim mostrar que o esforço da Orquestra vale a pena, sendo que esta irá dar a conhecer um aliciante itinerário musical que será certamente um marco inesquecível na vida cultural da raiana vila que justamente se orgulha de ter dado à luz um dos maiores compositores portugueses*

Entrada livre.



PROGRAMA


- Abertura “Die Heimkehr aus der Fremde", Op. 89 [= Regresso à Pátria] / de Felix MENDELSSOHN-Bartholdy (1809-1847)


- 3 Préludes [= 3 Prelúdios] / de Claude DEBUSSY (1862-1918 )

- Abertura “Die lustigen Weiber von Windsor** [= As alegres comadres de Windsor] / de Carl OTTO NIKOLAI (1810-1849) ***


- Abertura da ópera “Zampa” / de Ferdinand HÉROLD (1791-1833)


Orquestra Sinfónica Juvenil
Christopher Bochmann, direcção


* É de notar que Frei Manuel Cardoso (1566-1650), além de gravações com destacados intérpretes portugueses, como o coro Eborae Musica, dir. de Pedro Teixeira, o organista Rui Vaz, e outros, estão disponíveis no mercado gravações de obras suas por prestigiados ensembles internacionais, como Ars Nova, dir. de Bo Holten, Circa 1500, dir. de Gérard Lesne, Piffaro, dir. de Joan Kimball, Pro Cantione Antiqua, Queen's College Choir, de Owen Rees, The Sixteen, dir. de Harry Christhophers, Schola Cantorum of Oxford, dir. de Jeremy Summerly, Studium Chorale, dir. de Eric Hermans, Tallis Scholars, dir. de Peter Philips, Westminster Abbey Choir, dir. de James O' Donnell, etc. (v.

**
Carl Otto Ehrendfried Nikolai (1810-1849) foi o fundador da Wiener Philharmoniker [= Orquestra Filarmónica de Viena], em 1842, então chamada de "Philharmonic Academy" (v. http://www.wienerphilharmoniker.at/index.php?set_language=en&cccpage=history )


***
Abertura sinfónica da opereta baseada na conhecida obra de William Shakespeare

Monday, November 5, 2007

ARS MUSICA ( 21): CORELIS stella splendis...


Pro(tectio) Musica(e) Antiqua(e)

Corelis (Outubro 2007)

6.ª feira, dia 9 de Novembro, pelas 17h30, na Igreja de S. Martinho situada no perímetro do CEJ - Centro de Estudos Judiciários (Largo do Limoeiro - 1149-048 Lisboa) - O prestigiado coro misto CORELIS, apresenta-se em concerto com o seu novo maestro Victor Roque Amaro, o qual tem vindo a produzir mudanças significativas no reportório e no modus faciendi deste coro, incluindo elementos cénicos e instrumentais, desde que asumiu a direcção musical em 1 de Outubro último (tendo já coordenado a sua actuação nas Comemorações oficiais da instauração da Republica, na praça do Município de Lisboa, em conjunto com a Banda da Armada)

Para este evento, que assinala o encerramento do V Encontro Ibero-Americano de Protecção de Dados, o Corelis irá interpretar obras expressamente seleccionadas para a ocasião: música medieval e renascentista desta e da “outra margem” do Atlântico. Danças antigas e tradicionais e a festa da(s) liberdade(s).

É um CORELIS renovado e surpreendente que agora se apresentará em público, sob a direcção do seu mais recente mas experimentado maestro - Victor Roque Amaro –, um nome sobejamento conhecido no meio musical, com provas dadas e aclamação na direcção de qualificados grupos corais como o Coral Vértice (constituído por membros do coro Gulbenkian), e, mais recentemente com o Concertuus Antiquus, tendo sido também o organizador convidado do último Festival dos Capuchos (Almada).


PROGRAMA


Veni Creator Spiritus (Hino)..................................... Cantochão (séc. XII)

Stella Splendens in monte.........Llibre Vermell de Montserrat (séc. XIII-XIV)

Cuncti simus concanentes.........Llibre Vermell de Montserrat (séc. XIII-XIV)

Yo me soy la morenica (Villancico)..............................Anónimo (séc. XVI)

Hanacpachap Cuissinin....................................Anónimo «quechua» (1631)
........................................................................Rec. J. Perez Bocanegra

Puestos están frente a frente (Romance).........................Anónimo (1580)

Balaio (dança tradicional - Brasil)........Harm. Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

Chi la gagliarda (dança)...........................Baldassare Donato(c.1530-1603)

Free at last................................................Espiritual Negro (t= circa s. 20)

CORELIS - Coro da Relação de Lisboa
Victor Roque Amaro, maestro


O CORELIS nasceu em 1993, na Relação de Lisboa, foi dirigido desde a sua fundação pela maestrina Paula Coimbra, e de Junho de 2005 a Setembro de 2007, por Carmen Rodrigues. Actualmente, é seu maestro titular Victor Roque Amaro.

Integra magistrados e funcionários do Tribunal da Relação de Lisboa, de outros tribunais, da Procuradoria-Geral da República e dos Serviços do Ministério da Justiça, bem como advogados.

Ao longo da sua existência, com um total de mais de setenta concertos, o CORELIS tem actuado em ocasiões relacionadas com a vida das instituições a que está ligado, e é já tradicional a sua participação nas cerimónias de Abertura do Ano Judicial e de posse do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, bem como no Supremo Tribunal Administrativo.

Tem actuado igualmente noutros eventos, destacando-se a sua presença na Sociedade de Geografia, Museu do Traje, Sociedade de Independência de Portugal, Mosteiro dos Jerónimos, Sé de Lisboa, entre outros.

No ano de 2002 lançou, no Fórum Lisboa, o seu primeiro CD - Acordes e Acórdãos - quase exclusivamente dedicado à música portuguesa.

Em Janeiro de 2007, a convite de David Zink (direcção artística, piano e sintetizadores), integrou o projecto multidiscipinar Ars Integrata, com o qual actuou no auditório principal da Culturgest.

Saturday, October 20, 2007

ARS MUSICA (20): Classics per Plastics


ENSEMBLE JER


No próximo dia 26 de Outubro de 2007, pelas 18 h (1.ª sessão) e às 22h (2.ª sessão), o Ensemble JER, apresenta no Palácio Anjos, em Algés (paralelo à Marginal e próximo da estação de comboios) um espectáculo-concerto especialmente concebido para este local. As várias peças do programa são apresentadas em diversos espaços do edifício, criando não só uma relação com a arquitectura e um diálogo com as obras expostas, mas também convidando os espectadores a uma espécie de promenade lúdica e poética pelo sítio específico.

O Ensemble JER – Os Plásticos de Lisboa, dirigido por José Eduardo Rocha, é um grupo especializado na interpretação de música clássica com instrumentos de plástico (ou toy instruments), em forma de Teatro Musical. A variedade do seu reportório abarca quase todas as épocas da música ocidental. O grupo está em actividade desde 1990, e já realizou mais de 100 espectáculos, em Portugal, Espanha e Alemanha.

Os cinco músicos executarão peças de Mozart, Beethoven, Satie, Strauss, Delius, Grainger, Stravinsky e Reich, por ordem cronológica, numa interpretação livre, fantasiosa e humorística da história da música.

PROGRAMA
BEETHOVEN, Ludwig van (1770-1827) - Trio op. 87 (ca. 1793/1806)
MOZART, Wolfgang Amadeus (1756-1791) - 2º andamento do Quarteto nº 12 em Si bemol Maior K.172 (Wien 1773): Adagio
SAKIE, Erik (1866-1925) - Trois Gymnopédies (1888): I – Lent et douloureux, II – Lent et triste, III – Lent et grave
STRAUSS, Richard (1864-1949) - Also Sprach Zarathustra (1895-96): I – Sehr breit = 69
DELIUS, Frederick (1862-1934) -The Walk to the Paradise Garden (c.1900), Two Interludes from “Fenimmore and Gerda” (c.1908/13)
GRAINGER, Percy (1882-1961) - Country Gardens – English Morris Dance tune (1908)
STRAVINSKY, Igor (1882-1971) - Apothéose d’Orphée, de “Orpheus” (1947)
REICH, Steve (*1936) - Music for Pieces of Wood (1973), Clapping Music (1972)

O espectáculo-concerto tem a duração aproximada de 60 minutos.

Condições de Acesso:
O ingresso está condicionado à aquisição de bilhete de acesso à exposição alojada no Palácio Anjos - Colecção Manuel de Brito - e sujeito à lotação do espaço.

Bilhete normal € 2,00; Bilhete de Grupo (10 ou mais pessoas) € 0,50 por pessoa; Bilhete € 1,00: Jovem (13-25 anos), Sénior (Mais de 65 anos), Familiar (três ou mais elementos), Professores, Grupo de Amigos de Museus, Funcionários de Museus e Instituições Culturais; Bilhete gratuito: Crianças, Grupos escolares, Alunos da Escola de Belas Artes, Profissionais de Turismo no exercício das suas funções, Funcionários CMO e SMAS, Jornalistas, Moradores no concelho com mais de 65 anos.

Palácio Anjos, Alameda Hermano Patrone, 1495-064 Algés
Telf: 214 111 400 ; Fax: 214 111 405
A não perder!

Tuesday, October 16, 2007

Ars Musica (19) : Memórias de Adriano...

HOMENAGEM A ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA (1942-1982)

Passam hoje 25 anos da morte de não apenas um dos melhores cantores de intervenção da música popular portuguesa, assim como do fado e da balada de Coimbra onde estudou, mas também um homem de grande coragem e empenho solidário na primeira linha da luta contra a ditadura, e a todos os títulos um dos melhores filhos que Portugal contemporâneo conheceu.
Em boa hora, uma prestigiada instituição centenária - A Voz do Operário (v. http://www.vozoperario.pt/ ), decidiu prestar-lhe pública homenagem, a qual inclui:

- hoje, terça-feira, dia 16 de Outubro:
18 h - inauguração da exposição sobre o homem e o artista, seguido de uma sessão de poesia por José Fanha, Maria do Céu Guerra e Carlos Paulo;
20h - jantar-convívio, seguido de algumas interpretações de canções de Adriano, por Luís Cília, José Barata Moura, etc., e a culminar, um colóquio

- sábado, dia 20 de Outubro, a partir das 21h30 - Concerto "25 anos - 25 canções", com a participação, entre outros, de Amélia Muge, Brigada Vítor Jara, Fausto, Fernando Tordo, Francisco Fanhais, Janita Salomé, Luís Represas, Luísa Basto, Manuel Freire e Pedro Abrunhosa ; e, pelas 24h, uma serenata pelo Grupo de Guitarra e Canto de Coimbra.


Poema dedicado
:
ADRIANO / por Manuel Alegre

Não era só o som a oitava
que ele queria sempre mais acima
nem sequer a palavra que nos dava
restituída ao tom de cada rima.

Era a tristeza dentro da alegria
era um fundo de festa na amargura
e a quase insuportável nostalgia
que trazia por dentro da ternura.

O corpo grande e a alma de menino
trazia no olhar aquele assombro
de quem quer caber e não cabia.

Os pés fora do berço e do destino
alguém o viu partir de viola ao ombro
Era Outubro em Avintes. E chovia.

Discografia original (LP's):

O canto e as armas (1969)
Canções: E de súbito um sino / Raiz / E a carne se fez verbo / E o bosque se fez barco / Peregrinação / A batalha de Alcácer-Quibir / Regresso / Canção da fronteira / Por aquele caminho / Canto da nossa tristeza / Trova do vento que passa n.º 2 / As mãos / Post-scriptum

Cantaremos (1970)
Canções: Cantar de emigração / Saudade pedra e espada / Fala do homem nascido / O Sol p'rguntou à Lua / Canção para o meu amor não se perder no mercado da concorrência / Lágrima de preta / Canção com lágrimas / Cantar para um pastor / Como hei-de amar serenamente / Sapateia / A noite dos poetas

Gente de aqui e de agora (1971)
Canções: Emigração / E alegre se fez triste / O senhor morgado / Cana verde / A vila de Alvito / Canção tão simples / Cantiga de amigo / Para Rosalia / Roseira brava / História do quadrilheiro Manuel Domingos Louzeiro

Que nunca mais (1975)
Canções: Tejo que levas as águas / O senhor gerente / As balas / No vale escuro / Tu e eu meu amor / Recado a Helena / Dona Abastança / Cantiga de Montemaior / P'ra a frente


Elucidário
:
- "O que é estranho é como puderam esquecer o Adriano e a sua obra durante tantos anos?" (José Niza, compositor, in Jornal de Notícias)
- "Foi o primeiro que cantou versos proibidos. Penso que ele foi o mais corajoso de todos. Antes de qualquer outro cantou canções que punham claramente em causa o regime, que falavam de liberdade e do maior tabu de todos - a guerra colonial" (Manuel Alegre in Sic online)

Biografia:

Friday, October 12, 2007

ARS MUSICA (18): Portuguese Contemporary Music = Música Contemporânea Portuguesa


THE MOMENT OF BEING PEDRO CARNEIRO - Concerto de Lisboa

Amanhã, sábado, dia 13 de Outubro às 21h30 no auditorio do Instituto Franco-Português (Lisboa):
«(...) decorre o concerto de Pedro Carneiro no programa do qual está incluida a minha peça The Moment of Being. Esta peça foi composta para marimba, glockenspiel, voz do
percussionista e uma parte pré-gravada e baseia-se num excerto de um livro de John Bleibtreu chamado "The Parable of the Beast". É dedicada ao Pedro e à Teresa.
A peça foi estreada no passado dia 20 na Casa da Musica no âmbito do Festival Musica Viva..
Mais informação em
http://www.ifp-lisboa.com/
http://www.pedrocarneiro.com
http://www.misomusic.com/ingl/circul/mviva/2007.html
http://www.euphonium.pt/augusto.index.html
Uma abraço a todos.
Carlos Alberto Augusto»

Em «ARS MUSICA 2U (13) : Scripting around...» referimo-nos pormenorizadamente a este concerto que mereceu grande aclamação por ocasião da sua realização na Casa da Música (v. abaixo o post), mas quem não se deslocou ao Porto tem agora a oportunidade de assistir à sua reposição em Lisboa. Além do nosso amigo Carlos Alberto Augusto, que tem vindo a notabilizar-se no domínio da composição electro-acústica, cabe também destacar a participação de Pedro Amaral, maestro e compositor de créditos firmados internacionalmente (que levou já a prestigiada orquestra London Sinfonietta a gravar obras suas sob a sua batuta)

Ars Integrata recomenda vivamente!

Tuesday, October 2, 2007

ARS MUSICA (17) : Tânia Achot e OSJ em S. Carlos


CONCERTO DE HOMENAGEM A TÂNIA ACHOT


6.ª feira, dia 12 de Outubro, pelas 21 horas, no Teatro Nacional de S. Carlos, terá lugar um dos mais altos momentos musicais do ano realizados em Portugal (não não se trata dos Police, mas de algo muitissimo melhor) : a oportunidade de poder assistir à superlativa qualidade pianística de Tânia Achot, russa de nascimento mas ligada ao nosso país pelo seu casamento com o conhecido pianista Sequeira Costa.

Programa:

1ª Parte
- MENDELSSOHN-BARTHOLDY , Félix (1809 – 1847) – Abertura “Heimkehr aus der Fremde”, Op, 89
- CHOPIN, Frédéric (1810 – 1849) – Andante Spianato et Grande Polonaise brillante, Op 22 / Tânia Achot, piano
- DEBUSSY, Claude (1862 – 1918) – Três Prelúdios (orquestração de Christopher Bochmann) : Le vent dans la plaine ; Des pas sur la neige ; Ce qu’a vu le vent de l’ouest
2ª Parte
- NIKOLAI, Otto (1810 – 1849) – Abertura - “Die lustigen weiber von Windsor” (As alegres comadres de Windsor)
- CHOPIN, Frédéric (1810 – 1849) – Mazurca op. 24, nº.1 / Carla Seixas, piano
- SCRIABIN, Alexander (1872 – 1915) – Sonata nº.4, em fá sustenido maior, Op. 30 : Andante. Presto volando / Daniel Bento, piano
- PROKOFIEV, Sergei (1890 – 1953) – “Toccata , Op.11 / Teresa Pereira, piano
- TSINTSADZE, Sulkhan (1925 – 1991) – Prelúdio e Toccata / Joana Vieira, piano
- HÉROLD, Ferdinand (1791 – 1833) – Abertura “Zampa”
ORQUESTRA SINFÓNICA JUVENIL
CHRISTOPHER BOCHMANN, direcção
cf. http://www.sinfonica-juvenil.com/pdf/programa_12_10_2007.pdf

N.R.: Os leitores e amigos do Ars Musica 2U poderão solicitar convites através do seguinte endereço: http://www.sinfonica-juvenil.com/reserva.htm (convém apressarem-se antes que esgotem)


Nota biográfica
Tânia Achot, de origem e formação russas, integra o escasso grupo de pianistas que atingindo o mais alto nível técnico não deixaram que este obliterasse a sua sensibilidade, tornando esse domínio num profícuo aliado da expressão emocional capaz de se manifestar com grande intensidade.
Da sua formação inicial importa destacar os estudos em Paris com Jacques Février e Nadia Boulanger, tendo prosseguido o seu aperfeiçoamento pianístico com Lev Oborine no Conservatório Tchaikovski de Moscovo. Ainda muito jovem, obteve vários prémios nos mais importantes concursos internacionais, designadamente os de Genebra, Munique, Marguerite Long e o 3.º Prémio do Concurso Chopin, em Varsóvia, este, saliente-se, no mesmo ano em que foi vencedor Maurizio Pollini, um dos maiores pianistas do nosso tempo. Este marco permitiu-lhe gravar o seu primeiro disco para a etiqueta Deutsche Grammophon, com obras de Chopin. Com Sequeira Costa, seu marido, gravou obras para dois pianos de Prokofiev, Rachmaninov e Chostakovitch. Tocou sob a direcção de maestros de primeiro plano como Léon Fleischer, David Zinman, Michel Corboz, Michael Zilm, Swerczewski e Muhai Tang, etc.
A sua personalidade artística levou-a a interessar-se igualmente pela música de câmara, tendo colaborado, entre outros, com Alberto Lysy, Karine Georgian, Liliane Bizineche, Solisti Veneti e Tibor Varga. O seu repertório estende-se de J. S. Bach a Pierre Boulez, passando por Scriabine, Béla Bartók e Hindemith; privilegia, no entanto, a época romântica, e em especial as obras de Chopin e de Liszt.
Ultimamente tem também dedicado particular atenção à música contemporânea, tendo dado a primeira audição em Portugal da Sonata n.º 1 de Pierre Boulez, interpretado, na "Europália 91", as Litanies de Emanuel Nunes, e mais recentemente, introduzido no seu reportório os Estudos, de Gyorgy Ligeti e a obra para piano de António Pinho Vargas.
Apresentou-se sempre com grande êxito em França, Itália, Portugal, Estados Unidos, Polónia, Médio-Oriente, etc, tendo sido sempre alvo das mais calorosas críticas. Realizou inúmeras digressões com o extinto Ballet Gulbenkian, participou como pianista convidada nos espectáculos "Bênção de Deus na Solidão" (Vasco Wellenkamp) e "Regresso a uma terra estranha" (Jiri Kylian).
Em 1991 participou nos Festivais de Segóvia e Santander. Gravou para a Rádio Nacional Espanhola no âmbito das actividades culturais de «Madrid - Capital Europeia da Cultura». Ultimamente tem actuado com muito êxito, nomeadamente no Centro Cultural da Gulbenkian em Paris e em Hamburgo. É também reconhecida como uma notável pedagoga, sendo frequentemente convidada para a realização de cursos de aperfeiçoamento técnico e interpretativo (masterclasses), e dedicando-se à descoberta e formação de novos talentos.

Friday, September 28, 2007

ARS MUSICA (16) : International Music Day = Dia Mundial da Música


lux aeterna, musica mundi


Comemora-se no próximo dia 1 de Outubro o Dia Mundial da Música, com o alto patrocínio da UNESCO (v. http://www.unesco.pt/cgi-bin/home.php ), que no ano de 1975 acolheu em boa hora a iniciativa do seu "embaixador", o grande violinista e humanista Sir Yehudi Menhuin (1916-1999), então na qualidade de Presidente do International Music Council ( v. http://www.unesco.org/imc/ ).

Na impossibilidade de dar informação particularizada sobre toda a programação prevista para comemorar esta data, Ars Musica 2U dá apenas destaque a um dos eventos mais significativos: Bang Crash Splash! - Maratona de Percussão, organizada por Pedro Carneiro (o melhor percussionista português!), que decorrerá 2.ª feira, entre as 10h e as 24h do referido dia 1 de Outubro de 2007, no Teatro Municipal de S. Luís, em Lisboa. A entrada é livre.

Portfolio:
«O Teatro São Luiz comemora o Dia Mundial da Música com uma Maratona de Percussão. A Direcção Artística é de Pedro Carneiro, que se irá apresentar com os grupos de percussão da Escola Superior de Música de Lisboa e da Academia Nacional Superior de Orquestra. O percussionista norte-americano Steve Schick, um dos maiores vultos da percussão actual, é o convidado especial. Do programa constam obras de compositores como Xenakis ou Cage. A culminar este dia de intensa vivência musical, o público vai assistir a uma leitura de Le Noir de l'Etoile de Grisey, uma obra para seis percussionistas, espalhados pela Sala Principal do São Luiz, que vão interagir com sons de estrelas distantes.»

Programa:

BANG CRASH SPLASH! – Maratona de Percussão / Percussion Marathon in Lisbon!
Sala Principal e Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz
1 Outubro, das 10h00 às 24h00 // October 1st, from 10am to midnight

JARDIM DE INVERNO
10h00 ás 13h00: Workshops para escolas
14h00 ás 17h00: Workshops para escolas
18h00: Masterclass com Steve Schick
19h00: Latas, Búzios e Ossos com Pedro Carneiro e Steve Schick e os alunos de percussão da ESML e ANSO
20h30: A metáfora luminosa na música para percussão de Xenakis e Grisey
À conversa com Makis Solomos, Professor da Universidades de Montepelier - e com Rui Jorge Agostinho, Director do Observatório Astronómico de Lisboa.

SALA PRINCIPAL
21H30: A música para percussão de Iannis Xenakis com Pedro Carneiro, Steve Schick e os alunos de percussão da ESML e ANSO
22h45: Concerto para percussão e sons das estrelas em directo com Pedro Carneiro, Steve Schick e os alunos de percussão da ESML e ANSO
(cf. http://pedrocarneiro.com/maratona/ ).

A não perder!

Thursday, September 27, 2007

ARS MUSICA (15) : Violinhos galantes


GALA D' OS VIOLINHOS NO PALÁCIO DA AJUDA

Domingo, 30 de Setembro, pelas 16h, na Sala D. Carlos do Palácio da Ajuda (Lisboa), terá lugar a tradicional gala anual d' Os Violinhos (v. http://www.violinhos.net/v1/), por ocasião da habitual entrega de prémios/bolsas.
É também o concerto da rentrée para este agrupamento que tem vindo a contribuir activamente para mudar o panorama musical nacional.
Do programa, bastante diversificado, constam obras de compositores "clássicos" - barrocos como J. S. Bach, Händel e Vivaldi, românticos como Brahms e Mendelssohn - e populares contemporâneos como Leroy Anderson ou Richard Rodgers.

Entrada livre (convém chegar mais cedo, dada a lotação limitada da sala, e a presença de pais babados e familiares das dezenas de jovens violinistas que compõem o ensemble)

Programa:
- Música no Coração / Richard Rodgers (1902-1979)
- Sonata nº3 em Fá maior, op. 1, n.º 12 (Walsh) - 2.º andamento: Allegro / Georg Friedrich Händel (1685-1759)
- Czardas / Vittorio Monti (1868-1922)
- Allegro amabile, da Sonata n.º2 em Lá Maior, Op. 100 / Johannes Brahms (1833-1897)
- Plink, Plank, Plunk / Leroy Anderson (1908-1975)
- Trio Nº1 em Ré menor, Op.49 : Molto allegro agitato / Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847) (execução a cargo dos profs.: Karina Axenova, piano ; Rui Fernandes, violino ; Nuno Abreu, violoncelo)
- Polish Dance / E. Severn (1840-1918)
- Concerto para dois Violinos em Ré menor, BWV 1043 - 1.º andamento : allegro moderato / J. S. Bach (1685-1750)
- Concerto em Lá Menor, Op.3 nº6 - 1.º andamento : allegro / Antonio Vivaldi (1678-1741)
- Dança Húngara Nº1 / Johannes Brahms (1833-1897)
- Orange Blossom Special (1939) / Ervin Rouse and Robert Russell "Chubby" Wise (registada apenas em nome de "Chubby" Wise, cf. http://en.wikipedia.org/wiki/Orange_Blossom_Special )

A não perder! (se nunca os viu, decerto irá ficar fascinad(a)(o), com a qualidade da execução)

Wednesday, September 19, 2007

ARS MUSICA (14) : Ars Organorum, singing tubes



X FESTIVAL INTERNACIONAL DE ÓRGÃO DE LISBOA
de 21 de Setembro a 9 de Outubro. Entrada livre


Terá início amanhã 6.ª feira, pelas 21h30, na Sé Patriarcal, o concerto de abertura da 10.ª edição do bem sucedido Festival Internacional de Órgão de Lisboa, com um programa de homenagem a dois destacados compositores franceses, o bretão Jean Langlais (1907-1991) e o poitevino Louis Vierne (1870-1937).
Seguir-se-ão, ao longo de mais de duas semanas, outros concertos/recitais espalhados por diversos locais, dedicados a florescências geográfico-epocais significativas do instrumento, e a alguns dos seus mais destacados compositores, como os alemães Dietrich Buxtehude (ca 1637-1707) e Johann Sebastian Bach (1685-1750), o italiano Domenico Scarlatti (1685-1757), e o inglês Edward Elgar (1857-1934).


Programa
(cf. http://www.jmp.pt/ ):

Sexta-feira, 21 de Setembro, 21:30h – Sé Patriarcal de Lisboa
CONCERTO DE ABERTURA – obras de JEAN LANGLAIS e LOUIS VIERNE
João Vaz, órgão ; António Duarte, órgão de coro ; Antoine Sibertin-Blanc, órgão ; Coro de Câmara de Lisboa ; Teresita Gutierrez Marques, direcção
- sobre Jean Langlais (1907-1991):
- http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Langlais
- http://perso.orange.fr/langlais/index.htm
- sobre Louis Vierne (1870-1937):
- http://en.wikipedia.org/wiki/Louis_Vierne
- http://www.netreach.net/~druid/Louis_Vierne.html

Sábado, 22 de Setembro, 21:30h – Igreja de São Vicente de Fora
MÚSICA ESPANHOLA DO SIGLO D’ORO
Ministriles de Marsias ; Javier Artigas, órgão

Domingo, 23 de Setembro, 16:30h – Sé Patriarcal de Lisboa
Obras de DIETRICH BUXTEHUDE
Kristian Olesen, órgão

Sobre Buxtehude (ca 1637-1707):
- http://en.wikipedia.org/wiki/Dieterich_Buxtehude
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Dietrich_Buxtehude (em português)
- http://www.dieterich-buxtehude.org/index.html

Segunda-feira, 24 de Setembro, 21:30h – Igreja Matriz de Oeiras
Obras de DOMENICO SCARLATTI
José Luis González Uriol, órgão e cravo
Sobre D. Scarlatti:
- http://en.wikipedia.org/wiki/Domenico_Scarlatti
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Domenico_Scarlatti (em português)

Quinta-feira, 27 de Setembro, 21:30h – Sé Patriarcal de Lisboa
EDWARD ELGAR NA MÚSICA BRITÂNICA
Martin Stacey, orgão
sobre Elgar:
- http://en.wikipedia.org/wiki/Edward_Elgar
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Elgar (em português)
- http://www.elgar.org/

Sexta-feira, 28 de Setembro, 21:30h – Igreja do Loreto
O HARMÓNIO NAS DUAS MARGENS DO RENO
Joris Verdin, harmónio

Sábado, 29 de Setembro, 21:30h – Igreja de Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha)
Obras de DOMENICO SCARLATTI
António Duarte, órgão ; Coro de Câmara de Lisboa ; Teresita Gutierrez Marques,direcção

Domingo, 30 de Setembro, 16:30h – Sé Patriarcal de Lisboa
Obras de J.S. BACH
Joris Verdin, órgão
Sobre Johann Sebastian Bach (1685-1750):
- Bach-Archiv Leipzig. In: http://www.bach-leipzig.de/t3/index.php?id=23&L=1
- http://en.wikipedia.org/wiki/Johann_Sebastian_Bach
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Sebastian_Bach (em português)
- http://www.jsbach.org/

Quarta-feira, 3 de Outubro, 21:30h – Sé Patriarcal de Lisboa
MÚSICA FRANCESA ENTRE AS DUAS GUERRAS
Anne-Laure Touya, soprano ; Michel Bouvard, órgão

Sexta-feira, 5 de Outubro, 14:00h às 19:00h – Igreja Evangélica Alemã
Dia ECHO / Festa Europeia do Órgão

Domingo, 7 de Outubro, 11:30h – Igreja de Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha)
MISSA DO FESTIVAL
Coro Feminino da Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo ; António Duarte, órgão ; Teresita Gutierrez Marques, direcção

Segunda-feira, 8 de Outubro, 21:30h – Igreja de São Luís dos Franceses
RECITAL DE ÓRGÃO E GUITARRA
Thomas Gabriel, órgão ; Jan Mashur, guitarra

Terça-feira, 9 de Outubro, 21:30h – Basílica da Estrela
CONCERTO DE ENCERRAMENTO – Dietrich Buxtehude
Rui Paiva, órgão ; Capela Real ; Grupo Vocal Officium ; Pedro Teixeira, direcção

Thursday, September 13, 2007

ARS MUSICA (13) : Scripting around... «Festival Música Viva 2007»


No âmbito do Festival Música Viva 2007 : percepção e estéticas na criação musical transmutações do som e novas tecnologias (festival de música contemporânea e electroacústica), a decorrer entre 11 a 23 de Setembro, na Casa da Música (Porto) e no Instituto Franco-Português (Lisboa), importa destacar:


THE MOMENT OF BEING PEDRO CARNEIRO

5.ª feira, 20 de Setembro, às 21h30 – Casa da Música (Porto) – Sala 2
repete em Lisboa no dia 13 de Outubro no auditorio do Instituto Franco-Português.

Pedro Carneiro
é, seguramente, o melhor marimbista português, e, que tem vindo a afirmar-se no panorama internacional como um dos melhores do mundo. Músico eclético, o seu reportório vai de J.S. Bach à música contemporânea, incluindo composições do próprio. Acresce que se trata de um virtuoso que não prescinde da humildade e do didatismo, pelo que os seus concertos são sempre grandes momentos de comunicabilidade e empatia com o público.

Para esta sua prestação no âmbito do Festival Musica Viva 2007, Pedro Carneiro será bem servido por compositores com provas dadas, com o especial aliciante de serem apresentadas 3 obras em estreia mundial e outra em estreia nacional.

Citando:
«Este recital de Pedro Carneiro tem como mote a descoberta de novos instrumentos expressivos - sejam reais e físicos ou puramente “virtuais”, conforme nos diz:
Reais e físicos, como no caso de um novo protótipo de baqueta de marimba (desenvolvido com Miguel Ralha/Missom), que permite projectar três timbres diferentes em todos os registos dinâmicos necessários na obra de Pedro Amaral; ou uma extensão em quartos de tom, criada por James Wood e aqui “reciclada” por Pedro M. Rocha.
Puramente “virtuais”, como no diálogo interactivo da caixa e do computador, na obra de Cort Lippe; ou na combinação da voz do intérprete com sons acústicos e electroacústicos, na obra de Carlos Alberto Augusto.
Músicas estas que espero criarão momentos de um fascínio catalizador do despertar para (um)a (nova) escuta
”. (Pedro Carneiro)»


«Extensões e novas expressões» / Pedro Carneiro: percussão

Programa:
Pedro Carneiro - Manifesto/Utopia
Cort Lippe - Music for Snare Drum and Computer **
Carlos Alberto Augusto - The Moment of Being **
Pedro M. Rocha / André Sier (vídeo) - To a world free from religions **
(marimba em quartos de tom e electrónica)
Pedro Amaral - Script *
* estreia em Portugal * * estreia absoluta

Ars Integrata recomenda vivamente!

«O festival Música Viva 2007, na sua 13ª edição, divide-se entre Lisboa e o Porto, e apresenta na Casa da Música uma parte substancial da sua programação. Como sempre a criação musical portuguesa e as relações da música com a tecnologia estão em evidência e afirmam a sua plena vitalidade com um número importante de obras em estreia, da música electrónica às obras para orquestra»
cf. http://cultura.sapo.pt/detalhe_ciclo.aspx?id=3240

Festival Música Viva 2007
«Extensões e novas expressões» - Pedro Carneiro
Casa da Música do Porto
Morada: Av.ª da Boavista, 604-610 - 4149-071 Porto
20-09-2007, pelas 21h30
Entrada: 5 €
Tel.: 22 012 02 20
Institut Franco-Portugais
Morada: Avenida Luís Bívar, 91 – 1050-143 Lisboa
Tel.: 21 311 14 00
preço dos bilhetes 7€ ; 4€ até aos 30 anos
(cf. http://www.misomusic.com/port/difu/temporada/temporadaoutubro07_main.htm )

links
:
André Sier, in: http://sier.s373.net/
Carlos Alberto Augusto, in: http://www.euphonium.pt/augusto/
Cort Lippe, in: http://www.music.buffalo.edu/lippe/
Pedro Carneiro, in: http://www.pedrocarneiro.com/
Pedro Manuel Rocha, in: http://www.academiaam.net/biografias/pedro_rocha.htm
organização: Misomusic
http://www.misomusic.com/port/enews/mmpnews.html
http://www.misomusic.com/port/difu/musviva/2007.html


n.r.
: o concerto é mais barato no Porto (5 €) do que em Lisboa (7€, embora com desconto para jovens), talvez por a sala da capital comportar menos espectadores, mas mesmo assim trata-se de um critério difícil de engolir pelos alfacinhas. Será que por estes serem da capital os julgam capitalistas?

Wednesday, September 12, 2007

ARS MUSICA (12) : Zawinul entre os anjos

ESTA MÚSICA QUE VOS DEIXO...



Primeiro partiu Luciano Pavarotti (1935-2007), o tenor, na passada 5.ª feira (6/9), hoje (12/9) foi Josef Erich Zawinul (1932-2007), o pianista, que nos deixou. Fartaram-se desta humanidade, capaz do melhor, como eles foram disso prova, mas também do pior (normalmente a fazer carreira na política ou no gangsterismo mais vulgar). Em comum partilhavam o amor pela música, e, ambos foram divinos na sua arte.


Foram ter com os anjos (ah, meu caro Mahler, se tivesses sabido antes, terias feito mais do que uma "sinfonia dos mil", pois a orquestra celestial não pára de crescer e conta sempre com os melhores).

Ars Musica2u será um eterno admirador de ambos, mas em Joe Zawinul reconhecemos também uma das nossas maiores influências (David Zink dixit), e se ao primeiro já nos referimos no ARS MUSICA, n.º 10 ("Arriverdecci Pavarotti"), importa agora prestar tributo ao malogrado pianista e compositor.



Joe Zawinul
, como se tornou conhecido, foi o génio descoberto por outro génio - Miles Davis -, posto que antes apenas lhe reconheciam o talento de grande pianista que vindo do leste aterrara nos states para se consagrar ao jazz (abandonando uma carreira no universo da música clássica), mas revolucionando-o e influenciando tanto a sua como as novas gerações de músicos.


Desde o seu muito interessante diálogo com o saxofonista Ben Webster, o mago das baladas ternas em noites de lua cheia, que já prenunciava algo de diferente, mas o grande salto deu-o com a "boleia" de Miles Davis, no album deste Live-Evil. Logo depois formou a sua própria banda de supervirtuosos, os Weather Report, e anos mais tarde o Zawinul Syndicate, além de, intermitentemente, nunca ter deixado de trilhar também peculiares caminhos a solo, desbravando novas linguagens no jazz, na world music e na fusion (música de fusão) da qual foi um dos mais lídimos percussores.






Tuesday, September 11, 2007

ARS MUSICA (11) : nova diva portuguesa



Maria Luísa de Freitas, mezzo-soprano


Ars Musica2U não pode deixar de se penitenciar por não ter anunciado o concerto que teve lugar no passado sábado no Palácio do Marques de Pombal, em Oeiras, com a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, sob a direcção do maestro Nikolay Lalov.

Do programa contavam, a Sinfonia em Ré do compositor português António Leal Moreira (1758-1819), três pérolas da ópera romântica francesa - árias do Werther, de Jules Massenet (1842-1912), Samson et Dalila, de Camille Saint-Säens (1835-1921), e Carmen, de Georges Bizet (1838-1875) - , e a lindissima Sinfonie nr. 4, A-dur "Italienische" (i.e., a 4.ª sinfonia, dita "italiana") de Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847), as quais foram interpretadas com a qualidade habitual da orquestra fundada pelo eficaz maestro búlgaro.

Até aqui nada de novo, mas a grande surpresa, para quem como nós não a conhecia, apesar de dela já termos ouvido falar, foi a prestação da bela (porque não reconhecê-lo?) mezzo-soprano Maria Luísa de Freitas.


No seu currículo, conta já com alguns prémios significaticos:

- Prémio Bocage no Concurso Nacional Luísa Todi (2005)
- Vencedora (categoria de voz feminina) do 7.º Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão (o mais importante concurso lírico da América Latina), realizado em São Paulo, no Brasil (2006) (v. http://www2.uol.com.br/spimagem/concurso/bidu7/vencedores.htm )
- 2.º prémio de voz feminina no Concurso Nacional Luísa Todi (2007) (neste foi vencedora a soprano Dora Rodrigues, pelo que a ter havido distinção de naipes teria alcançado o 1.º prémio)

Tudo fica justificado se pudermos apreciar as suas invulgares qualidades timbrícas, servidas por uma técnica irrepreensível, e uma expressividade assinaláveis, em particular na "Habanera", da Carmen, de Bizet (a fazer jus aos merecidos aplausos pelo seu desempenho no papel principal, quando da realização integral desta ópera no Coliseu do Porto, em Maio deste ano, papel em que também a sua mestra Teresa Berganza foi particularmente feliz).

Aos que não estiveram lá, só podemos recomendar que não percam as próximas prestações de Maria Luísa de Freitas, à qual vaticinamos grande futuro além-fronteiras (já que Portugal é parco em dar oportunidades aos seus melhores artistas).


Entretanto podem ouvi-la em:

Monday, September 10, 2007

ARS MUSICA (10) : Arriverdecci Pavarotti


Nessun Dorma (que ninguém durma!)... E luce(van) le stelle, Luciano...

"um dos maiores tenores da história, apenas comparável a muito poucos artistas"
Josep Carreras, tenor

Pavarotti que agora nos deixou in corpore estará sempre presente entre nós (fazemos coro neste lugar comum, porque estamos certos que assim será) e felizmente não apenas na nossa memória, mas também disponível para as futuras gerações através dos registos sonoros e audiovisuais.


Ars Musica2U não poderia deixar de lhe prestar uma última homenagem, lembrando aqui a sua discografia básica:

Em preparação
- Pavarotti - Verdi [registo sonoro] / Luciano Pavarotti [tenor] ; Orchestra der Wiener Volksoper, London Symphony Orchestra, Wiener Opernorchester und Chor, National Philharmonic Orchestra ; London Opera Chorus ; Richard Bonynge, Edward Downes, Leone Magiera, Nicola Rescigno, Sir Georg Solti [maestros]. - 1 CD. - London : Decca, (p) 1968, 1971, 1975, 1981, 1985, (c) 1987

- O Holy Night [registo sonoro] / Luciano Pavarotti [tenor] ; National Philharmonic Orchestra, Philharmonia Orchestra, London Symphony Orchestra, Wiener Philharmoniker ; Wandsworth Boys Choir, London Voices [coros] ; Kurt Herbert Adler, Piero Gamba, István Kertész, Sir Georg Solti [maestros]. - 1 CD. - London : Decca, (p) 1968, 1971, 1976, 1983, (c) 1991

- Pavarotti at Carnegie Hall [registo sonoro] / Luciano Pavarotti [tenor] ; John Wustman, piano. - 1 CD. - London : Decca, (p) & (c) 1988. - Gravação efectuada no recital dado em 1 de Novembro de 1987

Thursday, July 19, 2007

ARS MUSICA (9) : Prevê-se BOM TEMPO em Mafra...

Requiem à memória de Camões na Basílica de Mafra


Domingo, 22 de Julho, pelas 21h
, na Basílica do Convento de Mafra - Requiem, em dó menor, op. 23, "À memória de Camões", de João Domingos Bomtempo (1775-1842).

Intérpretes: Elvira Ferreira (soprano), Laryssa Savechenko (contralto), José M Araújo (tenor), Armando Possante (barítono), Coro do Instituto Gregoriano e Orquestra Sinfónica Juvenil, sob a direcção de Christopher Bochmann.

Trata-se de uma rara interpretação desta monumental obra de 1818, pelos largos meios que envolve.

Entrada Livre. A não perder!


Existem edições fonográficas desta obra, destacamos as seguintes interpretações:

- Ana Pusar-Jerič, Heidi Riess, Christian Vogel, Hermann Christian Polster (solistas) ; Berlim Radio Chorus, Berlim Radio Symphony Orchestra (GDR), Heinz Rögner (maestro). – gravado em Dezembro de 1980. – © 1982Portugalsom, SEC ; ed. em CD 1987 ; red. 2006 Numérica

- Orchestre et Choeur de la Fondation Gulbenkian, dir. Michel Corboz, Aria music, 1996


A partitura, na edição francesa original, encontra-se disponível para consulta em http://purl.pt/187 , tendo sido recentemente reeditada em edição mais amigável, revista por Christopher Bochmann (Musicoteca, 1996), e acompanhada por um estudo introdutório do próprio maestro que ora dirigirá a obra em local coevo daquele que é considerado um dos maiores compositores portugueses de todos os tempos

Tuesday, July 17, 2007

ARS MUSICA (8) : Concerto de despedida...


João Andrade, um violinista com H



Quarta-feira, 18 de Julho, às 18h30, nos jardins da Fundação do Oriente (R. do Salitre, 66-68, em Lisboa; Metro: Avenida) - Concerto d' Os Violinhos, culminando a presente temporada.


O programa, com obras de Bach, Vivaldi, entre outros, culminará com as Czardas, de Monti, tendo pela última vez como solista João Andrade, que se irá despedir como elemento deste ensemble, deixando aos mais pequenos o "h" intraparole para assumir em pleno um "H" ad Homine, por ter ingressado na Escola Superior de Música de Lisboa, permanecendo doravante apenas como 1.º violino da Orquestra Sinfónica Juvenil (cujo limite de idade são os 30 anos).


Quem viu João Andrade no CCB (com entradas pagas), não quererá perder este concerto, mais a mais com entrada livre, graças ao patrocínio da Fundação Oriente. A quem não viu só podemos recomendar (convém levar lenços, porque o ambiente será de forte emoção).




Friday, July 13, 2007

ARS MUSICA (7) : Cramoliando com caretos...



CRAMOL com Amélia Muge no Palácio Ribamar


- Sábado, 14 de Julho, pelas 21h30, no auditório do Palácio Ribamar, em Algés (em frente do jardim junto à Marginal) - MPP - música popular portuguesa - com Amélia Muge e o CRAMOL (ver referência no Ars Musica, 4), juntos e em separado. Da singular cantautora, espera-se que nos apresente, sobretudo, temas do seu último CD, o excelente "Não sou daqui".

O espectáculo contará também com a animação dos famosos Caretos de Podence (cujo primeiro grande divulgador foi há quase 3 décadas o sociólogo e artista-fotógrafo Carlos Dias da Silva, de quem já falámos no Ars Photographica, n.º 2, sobretudo através de um álbum há muito esgotado, de lindissimos postais que reproduziam fotografias suas).

Acesso livre

Monday, July 9, 2007

ARS MUSICA (6): Acordes e Acórdãos


CORELIS no Tribunal da Relação

3.ª feira, dia 10 de Julho, pelas 17h - O prestigiado coro misto CORELIS, dirigido pela maestrina Carmen Rodrigues, irá estar na sala de audiências do Tribunal da Relação (Rua do Arsenal, em Lisboa, junto à Câmara Municipal) em sessão plenária aberta ao público em geral, até ao limite da lotação da sala, para ser julgado em sede própria, por... todo o Meritissimo Público que ali estiver presente e não apenas por um colectivo de doutos juízes seus pares (o Corelis foi fundado por magistrados do Tribunal da Relação de Lisboa, pelo que pretendem convocar para esta sessão os amantes de música em geral para não serem alvo de suspeição por ca(u)sa própria).

Nesta última actuação antes de férias, o CORELIS irá interpretar novas canções, a acrescentar a outras do seu reportório habitual, variando entre polifonias da renascença e do maneirismo europeus, cantares tradicionais portugueses e gospel songs.

É de notar que a edição do seu excelente primeiro CD, intitulado "Acordes e Acórdãos" encontra-se totalmente esgotada, pelo que os fãs aguardam ansiosamente a produção de um novo disco que teima em tardar.

Thursday, July 5, 2007

ARS MUSICA (5) : Sete Sóis, Sete Luas


festival de world music na Fábrica da Pólvora

Como já é hábito, a Fábrica da Pólvora (em Barcarena, junto à Universidade Atlântica) acolhe o FESTIVAL SETE SÓIS, SETE LUAS, no seu bonito (porque não dizê-lo?) auditório ao ar livre, todas as 6.ªs feiras, pelas 22h, até ao final de Agosto.

No Ars Musica (3) anunciámos o concerto inaugural com os Nakaira (mix do Mediterrâneo), que não desiludiram os espectadores aquecendo com um potpourri klezmeriano uma noite fria como não seria de esperar em pleno Verão. Fornecemos agora o programa completo do Festival, recomendando desde já que não percam o próximo concerto - que se prevê muito divertido - a cargo de um grupo indo-francês que versará o kitsch indiano com a sua pop art de fusão.
A entrada é livre em todos os concertos

Programa
:

29 de Junho - Nakaira (Sicília : mix mediterrâneo /balcãs, etc.)
6 de Julho - Olly & The Bollywood (Índia/França)
13 de Julho - Musica Nostra (Baleares)
20 de Julho - Dounia (Itália)
27 de Julho - Parto delle Nuvole Pesanti (Sul da Itália: Calábria)
3 de Agosto - Lautari (Sicília)
10 Agosto - Lombarda (Andaluzia)
17 de Agosto - Kumenei (Salento)
24 Agosto - Café Aman (Turquia/Grécia)
31 de Agosto - Rogelio Botanz & Puntos Suspensivos (Canárias)

Grupos
(por ordem de actuação)

NAKAIRA
A banda Nakaira nasce em 1999 com a ambição de repropor um percurso entre músicas e danças do Mediterrâneo, com influências nomeadamente do mundo grego e das ilhas do Sul da Europa combinadas num constante processo de contaminação. Em Janeiro de 2000 surgem os primeiros frutos com o álbum intitulado "Músicas à dançar entre Oriente e Ocidente" para a chancela Ethnoworld. O grupo desloca as suas atenções e a sua pesquisa estilística para o âmbito das tradições mediterrânicas, participando em numerosas manifestações nacionais e internacionais, entre as quais se destacam: Lithos, Etna Etnica, Festival on the Moor (UK) e o FIMU Festival (França).

OLLY & THE BOLLYWOOD ORCHESTRA
Olly & The Bollywood Orchestra são protagonistas de uma original produção simultaneamente musical e visual que mergulha no universo cinematico bollywoodesco. Fusão caleidoscópica de elementos visuais e sonoros das culturas indiana e pan-europeia, convocando inclusivé o kitsch que lhe está associado. Fazem-no de forma despreconceituada mas não servil, um pouco à maneira de Bryan Ferry e dos Roxy Music, ainda que não atinjam o nirvana crítico de um Frank Zappa, vale a pena conhecê-los. Acabaram de lançar um CD duplo (2 pelo preço de 1, embora no conjunto, perfazendo uma duração inferior à capacidade de um único disco), com chancela da Sony (DZ dixit)

MÚSICA NOSTRA
Os Música Nostra constituíram-se em 1981 com o objectivo de investigar, redescobrir e preservar a música popular das ilhas baleares para dá-la a conhecer ao povo maiorquino.
Ao longo de todos estes anos, a banda tem trabalhado para conseguir devolver a merecida dignidade à música popular, em particular a recuperação do chamado "ball de bot". É de salientar que a par do trabalho de recuperação de antigos temas, iniciaram uma actividade de composições originais, com arranjos nunca banais e sempre inovadores. Estreia Nacional

DOUNIA
Dounia é um grupo musical que tem como protagonista a grande voz do cantor palestiniano Faisal Taher, cujas sonoridades afundam as suas raízes no Mediterrâneo. Esta voz, graças também a um background musical fundamentalmente acústico, presta-se para misturas inéditas de melodias e harmonias que parecem provir dos quatro cantos do mundo. Com uma rica experiência em actuações ao vivo, contando com inúmeras digressões e com a participação em festivais como o Rossini Opera Festival (2002), o Womad (2001) e o World Music Festival de Belo Horizonte, os Dounia propõem agora um concerto com músicas dos seus álbuns e outras pertencentes à rica tradição do Médio Oriente.

PARTO DELLE NUVOLE PESANTI
6 músicos constituem esta banda, cujo nome significa "O parto das nuvens pesadas", onde os temas da viagem e da emigração representam uma espécie de manifesto artístico. Para além das inúmeras digressões e aparições televisivas, um bom testemunho do seu êxito é a participação no Prémio Italiano Musica (PIM) como revelação do ano (1999) e no prestigiado Premio Tenco (1998, 1999, 2001), dedicado à música de autor. E a crítica italiana definiu precisamente como "etno-autoral" o Cd "Il parto", de 2004, que marcou uma viragem na história da música popular e uma experiência de grande originalidade na música italiana.

LAUTARI
Banda musical fundada em 1987 em Catania (Sicília) por músicos das mais diversas áreas, os Laudari surgiram com o objectivo de pesquisar e preservar o imenso material musical e poético típico da tradição musical siciliana. A ideia de efectuar um sincretismo entre várias sonoridades e vários tipos de folclore popular levou estes músicos a realizar um mix original e fascinante de instrumentos provenientes das mais diversas regiões, desde os sicilianos (bandolim, bandola, ciaramella e maranzano) aos outros, italianos e não só (a guitarra rítmica da Calábria, a harpa celta, as percussões africanas). Estreia Nacional.

LOMBARDA
Lombarda é um nome genuíno da tradição musical andaluza, que desenvolveu um original trabalho de recolha musical na província de Granada. No último trabalho musical do grupo participaram como convidados grandes nomes da música espanhola como Enrique Morente e Eliseo Parra. O concerto de Lombarda é muito variado e consegue envolver o público em danças e bailes com grande ritmo.

KUMENEI
Kumenei é uma palavra que na lingua grika (a antigua lingua que se falava na região italiana do Salento) queria dizer "pode ser".
Kumenei é uma máquina com um grande ritmo de paixões, uma ponte perfeita entre a memória dos tambores das danças de "trance" e o mundo de hoje, com ligações fortes aos outros povos do Mediterrâneo.
Kumenei, um grupo baseado na região italiana do Salento, trabalha nos ritmos da tradição da "taranta" (as músicas características do sul da Itália) e das percussões, procurando reinventar os ritmos musicais.

CAFÉ-AMAN
O nome do grupo inspira-se nos famosos cafés-aman onde nos séculos XIX e XX em Smyrne, em Atenas e no Pireo se tocava o rebetiko, a música popular urbana daquela época.
O grupo apresenta um belíssimo e animado concerto dedicado às músicas das costas da Ásia Menor, caracterizadas pelas influências das culturas musicais dos Gregos, Turcos, Armenos e Judeus presentes nas grandes cidades da Ásia Menor como Istambul e Smirne. A virtuosidade instrumental e vocal, assim como a diversidade dos estilos musicais apresentados por "Café Aman" são a característica mais típica de um repertório que na história musical é recordado como o "canto popular urbano de Smyrne" ("Smyrneiko tragoudi").

ROGELIO BOTANZ & PUNTOS SUSPENSIVOS
«Rogelio Botanz apresenta um original projecto musical, cheio dos ritmos do arquipélago das Canárias. Depois de dedicar muitos anos ao estudo da música popular canaria e a sua ligação com a história das ilhas, chegou a destacar-se como um dos maiores representantes da sua música popular.
Na sua carreira já apresentou concertos em lugares tão diferentes como Cuba, Venezuela, África do Sul, México ou Montpellier (França). Participou em festivais como Atlântica (Gran Canaria) juntamente a artistas como Rita Marley ou Jarabe de Palo; no Fórum de Las Culturas de Barcelona, juntamente a Kepa Junkera, no Festival Timitar en Agadir (Marruecos), onde actua juntamente a Eliades Ochoa, Jimmy Cliff, Omou Sangare, e Cheik Lô.
Com a sua banda “Puntos Suspensivos” dá protagonismo à utilização da percussão canaria, recuperando ritmos e instrumentos do folclore canario. A proposta musical de Rogelio Botanz abraça as influências tradicionais canarias e as letras do autor num fluxo de sensações que consegue convidar ao movimento qualquer espectador.

N.R.: Todas as referências in programa do Festival, excepto Olly & The Bollywood, por David Z.

Obs.: A "exposição/instalação" de Oliviero Toscani (Itália), pareceu-nos perfeitamente dispensável, até porque a causa dos "burros" poderia ser bem ilustrada com a prata da casa...

Monday, July 2, 2007

ARS MUSICA (4): OSJ no Palácio Foz


Uma noite com a OSJ na Sala dos Espelhos

4 de Julho, pelas 21h30, no Palácio Foz (Praça dos Restauradores, em Lisboa) - A excelente Orquestra Sinfónica Juvenil, dirigida pelo maestro Christopher Bochmann, brinda o publico com mais um concerto a não perder. Entrada livre

Programa:

Gabriel Fauré (1845-1924) - Pelleas et Mélisande, op. 80 - embora este tema romântico-simbolista - O amor proibido de Pelleas e Melisande, casada com o irmão do primeiro - seja mais conhecido nas criações de Debussy (ópera) e de Sibelius (suite), o opus 80 de Fauré, cuja obra mais destacada será o seu tocante Requiem, é uma obra a ouvir com atenção, pois embora mais curta que as citadas, não é de todo uma obra menor.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Concerto para violino n.º 4, em Ré Maior, Kv. 218 (solista: Daniel Bolito) - Dos 5 concertos para violino compostos pelo genial filho do compositor Leopoldo Mozart (1719-1787), este não é dos mais tocados em público (que são normalmente os n.ºs 3 e 5), e essa será uma razão acrescida para assistir a esta prestação do solista e da OSJ

Domenico Dragonetti (1763-1846) - Concerto para contrabaixo, em Lá Maior, Kv. 218 (solista : Luísa Marcelino) - compositor hoje esquecido do grande público e até de muitos musicólogos, mas não dos contrabaixistas que têm aqui uma das raras oportunidades de demonstrar as potencialidades do seu instrumento acima do tutti da orquestra

Gabriel Fauré - Elegia, Op. 24, para violoncelo e orquestra (solista: Ricardo Mota) - Fauré convida ao silêncio absoluto para nos revelar uma obra de grande beleza intimista

Giovanni Battista Viotti (1755-1824) - Concerto para violino, n.º 22, em lá menor (solista: Hugo Bastos) - concerto exigente de um compositor violinista virtuoso, hoje mal amado mas incontornável para os profissionais da Arte dell'Arco

Thursday, June 28, 2007

ARS MUSICA (3) : musicando alternativas...


Escolhas difíceis em Lisboa e arredores

Concertos com entrada livre:

- De 28 a 30 de Junho, pelas 22h, junto à Torre de Belém (Lisboa) - ÁFRICA FESTIVAL 2007. Com alguns dos maiores expoentes musicais do continente africano

5.ª feira, 28 – MAYRA ANDRADE (Cabo Verde) / MUSICIANS OF THE NILE (Egipto)
6.ª feira, 29 – PAULO FLORES (Angola) / BASSEKOU KOUYATÉ & NGONI BA (Mali)
Sábado, 30 – SALLY NYOLO (Camarões) / BAABA MAAL (Senegal)


- 6.ª feira, dia 29 de Junho, pelas 22h, na Fábrica da Pólvora (Barcarena) - NAKAIRA (Sicília) - Concerto no âmbito do Festival Sete Luas, Sete Sóis

«A banda Nakaira nasce em 1999 com a ambição de repropor um percurso entre músicas e danças do Mediterrâneo, com influências nomeadamente do mundo grego e das ilhas do Sul da Europa combinadas num constante processo de contaminação. Em Janeiro de 2000 surgem os primeiros frutos com o álbum intitulado "Músicas a dançar entre Oriente e Ocidente" para a chancela Ethnoworld. O grupo desloca as suas atenções e a sua pesquisa estilística para o âmbito das tradições mediterrânicas, participando em numerosas manifestações nacionais e internacionais, entre as quais se destacam: Lithos, Etna Etnica, Festival on the Moor (UK) e o FIMU Festival (França).»


Concerto a pagar (mas a não perder caso a bolsa o permita):

- Dias 5 e 6 de Julho, pelas 21h, no Teatro de S. Luís (Lisboa) - O alaúdista libanês RABIH ABOU-KHALIL com os seus colaboradores Jarrod Cagwin, Michel Godard, Luciano Biondini, a que se juntam os portugueses Ricardo Ribeiro e Tânia Oleiro. Músico virtuoso e compositor de grande sensibilidade que normalmente interliga dois territórios aparentemente distanciados mas tão próximos como a música árabe tradicional e o jazz, e que desta vez convoca também o fado.


Quem conhece tende a tornar-se fã incondicional, mas a quem ainda não descobriu a sua fascinante música - de serpenteante sensualidade que se dissemina ao nível neuronial e percorre todos os sentidos - e não puder ir ao concerto, logo que a descobrir através dos registos discográficos (a maior parte na Enja, com luxuosas e atraentes capas, algumas delas desenhadas pelo próprio) irá certamente lamentar-se de o ter perdido.

- nota biográfica: http://en.wikipedia.org/wiki/Rabih_Abou-Khalil
- discografia na editora Enja records:
http://www.enjarecords.com/bio.php?artist=Rabih%20Abou-Khalil

Tuesday, June 26, 2007

ARS MUSICA (2) : Laginhando espaços em volta...

Mário Laginha Trio ao vivo na Culturgest



Hoje, dia 26 de Junho, pelas 21h30m, concerto a não perder no Grande auditório da Culturgest (Lisboa, Edifício da CGD, ao Campo Pequeno) - Mario Laginha, Alexandre Frazão (bateria) e Bernardo Moreira (contrabaixo) apresentam ao vivo as músicas do seu último disco, intitulado "Espaços", por referência à arquitectura, enquanto arte organizadora de espaços .
Conforme esclareceu o próprio Mário Laginha (indubitavelmente um dos melhores pianistas de jazz em Portugal, mas também um compositor de referência neste domínio e não só):

«A arquitectura tem vindo a ser para mim uma descoberta. E tem-se tornado num fascínio. Por isso este cruzamento com a música, proposto pela Trienal, se torna tão atraente e motivador. O desafio agora será compor para um trio clássico como este (piano, contrabaixo e bateria) relacionando a música quer com o espaço e o seu respectivo universo acústico, quer com a forma, ou a arte de delimitar esse mesmo espaço. No caminho – que terminará com o disco e o concerto – irei procurar estabelecer as mais variadas relações entre a música e a arquitectura (espero escapar às mais óbvias) de uma forma que possa ser estimulante para quem as ouvir. O facto de não saber, ainda hoje, qual o destino dessa procura, ou viagem, só aguça a minha curiosidade pelo percurso».
Preço: 15 Euros (Jovens até aos 30 anos: 5 Euros)

Thursday, June 21, 2007

ARS MUSICA (1) : Concerto de Solstício de Verão


OS VIOLINHOS

Os Violinhos durante a sua digressão em Itália ( 2004)

A orquestra de cordas Os Violinhos (direcção musícal de Filipa Poejo) que, além das suas inúmeras prestações em Portugal, tem vindo a realizar tournées regulares no estrangeiro (Estados Unidos da América e diversos países europeus), volta a actuar em destacados palcos lusitanos, deslumbrando o público com o brilho jovial das suas interpretações, a provar que o elevado nível musical não é incompatível com a baixa faixa etária dos seus elementos.


- Hoje, 5.ª feira, dia 21 de Junho, pelas 21h na Sociedade de Geografia (R. das Portas de Santo Antão, n.º 100, em Lisboa, ao lado do Coliseu) - Concerto de Solstício de Verão (inclui palestra sobre o tema). Entrada livre



- Sábado, dia 23 de Junho, pelas 19h, no auditório ao ar livre da Culturgest (Edifício sede da Caixa Geral de Depósitos (R. Arco do Cego, junto ao Campo Pequeno, em Lisboa). Entrada livre


Programa
(idêntico em ambos os concertos):

Polish Dance / E. Severn (1840-1918)
Dança Húngara Nº1 em Sol menor / J. Brahms (1833-1897)
Sonata em Ré menor : Giga / F. Veracini (1690-1750)
Salut d’Amour / E. Elgar (1857-1934)
Allegro / J.H. Fiocco (1703-1741)
Concerto em Ré Menor para 2 violinos e orquestra, BWV 1043 : Vivace / J. S. Bach (1685-1750)
Concerto em Lá Menor para 2 violinos e orquestra, Op.3 nº8 : Allegro / A. Vivaldi (1678-1741)
Sonata nº3 in F Major : Allegro / G. F. Haendel (1685-1759)
Gavotte / J. B. Lully (1632-1687)
Música no Coração / R. Rodgers (1902-1979)
Over the Rainbow / H. Arlen (1905-1986)
Czardas / V. Monti (1868-1922) - solista: João Andrade

Tuesday, June 19, 2007

ARS MUSICA (0)


ARS MUSICA partilha do conceito de que a arte dos sons é uma componente essencial da vida, sendo esta considerada uma forma de arte total.

Com efeito, entendemos que música é som organizado pelo ser humano, como artifício da sua forma de (se manif)estar e de transformar o mundo que o rodeia, superando a natureza da sua condição animal, para afirmar a sua racionalidade.
Neste sentido, considera-se que o "canto" dos passarinhos só por si não é música, embora possa soar "melodioso" ao ouvido. Mas já quando Clément Janequin (ca 1485-1558/9), Orlando di Lassus (1530/2-1594), Igor Stravinsky (1882-1971), Olivier Messiaen (1908-1992), Dave Holland (1946-), entre outros, se inspiraram nesse "canto" para compor (i.e., organizar sonoridades) então aí, sim, falamos podemos falar de música.

ARS MUSICA releva que a arte dos sons enquanto acto distinto do som resultante da vibração "natural ou espontânea" é uma manifestação não só reveladora do ilimitado potencial criativo do ser humano como essencial à sua própria existência e que só se completa quando congrega outras formas de arte (artes visuais, dança, poesia, etc.).

Consequentemente, ARS MUSICA revê-se no projecto ARS INTEGRATA e é parte integrante do mesmo.

ARS INTEGRATA é um projecto aberto assente na criação artistica multidisciplinar, fundado por David Zink a partir de um ensemble homónimo - de dimensão e composição variáveis, mas com um "núcleo duro" composto pelo Corelis (coro misto, dirigido pela maestrina Carmen Rodrigues), DZ (autor-intérprete, direcção musical, piano e sintetizadores), Equivalentes (projecções cenográficas, fotografia), Jorge Castro e Júlia Lello (poetas, intérpretes), Leonor Henriques, Mafalda Tello e Sophia Sylva (bailarinas) - que recentemente (31 Janeiro 2007) se apresentou na Culturgest, misturando vários géneros e formas artísticas, integradas por texturas musicais a partir da fusão de elementos populares e eruditos, do jazz e do rock à música clássica e à vanguarda, tendo sido muito aplaudido pela assistência que encheu a prestigiada sala de concertos...
... e pretende ser também uma associação emergente e um espaço de discussão, conhecimento, troca de experiências e informação, abrangendo todas as formas de arte (incluindo a música, a dança, as «belas artes», a literatura e a poesia, etc.), aberto tanto a artistas executantes, como a investigadores e ao publico em geral interessado nestas matérias.

ARS MUSICA
pauta-se por critérios de elevada qualidade artística (tanto nos plano estético e criativo, como técnico), mas não discrimina géneros musicais , abarcando tanto a música erudita ("música antiga", "clássica" e "contemporânea"), como a música popular (blues, folk, pop, rock, "world music", etc.) e zonas híbridas (como o jazz desde o bop, o rock progressivo, a "third stream", a "creative music").

ARS MUSICA procura estar em sintonia com todos os que partilham do nosso modo aberto de tratar a arte dos sons. Por isso é também ARS MUSICA 2U (leia-se, "to you", i.e., a arte da música para si).

A sua colaboração é essencial, contribua e/ou divulgue aos vossos amigos.
Somos fiéis ao lema "Trás outro amigo também".

N.B.: ARS MUSICA é um espaço de livre-pensamento e de debate de ideias - independentemente das seus colaboradores -, não possuindo vinculação a correntes estéticas particulares, nem comprometimento clubístico, político-partidário, ou de cariz confessional, pelo que não assume qualquer comprometimento com os textos e opiniões expressas e/ou praticadas tanto no seu blog como naqueles que divulga (idem, para sites).


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From Science and Art / Jorge Castro (poem) & David Zink (music)

Sphera Mundi (abridged) / DZ

Lullaby song / Jorge Castro (poem) & David Zink (music)

Kreisler (1875-1962) - Praeludium & Allegro / Miguel Zink (violin)

Jules Massenet (1842-1912) - "Méditation", de Thaïs (1894) / Os Violinhos, dir. Filipa Poejo

Mozart's Requiem, K. 626 / Wiener Symphoniker, dir. Karl Bhöm

Rachmaninov's cello sonata, op. 19, 3rd mov. / Karine Georgian & Vladimir Krainev

Verdi's Dies Irae, Dies Illa, from Requiem / dir. Karajan